ELEIÇÕES 2026

Apesar de diálogo com Mauro, Jayme nega ser vice de Pivetta e garante: “Não vou decepcionar meu eleitorado”

Áudio revela conversa entre o senador e o ex-governador sobre a convenção do União Brasil, mas parlamentar reafirma pré-candidatura ao Governo e descarta abrir mão do projeto político.

O senador Jayme Campos (União Brasil) voltou a reafirmar que permanece na disputa pelo Governo de Mato Grosso e descartou qualquer possibilidade de compor como vice em uma eventual chapa encabeçada pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos). A posição foi mantida mesmo após um diálogo considerado produtivo com o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) sobre a convenção estadual do partido.

Um áudio enviado por Jayme mostra que houve uma conversa entre os dois líderes para tratar da organização da convenção do União Brasil. Na gravação, o senador relata que não conseguiu se reunir na sexta-feira, mas que o encontro ocorreu na segunda-feira, quando discutiram o edital e o horário inicialmente previstos para o evento.

“Conversei com ele. Tivemos uma conversa muito boa. Falei que estava muito tarde essa convenção do dia 4 de agosto e que esse horário não tinha chance nenhuma. Inclusive o edital estava errado”, afirma Jayme no áudio, acrescentando que sugeriu alterações na condução da convenção.

Apesar do tom cordial da conversa, o senador fez questão de afastar qualquer especulação sobre uma composição como vice de Pivetta. Em entrevista, Jayme classificou como “mentira” a informação de que teria recebido convite para integrar uma chapa governista e reafirmou que seu projeto político continua sendo disputar o Palácio Paiaguás.

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Segundo ele, Mauro Mendes chegou a sugerir que concorresse ao Senado, mas a proposta foi recusada. “Ele me disse: ‘Por que você não vem a ser senador da República?’. Eu respondi: ‘Já passou'”, declarou.

Jayme também descartou disputar novamente uma vaga no Senado, argumentando que o cenário já reúne diversos nomes competitivos. Para o parlamentar, sua prioridade permanece sendo a candidatura ao Governo do Estado.

Outro ponto destacado pelo senador é o compromisso assumido com seus apoiadores. Segundo ele, desistir da disputa neste momento significaria frustrar aqueles que defendem seu projeto político.

“Tenho muita gente ao meu lado. Abrir mão agora seria uma decepção para esses companheiros”, afirmou, justificando a decisão de manter sua pré-candidatura.

O senador ainda criticou o horário inicialmente previsto para a convenção do União Brasil, marcada entre 17h e 18h, classificando o formato como inadequado. Conforme relatado no áudio, o assunto foi debatido diretamente com Mauro Mendes e novas conversas entre ambos devem ocorrer antes da realização do encontro partidário.

Nos bastidores, o episódio demonstra que, apesar das divergências sobre a sucessão estadual, Jayme Campos e Mauro Mendes mantêm um canal de diálogo aberto para tratar dos rumos do União Brasil. Ao mesmo tempo, o senador reforça que não será vice de Pivetta e pretende levar até a convenção sua pré-candidatura ao Governo de Mato Grosso, sustentando que não abrirá mão do compromisso assumido com seu eleitorado e com o grupo político que o apoia.

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POLÍTICA MT

Mauro Mendes defende nova Constituinte que permita a prisão perpétua

O ex-governador e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes, defendeu a convocação de uma nova Assembleia Nacional Constituinte para permitir a adoção da prisão perpétua no Brasil.

Em entrevista à Rádio CBN Cuiabá, nesta quinta-feira (2), ele afirmou que a atual legislação impede que o país responda com rigor adequado a crimes violentos, e só uma nova constituinte seria capaz de mudar isso.

“Eu sou a favor da prisão perpétua, só que a Constituição Brasileira proíbe isso. Então vamos convocar uma nova constituinte”, ressaltou.

A Constituição Federal de 1988 proíbe expressamente, no artigo 5º, a adoção de penas de caráter perpétuo. Por ser uma cláusula pétrea, ou seja, um direito individual imutável, a vedação só poderia ser superada por uma nova Assembleia Nacional Constituinte, convocada por lei. É essa a saída defendida por Mauro.

O ex-governador citou um caso recente de um assassino que matou a vizinha a tiros e deixou o marido dela em estado grave, no Rio Grande do Sul. O criminoso foi preso, mas solto em menos de três dias.

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“E esse é apenas um de centenas de milhares de casos de impunidade que acontecem em todo o país, porque a lei é frouxa”, criticou.

O pré-candidato lembrou que o Código Penal Brasileiro é de 1940, muito distante da realidade atual do crime no país.

“É um absurdo que tenham se passado exatamente 86 anos e nós não fomos capazes de fazer um novo código para combater a bandidagem, combater tantos tipos de crime que surgiram, que quando esse código nasceu, sequer existiam”, completou.

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