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ALMT realiza 10º Simpósio sobre Dislexia coordenado por Wilson Santos

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), sob coordenação do deputado estadual Wilson Santos (PSD), a partir do requerimento de nº 394/2025, realizará o 10º Simpósio sobre Dislexia – Transtornos do Neurodesenvolvimento, no dia 6 de outubro, no Plenário das Deliberações Renê Barbour, às 19h30. As inscrições estão abertas e se estendem até o dia do evento, em que os interessados poderão participar de forma gratuita e com direito a certificado pela Escola do Legislativo.

O parlamentar possui mais de oito leis sancionadas em prol do público que sofre com a dislexia, que é considerada um Transtorno Específico de Aprendizagem de origem neurobiológica, caracterizada por dificuldade no reconhecimento preciso e fluente da palavra, na habilidade de decodificação e em soletração. “Desde 2016, trabalhamos nesta causa. Principalmente, por defendermos uma educação inclusiva para pessoas com dislexia e outras condições. Precisamos fortalecer as políticas públicas que promovam a saúde pública, acessibilidade e a inclusão”, posiciona.

Wilson explica que além de abordar a dislexia com palestras, oficinas e atualização de informações científicas, os seminários tratam de temas correlacionados aos Transtornos de Neurodesenvolvimento, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), Discalculia, entre outros. De acordo com a Associação Brasileira de Dislexia (ABD), 10% da população enfrenta esse tipo de dificuldade neurodivergente.

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Autor da Lei nº 12.205/2023, que instituiu o Dia Estadual da Dislexia, celebrado em 8 de outubro, o deputado esclarece que a dislexia não é uma doença mas uma limitação no processo de aprendizagem, principalmente nos primeiros anos de vida. “A Assembleia de Mato Grosso é protagonista em nível nacional nessa temática. Nós conseguimos colocar o assunto da dislexia na agenda dos governantes, do Ministério Público Estadual, da Defensoria Pública, dos Poderes Executivo e Legislativo. Nasceu aqui a Associação de Dislexia Mato Grosso. Essa sementinha expandiu-se pelo Brasil e hoje há diversos estados que já têm a sua associação”, destacou.

A programação do evento terá palestras do advogado Vinícius Negrão Lemos Melo com o tema “Convivendo com as diferenças”, da psicóloga Inez Ocanã de Luca, que vai tratar sobre “Dislexia nas diferentes fases da vida” e a participação especial da superintendente de Equidade e Inclusão da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Paula Cunha. No final do evento, serão entregues moções de aplausos, entre outras honrarias aos profissionais que se destacam na atuação diretamente com o tema do seminário.

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Os interessados em participar do 10º Simpósio sobre Dislexia deverão entrar no site da Assembleia Legislativa de Mato Grosso para realizar a inscrição. Mais informações pelos telefones 3313-6903/6904.

Fonte: ALMT – MT

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Otaviano Pivetta incorpora agenda feminina ao projeto de governo

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A campanha de Otaviano Pivetta (Republicanos) dedicou integralmente o quinto programa eleitoral gratuito às mulheres e colocou no centro da mensagem a parceria com Gisela Simona (União Progressista), sua candidata a vice. A estratégia consolida uma agenda que vem ganhando espaço na campanha majoritária e que combina duas frentes politicamente sensíveis: ampliar a presença feminina nos espaços de decisão e transformar o enfrentamento à violência contra a mulher em política pública permanente.

Ao apresentar Gisela, Pivetta adotou um tom pessoal pouco comum ao discurso eleitoral e afirmou ter encontrado nela a parceira que procurava para a disputa pelo Governo. “Eu encontrei a parceira que eu queria encontrar. A Gisela traz consigo um sentimento legítimo, verdadeiro e insubstituível da mulher”, declarou, ao afirmar que pretende, ao lado dela, ampliar a capacidade do Estado de melhorar a vida das mulheres mato-grossenses.

A fala não ocorre isoladamente. Nas últimas semanas, a participação feminina passou a ocupar um espaço mais explícito no projeto político de Pivetta. O candidato estabeleceu como meta, para um eventual novo mandato, chegar a 50% de mulheres nos cargos de chefia e liderança da administração estadual.

A proposta aparece também no plano de governo, onde prevê ampliar a representatividade feminina, fortalecer os organismos municipais de políticas para as mulheres e acompanhar a condição feminina por meio de indicadores.

A movimentação representa uma mudança importante na forma de apresentar Gisela ao eleitorado. Mais do que uma composição eleitoral para a vice, sua presença passa a ser associada a uma agenda específica dentro da chapa. Pois Gisela chega à campanha carregando uma trajetória própria, construída antes mesmo de entrar na política eleitoral, primeiro como servidora e dirigente do Procon e, depois, nos três anos em que exerceu mandato na Câmara dos Deputados.

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Foi no Congresso que essa trajetória ganhou projeção nacional. Gisela atuou em temas relacionados à defesa do consumidor, à proteção das mulheres e ao enfrentamento da violência de gênero, tendo sido relatora do Pacote Antifeminicídio. A experiência parlamentar também lhe deu uma compreensão mais ampla sobre a distância que muitas vezes separa uma legislação avançada da capacidade real do Estado de fazê-la chegar à ponta.

É justamente nessa fronteira que ela pretende concentrar parte da atuação caso a chapa seja eleita. Defendendo que a proteção às mulheres não pode depender apenas da existência de leis mais rigorosas. É preciso garantir orçamento, estrutura física, protocolos de atendimento, servidores capacitados e integração entre segurança, saúde, assistência social e educação.

O próprio governador vem apresentando ações nessa direção. Entre elas estão a ampliação da rede especializada de atendimento, o funcionamento 24 horas da Delegacia da Mulher em Várzea Grande e a expansão de unidades especializadas para outros municípios, como Lucas do Rio Verde e Sorriso.

A agenda também foi incorporada ao plano de governo de Pivetta e Gisela para 2027-2030, que fala em prevenção, inteligência, busca ativa e maior presença do Estado no enfrentamento à violência de gênero.

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Na avaliação de Gisela, esse é um campo em que não há espaço para uma política de ocasião. “A mulher, a advogada, a servidora e a deputada federal me fizeram chegar até aqui. Agora, como candidata a vice, quero transformar essa experiência em uma agenda de governo.

A confiança em Pivetta também é parte desse movimento. Pois Gisela tem reiterado que sua escolha para a chapa está relacionada à capacidade administrativa que atribui ao governador e à sua experiência na condução de políticas públicas. Ainda, de acordo com Gisela, a combinação entre gestão e sensibilidade social pode abrir uma nova etapa na formulação das políticas destinadas às mulheres.

“Pivetta colocou Lucas do Rio Verde, que não tinha sequer um palmo de asfalto, entre as 30 cidades melhores do país para se viver. Pivetta transforma as cidades para ficarem boas para as pessoas. Não tenho dúvida da capacidade dele de conduzir Mato Grosso em uma nova etapa”, afirmou.

Sob esta perspectiva Gisela e Pìvetta encontraram uma tradução política para uma agenda que precisa falar com mais da metade do eleitorado. Sabendo, de antemão, que o enfrentamento à violência de gênero não pode ser tratada apenas como estratégia eleitoral. Porque, quando o assunto é violência contra a mulher, a régua é outra. E ambos têm experiência e vontade política para buscar qual modelo de Estado será capaz, de fato, de transformar discurso em política pública.

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