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Primeiro-secretário da ALMT, Dr. João é o convidado do 2º episódio do Programa Parlamento

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O segundo episódio do Programa Parlamento, da TV Assembleia, (canais 30.1 em Cuiabá/VG e 9.2 no interior) vai ao ar neste sábado (16), às 13h, e terá como convidado o primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado João José de Matos, o Dr. João (MDB). A nova atração estreou no dia 9 de agosto, em celebração aos 190 anos da Casa de Leis.

Em entrevista à jornalista Jana Gahyva, o parlamentar, que é médico nefrologista, contou a sua trajetória de vida, desde a infância em Portugal até sua vinda ao Brasil, após a morte do pai. Relatou a infância difícil, o incentivo dos irmãos para estudar, o sonho de ser médico e sua formação em medicina.

“Eu tinha o sonho de ser médico desde pequeno. Estudei em escolas públicas da região. Depois de concluir o colegial, fui para São Paulo fazer cursinho pré-vestibular. Passei para medicina no interior de Minas Gerais, em Barbacena, onde me formei. Fiz especialização em nefrologia em São Paulo”, disse.

Após concluir a especialização, ele foi convidado por um colega médico para conhecer uma clínica em Mato Grosso e foi assim que chegou ao estado. Trabalhou durante 10 anos no Hospital Geral, onde, de fato, aprendeu a ser médico. ‘Tenho enorme carinho por esse período da minha vida. Nunca havia pensado em fazer política”, revelou.

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O ingresso na vida pública aconteceu após a morte do seu filho, o médico Rafael Vidigal de Matos, vítima de um infarto fulminante em 2017. “No velório, prometi seguir o sonho dele e me candidatar”, relatou.

João de Matos foi eleito deputado estadual em 2018 e foi reeleito em 2022. Atualmente, compõe a Mesa Diretora da Casa de Leis. Durante a entrevista, ele destacou as dificuldades do início do mandato, a importância do diálogo político e o objetivo de aproximar a Assembleia da população por meio da comunicação.

Também mencionou leis de sua autoria, que têm como foco, em sua maioria, a área da saúde. “Quero deixar esse legado: um sistema de saúde capaz de atender a todos”, afirmou.

Na oportunidade, o deputado ressaltou ainda a importância dos 190 anos da Assembleia, bem como da transparência, da democracia e do respeito entre parlamentares. “À população, peço que acompanhe o nosso trabalho, assistam à TV Assembleia, participem das audiências e tragam sugestões. Muitas leis surgem de demandas do povo”, concluiu.

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O Programa Parlamento – foi idealizado pela Secretaria de Comunicação (Secom) da Assembleia Legislativa e exibirá uma série de entrevistas até o fim do ano. Entre os entrevistados, estão deputados, ex-deputados estaduais e servidores de diferentes setores da Casa, que atuaram ou ainda atuam na Casa de Leis. Além disso, o programa apresenta fatos históricos importantes sobre a instituição, como a mudança de sedes e a participação na elaboração de cinco constituições estaduais.

“A curadoria foi feita com muito cuidado e responsabilidade, em parceria com o Instituto Memória da ALMT e profissionais de comunicação e do audiovisual. Mergulhamos em acervos documentais, depoimentos orais, fotos antigas e registros em vídeo para construir uma narrativa que fosse fiel, plural e acessível”, salientou o diretor do programa, José Augusto Filho.

Com uma linguagem moderna, dinâmica e emocional, o programa também lança um olhar para o futuro, mostrando como o Parlamento tem se modernizado e quais os desafios das próximas gerações de representantes.

Fonte: ALMT – MT

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Otaviano Pivetta incorpora agenda feminina ao projeto de governo

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A campanha de Otaviano Pivetta (Republicanos) dedicou integralmente o quinto programa eleitoral gratuito às mulheres e colocou no centro da mensagem a parceria com Gisela Simona (União Progressista), sua candidata a vice. A estratégia consolida uma agenda que vem ganhando espaço na campanha majoritária e que combina duas frentes politicamente sensíveis: ampliar a presença feminina nos espaços de decisão e transformar o enfrentamento à violência contra a mulher em política pública permanente.

Ao apresentar Gisela, Pivetta adotou um tom pessoal pouco comum ao discurso eleitoral e afirmou ter encontrado nela a parceira que procurava para a disputa pelo Governo. “Eu encontrei a parceira que eu queria encontrar. A Gisela traz consigo um sentimento legítimo, verdadeiro e insubstituível da mulher”, declarou, ao afirmar que pretende, ao lado dela, ampliar a capacidade do Estado de melhorar a vida das mulheres mato-grossenses.

A fala não ocorre isoladamente. Nas últimas semanas, a participação feminina passou a ocupar um espaço mais explícito no projeto político de Pivetta. O candidato estabeleceu como meta, para um eventual novo mandato, chegar a 50% de mulheres nos cargos de chefia e liderança da administração estadual.

A proposta aparece também no plano de governo, onde prevê ampliar a representatividade feminina, fortalecer os organismos municipais de políticas para as mulheres e acompanhar a condição feminina por meio de indicadores.

A movimentação representa uma mudança importante na forma de apresentar Gisela ao eleitorado. Mais do que uma composição eleitoral para a vice, sua presença passa a ser associada a uma agenda específica dentro da chapa. Pois Gisela chega à campanha carregando uma trajetória própria, construída antes mesmo de entrar na política eleitoral, primeiro como servidora e dirigente do Procon e, depois, nos três anos em que exerceu mandato na Câmara dos Deputados.

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Foi no Congresso que essa trajetória ganhou projeção nacional. Gisela atuou em temas relacionados à defesa do consumidor, à proteção das mulheres e ao enfrentamento da violência de gênero, tendo sido relatora do Pacote Antifeminicídio. A experiência parlamentar também lhe deu uma compreensão mais ampla sobre a distância que muitas vezes separa uma legislação avançada da capacidade real do Estado de fazê-la chegar à ponta.

É justamente nessa fronteira que ela pretende concentrar parte da atuação caso a chapa seja eleita. Defendendo que a proteção às mulheres não pode depender apenas da existência de leis mais rigorosas. É preciso garantir orçamento, estrutura física, protocolos de atendimento, servidores capacitados e integração entre segurança, saúde, assistência social e educação.

O próprio governador vem apresentando ações nessa direção. Entre elas estão a ampliação da rede especializada de atendimento, o funcionamento 24 horas da Delegacia da Mulher em Várzea Grande e a expansão de unidades especializadas para outros municípios, como Lucas do Rio Verde e Sorriso.

A agenda também foi incorporada ao plano de governo de Pivetta e Gisela para 2027-2030, que fala em prevenção, inteligência, busca ativa e maior presença do Estado no enfrentamento à violência de gênero.

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Na avaliação de Gisela, esse é um campo em que não há espaço para uma política de ocasião. “A mulher, a advogada, a servidora e a deputada federal me fizeram chegar até aqui. Agora, como candidata a vice, quero transformar essa experiência em uma agenda de governo.

A confiança em Pivetta também é parte desse movimento. Pois Gisela tem reiterado que sua escolha para a chapa está relacionada à capacidade administrativa que atribui ao governador e à sua experiência na condução de políticas públicas. Ainda, de acordo com Gisela, a combinação entre gestão e sensibilidade social pode abrir uma nova etapa na formulação das políticas destinadas às mulheres.

“Pivetta colocou Lucas do Rio Verde, que não tinha sequer um palmo de asfalto, entre as 30 cidades melhores do país para se viver. Pivetta transforma as cidades para ficarem boas para as pessoas. Não tenho dúvida da capacidade dele de conduzir Mato Grosso em uma nova etapa”, afirmou.

Sob esta perspectiva Gisela e Pìvetta encontraram uma tradução política para uma agenda que precisa falar com mais da metade do eleitorado. Sabendo, de antemão, que o enfrentamento à violência de gênero não pode ser tratada apenas como estratégia eleitoral. Porque, quando o assunto é violência contra a mulher, a régua é outra. E ambos têm experiência e vontade política para buscar qual modelo de Estado será capaz, de fato, de transformar discurso em política pública.

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