POLICIAL
Três envolvidos em estelionato virtual contra vítima de Cuiabá são presos em Rondonópolis
Dois dos suspeitos, de 39 e 18 anos, foram identificados como responsáveis pelas contas bancárias em que foram recebidos os valores subtraídos da vítima por meio da fraude. O terceiro suspeito, de 34 anos, também confessou que recebeu quantia em dinheiro pela participação no crime.
As investigações iniciaram após a vítima, moradora de Cuiabá, procurar a Delegacia de Estelionatos comunicando que havia caído no golpe do “falso intermediador de vendas”, durante negociação de um veículo, com prejuízo de R$ 125 mil.
Após o acerto do valor, o golpista informou duas contas bancárias para o recebimento dos valores, sendo depositado em uma das contas cerca de R$ 60 mil e na outra R$ 65 mil. Iniciadas as investigações, foi possível identificar que as contas eram de agências bancárias da cidade de Rondonópolis.
Após troca de informações entre as unidades, a equipe da Delegacia de Roubos e Furtos de Rondonópolis iniciou as diligências em busca dos envolvidos, sendo, primeiramente, localizados os titulares das contas que receberam o valor da transação.
Junto a um deles estava o terceiro suspeito, identificado de 34 anos, que confessou ter ficado com parte do valor do crime, recebendo uma comissão pela participação.
Diante dos fatos, os três criminosos foram conduzidos à Derf de Rondonópolis, onde após serem interrogados, foi lavrado o flagrante por crime de fraude eletrônica, sendo parte do valor subtraído da vítima recuperado.
Golpe do falso intermediador
Neste tipo de fraude eletrônica, os criminosos copiam anúncios de vendas originais, divulgados em sites da internet, colocando preços abaixo do mercado, o que faz despertar o interesse do comprador.
Utilizando de engenharia social, principalmente por meios eletrônicos, os golpistas realizam transações comerciais de compra e venda de veículos convencendo tanto o vendedor quanto o comprador a não se comunicarem diretamente para, ao final da negociação, induzir que o valor da venda seja depositado em contas bancárias indicadas pelo criminoso, deixando as vítimas no prejuízo.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLICIAL
Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil
Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados
O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.
Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.
De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.
Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.
Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.
Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.
A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.
Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.
Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.
A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.
As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.
Veja fotos da operação

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