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Sinop: Centro de hanseníase atende em média 600 pacientes por mês: saiba como identificar sintomas

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A hanseníase é uma doença crônica, transmissível, que atinge pele e nervos, porém tem cura e o tratamento é gratuito pelo SUS. Sinop conta com o Centro de Referência em Combate à Hanseníase e Tuberculose, onde são realizados por mês uma média de 600 atendimentos, para pacientes de Sinop e da região Teles Pires.

De acordo com os dados do centro, atualmente são 425 pacientes do município em tratamento da doença. Casos esses, encaminhados pelas Unidades Básicas de Saúde, responsáveis pela triagem inicial. No ano passado foram registrados 243 novos casos, e este ano já somam 100. O diagnóstico e tratamento precoce da doença, que é considerada silenciosa, podem evitar sequelas.

O médico infectologista, Ricardo Franco, ressalta os sintomas da hanseníase. “É preciso ficar atento aos principais sintomas, como perda de força motora em um ou mais membros, dificuldade para pegar ou segurar objetos, manchas esbranquiçadas ou avermelhadas na pele, geralmente com alteração de sensibilidade, dor nos nervos, pode ter queda de pelos, dos cílios, sobrancelhas e nos locais das manchas” pontuou.

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O tratamento medicamentoso é gratuito, e envolve a associação de três antimicrobianos: rifampicina, dapsona e clofazimina. Essa associação é chamada de Poliquimioterapia Única (PQT-U). Os atendimentos ocorrem de segunda a sexta-feira (com exceção dos feriados), das 7h às 13h com agendamento. O centro fica localizado na Rua das Andirobas, nº125, no Setor Comercial.

Fonte: Prefeitura de Sinop – MT

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POLICIAL

Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil

Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados

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O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.

Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.

De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.

Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.

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Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.

Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.

A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.

Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.

Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.

A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.

As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.

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Veja fotos da operação 

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