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Polícias Civil e Militar prendem empresário e apreendem 77 kg de pescado ilegal

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O proprietário de uma pousada na comunidade Lago Grande, no município de Santa Terezinha, foi preso em flagrante por crime ambiental, neste domingo (31.8), durante operação conjunta entre a Polícia Civil, a Polícia Militar do 23º Batalhão e a Força Tática do 10º Comando Regional, para cumprimento de mandado de busca e apreensão na propriedade.

A ação resultou na apreensão de mais de 77 quilos de pescado ilegal, aves silvestres e materiais utilizados na pesca ilegal.

Na Delegacia de Santa Terezinha, o suspeito foi autuado em flagrante pelo crime contra a fauna dentro das condutas de transportar, comercializar, beneficiar ou industrializar espécimes provenientes de pesca proibida e matar, caçar ou apanhar espécimes da fauna silvestre.

O mandado de busca e apreensão foi cumprido na propriedade do investigado. Logo na chegada ao imóvel, os policiais encontraram duas caixas de isopor contendo peixes congelados, indicando pesca recente. Entre os espécimes apreendidos, estavam exemplares cuja captura é proibida por lei ambiental, como pirarucu, tucunaré e pintado.

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Durante a inspeção, os agentes também localizaram carne de jacaré, duas pacas abatidas e duas aves silvestres (aparentemente patos selvagens), além de redes, tarrafas e pacotes de filé de pirarucu já preparados para comercialização. Todo o material foi apreendido e encaminhado à Delegacia da Polícia Civil de Santa Terezinha.

No total, foram contabilizadas nove espécies de peixes apreendidas, totalizando mais de 77 quilos de pescado, sendo 42,1 quilos de Pirarucu, 5,1 quilos de Tucunaré, 7 quilos de Pintado, 1,27 quilo de curvina, 2,32 quilos de Jaraqui, 1,2 quilos de Carapirosca, 7,8 quilos de Piau, 7,6 quilos de Pacu e 3,12 quilos de carne de jacaré.

Representantes da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) estiveram na delegacia e realizaram as ações administrativas, como notificações e definição do destino final dos animais silvestres e pescado apreendidos. Enquanto estava na delegacia, o suspeito apresentou quadro de hipertensão. Ele foi encaminhado para uma unidade de saúde para atendimento.

Após ser interrogado, ele foi autuado em flagrante pelo crime ambiental, sendo arbitrada fiança de R$ 9 mil. O suspeito foi liberado para responder pelo crime em liberdade após o pagamento do valor. A Polícia Civil segue com as investigações para apurar a extensão da atividade ilegal e outros possíveis envolvidos.

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Fonte: Policia Civil MT – MT

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POLICIAL

Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil

Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados

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O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.

Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.

De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.

Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.

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Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.

Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.

A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.

Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.

Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.

A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.

As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.

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Veja fotos da operação 

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