POLICIAL
Polícia Civil prende em flagrante autor de feminicídio em Rondonópolis
A Delegacia de Homicídios de Rondonópolis prendeu em flagrante, na noite desta quinta-feira (05.09), o autor do feminicídio que vitimou Karla Mariana Alves Correia, de 28 anos.
J.D.S., de 33 anos, foi preso em seu local de trabalho pela equipe policial. Com ele, estava uma motocicleta que tinha registro de furto. O veículo apresentava vestígios de sangue, foi apreendido e encaminhado para a perícia.
O corpo de Karla Mariana foi encontrado na manhã de quarta-feira, próximo ao Rio Vermelho, com sinais de sangue e um corte no rosto. Perto dali, os policiais encontraram a motocicleta Suzuki 125 da vítima, dentro de um clube. Ao lado do veículo, foram encontradas luvas, um capacete rosa, uma mochila e pertences que possivelmente seriam de Karla.
A partir da localização do corpo da vítima, a equipe da Delegacia de Homicídios iniciou as investigações para esclarecer o crime e ouviu diversas pessoas que estiveram com a vítima na noite anterior, inclusive o autor do crime, que deu informações contraditórias do momento em que ambos saíram do local onde estavam consumindo bebida alcoólica.
Ele alegou que acompanhou a vítima pela Avenida Presidente Médici até as proximidades do viaduto da BR-364 e, em seguida, Karla teria ido sentido ao bairro Boa Esperança, enquanto o suspeito seguiu para a rodovia com destino à sua residência.
Após a análise de câmeras de segurança do trajeto que ele e a vítima fizeram, a equipe policial constatou que não condiziam as informações prestadas pelo suspeito, pois não foram encontradas imagens dele e da vítima transitando pela Avenida Presidente Médici. Ambos passaram pela Rua Rosa Bororo e seguiram sentido até o local onde o corpo da vítima foi encontrado, com imagens que mostraram o trajeto percorrido.
Diante das evidências apontadas, o suspeito foi preso em flagrante e autuado pela delegada Karla Peixoto pelos crimes de homicídio qualificado em feminicídio e receptação do veículo furtado encontrado com ele.
A delegada da DHPP dê Rondonópolis explica que aguarda os laudos periciais para saber se a vítima sofreu violência sexual.
Após a prisão em flagrante, o autor do crime foi encaminhado à penitenciária de Rondonópolis.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLICIAL
Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil
Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados
O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.
Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.
De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.
Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.
Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.
Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.
A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.
Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.
Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.
A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.
As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.
Veja fotos da operação

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