POLICIAL
Polícia Civil prende autor de fraudes documentais para retirada de veículos apreendidos
O suspeito teve a ordem de prisão decretada pela Justiça com base em investigações da Delegacia de Estelionato para apurar crimes de falsificação de documento público, falsificação de documento particular, estelionato e associação criminosa.
A investigação iniciou a partir de uma prisão em flagrante, realizada na 2ª fase da Operação Kuron, deflagrada pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos (DERFVA). Na ocasião, outro comparsa foi preso, em poder vários documentos de identidades e outros contrafeitos (falsos), com o mesmo padrão dos utilizados para retirada de veículos no pátio da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob).
Assim que recebeu a comunicação dos fatos, foi instaurada investigação na Delegacia de Estelionato, sendo possível avançar no nível das informações, identificando outros comparsas, dentre eles, um despachante não credenciado.
Com base no levantamento, foi representado pelo mandado de busca e apreensão na residência do suspeito, ocasião em que foram apreendidos vários documentos falsos, entre eles, identidades falsas, em nomes diversos, porém com fotografias da mesma pessoa, procurações e selos de cartórios falsos ou adulterados, dentre outros documentos.
No dia das buscas, o investigado não foi localizado, sendo a convivente do investigado presa em flagrante. Após análise do material apreendido e elementos informativos angariados durante as investigações, o delegado Marcelo Menezes, representou pelo mandado de prisão preventiva do investigado, que foi deferido pela Justiça e cumprido na quinta-feira (14),
Além desta investigação, na Delegacia de Estelionatos existem mais três procedimentos investigatórios em andamento. As diligências que resultaram na prisão do investigado foram coordenadas pelo delegado Pablo Carneiro e o interrogatório do preso foi realizado pelo Marcelo Torhacs, em substituição ao presidente dos autos.
“As investigações prosseguirão para identificar os demais envolvidos nas fraudes, dentre eles possíveis despachantes credenciados e proprietários de casas de placas de veículos”, esclareceu Torhacs.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLICIAL
Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil
Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados
O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.
Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.
De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.
Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.
Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.
Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.
A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.
Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.
Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.
A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.
As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.
Veja fotos da operação

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