POLICIAL
Polícia Civil integra operação interestadual que visa o combate ao crime de estelionato
A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea e apoio da Diretoria de Inteligência, participou da Operação Oliveira, deflagrada nesta quarta-feira (9.7), para o cumprimento de medidas cautelares expedidas pela Justiça com o objetivo de combater crimes de estelionato.
A operação foi deflagrada pela Polícia Civil do Estado do Pará, por meio da Diretoria Estadual de Combate à Corrupção (Decor), em conjunto com as Polícias Civis do Estado do Mato Grosso e do Estado do Rio de Janeiro. As diligências ocorreram nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande e Santo Antônio do Leverger, em MT e Niterói (RJ).
As investigações foram iniciadas a partir da instauração de inquérito policial destinado a apurar a prática de estelionato por meio eletrônico, com emprego da conhecida fraude do “falso parente”, que vitimou um casal de idosos, no Pará, acarretando prejuízo financeiro superior a R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais).
Com base nas provas colhidas, especialmente após o deferimento de medidas investigativas sigilosas, apurou-se que os investigados integravam uma associação criminosa, especializada na prática reiterada de fraudes eletrônicas e ocultação de ativos, com utilização de contas bancárias de terceiros captados mediante aquisição de dados pessoais.
As evidências demostram que há fortes indícios de que alguns integrantes do grupo criminoso mantêm vínculos com facção criminosa, com atuação nacional, inclusive em Mato Grosso, a qual se utiliza de pessoas cooptadas para viabilizar a circulação de valores oriundos das atividades ilícitas.
A operação resultou na apreensão de diversos aparelhos eletrônicos, que subsidiarão a individualização das condutas criminosas e a análise técnica patrimonial e financeira dos investigados. Também foi representado e deferido o bloqueio judicial de contas bancárias, com vistas à reparação dos danos causados às vítimas.
O cumprimento das diligências contou com o envolvimento direto de mais de 50 policiais civis dos três estados envolvidos, demonstrando a efetividade da atuação conjunta das forças policiais estaduais e fortalecendo o combate interestadual à criminalidade.
A ação também está inserida no âmbito do programa Tolerância Zero do Governo do estado de Mato Grosso.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLICIAL
Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil
Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados
O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.
Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.
De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.
Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.
Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.
Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.
A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.
Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.
Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.
A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.
As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.
Veja fotos da operação

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