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Polícia Civil instaura quase mil procedimentos e fecha ano com 128 presos em Alto Araguaia

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O combate a criminalidade realizado pela Delegacia de Alto Araguaia (415 km ao sul de Cuiabá) resultou em 128 pessoas presas no ano de 2022, por envolvimento em diferentes crimes.

De janeiro a dezembro, foram 1.471 boletins de ocorrência registrados e 989 procedimentos instaurados, entre inquéritos policiais, investigações preliminares e Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO), com 1.926 oitivas realizadas, além da expedição de 1.332 documentos, entre relatórios, despachos, portarias e representações.

Ao longo do ano, foram mais de 740 vítimas atendidas na delegacia, com destaque para as 68 medidas protetivas de urgências requeridas em face de mulheres vítimas de algum tipo de violência no âmbito doméstico.

Segundo o delegado de Alto Araguaia, Marcos Paulo Batista de Oliveira, até o dia 10 de dezembro, foram concluídos 304 procedimentos, entre inquéritos policiais, Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs) e Atos Infracionais (Ais).

Entre as ações de destaque, está a operação Fumacê, deflagrada no dia 08 de dezembro para cumprimento de 27 ordens judiciais contra um grupo criminoso suspeito da prática de homicídio, tortura, cárcere privado, ocultação de cadáver e tráfico de drogas na região. 

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“A equipe de policiais de Alto Araguaia é composta por profissionais altamente capacitados e comprometidos na prestação de um serviço de qualidade para a população de Alto Araguaia e região, não medindo esforços para apurar as infrações trazidas ao nosso conhecimento”, destaca Marcos Paulo, que além de Alto Araguaia também responde pelos municípios de Ponte Branca e Araguainha.

Fonte: PJC MT

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POLICIAL

Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil

Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados

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O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.

Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.

De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.

Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.

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Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.

Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.

A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.

Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.

Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.

A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.

As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.

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Veja fotos da operação 

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