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Polícia Civil e Vigilância Sanitária interditam açougue por falta de higiene em Cuiabá

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Um açougue com graves irregularidades sanitárias e de higiene foi interditado, na manhã de quinta-feira (16.10), em ação conjunta da Polícia Civil, realizada por meio da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) e Vigilância Sanitária de Cuiabá.

O estabelecimento, localizado na Avenida General Mello, no bairro Poção, em Cuiabá, já havia passado por vistorias anteriores desde o ano passado e mesmo notificado e multado, continuava não cumprindo as normas para funcionamento.

Com a interdição, o estabelecimento só poderá retomar as atividades após cumprir todas as exigências previstas na legislação sanitária vigente, especialmente quanto às normas de higiene e armazenamento de alimentos.

Durante a fiscalização, realizada nesta quinta-feira (16), os policiais civis e fiscais novamente constataram total falta de higiene nas dependências do estabelecimento.

Nos fundos, havia esgoto correndo a céu aberto, ausência de produtos para higienização das mãos dos funcionários, inexistência de local adequado para guardar pertences pessoais, além de condições precárias na câmara fria, onde carnes eram armazenadas em contato com o chão.

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Ações anteriores

As irregularidades já vinham sendo notificadas pela Vigilância Sanitária desde novembro do ano passado, quando o órgão municipal realizou diversas orientações ao proprietário do açougue, que não tomou as providências necessárias.

Mesmo após ser multado e ter produtos apreendidos em fiscalizações anteriores, o responsável manteve o local em condições inadequadas de higiene, o que levou à interdição total nesta quinta-feira (16).

O delegado titular da Decon, Rogério Ferreira, destacou que ações como esta têm o objetivo de proteger o consumidor e garantir que alimentos comercializados em Cuiabá estejam em conformidade com as normas sanitárias.

“Nosso trabalho é assegurar que a população tenha acesso a produtos seguros e que estabelecimentos cumpram suas responsabilidades legais quanto às condições de higiene e armazenamento. Denúncias anônimas de casos como este e outros crimes contra o consumidor podem ser feitas pelo telefone 197 da Polícia Civil”, frisou o delegado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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POLICIAL

Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil

Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados

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O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.

Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.

De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.

Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.

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Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.

Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.

A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.

Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.

Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.

A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.

As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.

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Veja fotos da operação 

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