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Polícia Civil deflagra operação contra braço financeiro de facção criminosa

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A Polícia Civil deflagrou na manhã dessa terça-feira (1º.7) a Operação Narcocrédito, com o objetivo de desmantelar uma facção criminosa que atua no município de Paranatinga com forte estrutura financeira voltada ao tráfico de drogas. Durante a ação, foram cumpridas 29 ordens judiciais, sendo 15 mandados de prisão, 12 mandados de busca e apreensão, além de dois bloqueios de contas bancárias.

Entre os alvos dos mandados de prisão estão os líderes da facção criminosa e os principais responsáveis pela gestão do seu braço financeiro, evidenciando o esforço da investigação em neutralizar os núcleos de comando e sustentação econômica do grupo criminoso.

A operação teve como foco atingir o núcleo financeiro, responsável por estruturar um verdadeiro sistema de empréstimos internos, destinado a financiar o tráfico de drogas em nível varejista.

Conforme apurado nas investigações, os traficantes de base recebiam um primeiro fornecimento de entorpecentes e, ao não conseguirem quitar essa dívida inicial, recorriam à própria facção criminosa para contrair empréstimos com o objetivo de adquirir nova carga para revenda. A intenção era obter lucro suficiente para saldar a dívida anterior. Contudo, ao final, acabavam acumulando dívidas duplas (tanto pelo fornecimento inicial quanto pelo financiamento obtido internamente), tornando-se financeiramente dependentes e subordinados às lideranças da facção.

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A Delegacia de Polícia de Paranatinga contou com o apoio de aproximadamente 40 policiais civis, lotados nas unidades da Delegacia Regional de Primavera do Leste, somando forças para a repressão qualificada do grupo criminoso.

A Operação Narcocrédito integra o Programa Tolerância Zero do Estado de Mato Grosso, reforçando o compromisso da Polícia Judiciária Civil com o combate firme e estratégico às facções criminosas que atuam na região.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil

Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados

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O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.

Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.

De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.

Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.

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Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.

Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.

A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.

Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.

Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.

A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.

As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.

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Veja fotos da operação 

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