POLICIAL
Polícia Civil cumpre mandados em investigações de lavagem de dinheiro realizada por facção criminosa
A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Estelionato e Outras Fraudes (DEEF) de Cuiabá, deflagrou na manhã desta quinta-feira (8.5) operação para cumprimento de mandados de busca e apreensão e sequestro de bens decretados pela Justiça, com base em investigações que apuram lavagem de dinheiro e associação criminosa.
Na operação, são cumpridos cinco mandados de busca e apreensão domiciliar, sendo quatro em Cuiabá e um em Várzea Grande.
As diligências revelaram que um imóvel financiado junto à Caixa Econômica Federal vinha sendo utilizado como meio para movimentações financeiras suspeitas, com repasses realizados por pessoas sem vínculo formal com o bem, incluindo jovens com indícios de incompatibilidade entre a renda e os valores transferidos.
A apuração também identificou o envolvimento de suspeitos com extensa ficha criminal, alguns dos quais já foram alvos de operações anteriores conduzidas pela Polícia Civil de Mato Grosso, como as operações Luxus e Apito Final, deflagradas pelo GCCO.
Um dos investigados possui relações diretas com pessoas ligadas a uma facção criminosa, reforçando os indícios de que o imóvel estava sendo utilizado para a ocultação e dissimulação de recursos ilícitos. Diante dos elementos coletados, o delegado responsável pelas investigações, Bruno Mendo Palmiro, representou pelas medidas cautelares, sendo os pedidos acolhidos e deferidos pelo Poder Judiciário.
Até o momento, a operação resultou na apreensão de dois veículos, valores em dinheiro e diversos objetos que poderão auxiliar o avanço das investigações.
“A Operação Nêmesis reforça o compromisso da Polícia Civil de Mato Grosso no enfrentamento qualificado à criminalidade financeira e à lavagem de capitais, com foco na responsabilização de envolvidos em práticas ilícitas que afetam a ordem econômica e social”, disse o delegado.
Nome da operação
Nêmesis faz alusão à deusa grega da justiça e da vingança divina contra o orgulho, a arrogância e os crimes que desafiam a ordem moral e social. A escolha simboliza a resposta do Estado contra práticas criminosas que atentam contra a legalidade e a ética pública.
A Operação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso no enfrentamento às facções criminosas, por meio da Operação Inter Partes, que faz parte do Programa Tolerância Zero, do Governo do Estado.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLICIAL
Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil
Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados
O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.
Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.
De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.
Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.
Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.
Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.
A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.
Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.
Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.
A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.
As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.
Veja fotos da operação

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