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Polícia Civil cumpre mandados contra investigados por crimes contra mulheres em Cuiabá e Várzea Grande

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A Polícia Civil cumpriu, nessa quarta-feira (20.5), dois mandados de prisão preventiva contra dois homens, de 35 e 49 anos, um por crimes de ameaça, injúria e importunação sexual praticados contra a cunhada e outro por não pagar pensão alimentícia.

As prisões foram realizadas por equipes da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) da Capital.

O primeiro suspeito foi localizado no bairro Pedra 90, em Cuiabá. Ele tentou fugir no momento da prisão, mas acabou contido pelos policiais civis.

O suspeito é investigado por enviar mensagens de cunho sexual à vítima, oferecendo dinheiro para que ela passasse uma noite com ele, além de insistir em investidas, mesmo após sucessivas negativas. A vítima relatou, ainda, que o suspeito encaminhava mensagens ofensivas, intimidatórias e ameaçadoras.

Após tomar conhecimento das mensagens, familiares passaram a se envolver na situação, intensificando os conflitos e ameaças direcionadas à vítima. Além disso, o investigado afirmava não ter medo da polícia e dizia possuir ligação com facção criminosa, circunstâncias que aumentaram o temor pela segurança da vítima.

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Diante da gravidade dos fatos, da reiteração das ameaças e do risco à integridade psicológica da vítima, a Polícia Civil efetuou a prisão preventiva do investigado, o qual foi encaminhado à Audiência de Custódia para as providências legais cabíveis, permanecendo à disposição do Poder Judiciário.

Pensão alimentícia

O segundo mandado de prisão foi cumprido contra um homem, de 49 anos, em Várzea Grande, em razão do não pagamento de pensão alimentícia.

A ordem judicial foi expedida pela Segunda Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Cuiabá, após o acúmulo de débito alimentar reconhecido judicialmente.

Após diligências, equipes da DEDM de Cuiabá localizaram o alvo e deram cumprimento ao mandado, encaminhando-o para as providências legais cabíveis e posterior apresentação à autoridade judicial competente.

O investigado responde a quatro inquéritos policiais a DEDM Cuiabá por violência doméstica, inclusive descumprimento de medidas protetivas.

“É importante frisar que o não pagamento injustificado de pensão alimentícia pode ensejar prisão civil do devedor, conforme previsto na legislação brasileira, como forma de assegurar o cumprimento da obrigação e garantir os direitos do alimentando”, afirmou a delegada Liliane Diogo.

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Fonte: Policia Civil MT – MT

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POLICIAL

Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil

Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados

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O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.

Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.

De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.

Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.

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Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.

Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.

A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.

Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.

Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.

A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.

As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.

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Veja fotos da operação 

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