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Polícia Civil cumpre mandado e prende advogado em Juína

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Um advogado investigado por violência doméstica contra a ex-mulher foi preso pela Polícia Civil, neste sábado (23.8), no município de Juína, em ação para cumprimento de mandado judicial.

O suspeito, de 44 anos, teve a ordem de prisão preventiva decretada pela Justiça da Comarca local, pelo crime de descumprimento de medidas protetivas de urgência.

A investigação iniciou há alguns meses, após a vítima procurar a Delegacia de Polícia para denunciar a violência doméstica.

Na ocasião foi instaurado inquérito policial para apurar os fatos, bem como a mulher requereu as medidas protetivas em conformidade com a Lei Maria da Penha.

Conforme o delegado de Juína, Marco Bortolotto Remuzzi, durante as diligências apurou-se que o investigado possuía armas de fogo regularmente registradas, as quais foram apreendidas.

“No entanto a vítima retornou na delegacia noticiando o descumprimento das medidas protetivas, sendo os fatos prontamente comunicados ao Judiciário, que determinou a instalação de tornozeleira eletrônica”, destacou o delegado.

No decorrer da tramitação do inquérito houve novas informações de que o suspeito continuava descumprindo as medidas protetivas, razão pela qual a Polícia Civil representou pela quebra do sigilo da tornozeleira.

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Após análise da localização obtida através do equipamento eletrônico de monitoramento, foi encaminhado o relatório ao juízo competente para conhecimento, que prontamente decretou a prisão preventiva do advogado.

Diante da ordem judicial, os policiais civis efetuaram a prisão do suspeito na manhã desta sábado (23). Ele foi conduzido para as providências, sendo em seguida colocado à disposição do Poder Judiciário. O cumprimento do mandado foi acompanhado por outro advogado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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POLICIAL

Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil

Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados

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O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.

Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.

De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.

Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.

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Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.

Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.

A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.

Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.

Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.

A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.

As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.

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Veja fotos da operação 

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