POLICIAL
Polícia Civil cumpre 39 ordens judiciais contra traficantes de drogas sintéticas na modalidade rateio
A operação integra os trabalhos da operação Narke, coordenada pelo Ministério da Justiça para ações das delegacias especializadas no combate ao tráfico de drogas em todo Brasil.![]()
Em Mato Grosso, as ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo) da Capital, após representação por medidas cautelares elaborada pelos delegados de polícia da DRE com base nas investigações das equipes policiais. Os mandados são cumpridos nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis.
No curso das investigações conduzidas pela DRE foram identificados traficantes envolvidos com o comércio de drogas sintéticas como ecstasy, MDMA, LSD, popularmente conhecidas como “bala”, “doce”, além de outras substâncias como variações de maconha que eram comercializadas com usuários na Capital e em Várzea Grande.![]()
As investigações apontam que os traficantes adquiriam quantidades maiores para rateio, fazendo distribuições menores das drogas, alimentando o tráfico de varejo dessas drogas de característica mais refinada.
As buscas e apreensões foram cumpridas em condomínios e residências de diversos bairros da capital, mobilizando 27 equipes da Polícia Civil, com um total de 110 policiais civis de várias unidades da Diretoria de Atividades Especiais e Diretoria Metropolitana, além de delegacias de Rondonópolis.![]()
O delegado titular da DRE, Wilson Cibulski Junior, destaca que a “Operação Rateio” faz parte do trabalho contínuo de combate ao tráfico de drogas pela DRE, especialmente drogas sintéticas na modalidade de venda no varejo, além da atuação permanente em investigações de maior complexidade.
Rateio
O nome da operação faz referência ao modo como o grupo criminoso opera, fazendo esse rateio de porções maiores, pulverizando a droga entre traficantes nos mais diversos bairros da cidade.![]()
Operação Narke
Durante toda essa semana, a Polícia Civil esteve engajada em cumprimentos de mandados de prisão, busca e apreensão e prisões em flagrante no âmbito da operação Narke, deflagrada pelo Ministério da Justiça, resultando no cumprimento de 15 mandados de prisão, 12 mandados de busca e apreensão e três prisoes em flagrantes realizadas em Cuiabá e região metropolitana.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLICIAL
Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil
Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados
O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.
Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.
De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.
Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.
Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.
Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.
A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.
Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.
Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.
A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.
As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.
Veja fotos da operação

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