POLICIAL
Planejamento estratégico para 2023 e novo delegado regional são apresentados em reunião gerencial em Cáceres
A primeira reunião gerencial da Polícia Civil do ano de 2023 ocorreu na manhã desta segunda-feira (23.01) na Regional de Cáceres (228 km a oeste de Cuiabá), reunindo delegados e chefes de cartórios e equipes de todas as delegacias circunscritas. O evento também marcou a apresentação do novo delegado regional de Cáceres, Bruno Lima Barcellos, que assumiu o lugar da delegada, Alessandra Marques Alecrim, que agora está à frente da Regional de Tangará da Serra.
O encontro realizado na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cáceres reuniu delegados, escrivães chefes de cartório e investigadores chefes de equipe que atuam três delegacias da cidade (Municipal, Delegacia do Adolescente e DEDM) e também das delegacias de Mirassol D’Oeste, São José dos Quatro Marcos, Araputanga, Porto Esperidião e Rio Branco.
Durante a reunião gerencial, o diretor do Interior, Walfrido Franklim do Nascimento, fez um retrospecto da região nos últimos quatro anos, indicando os pontos onde a atuação da Polícia Civil evoluiu, os problemas que foram enfrentados, assim como as soluções apresentadas durante a gestão da delegada Alessandra e alguns pontos em que ainda é necessário evoluir.
Walfrido também falou um pouco sobre os projetos da delegada-geral, Daniela Silveira Maidel, para atual gestão em que as investigações e operações serão destaque no planejamento estratégico da instituição, além de abordar outras questões como o cuidado e o respeito no atendimento ao cidadão, que figurando muitas vezes como vítima, deve ser tratado de forma cada vez mais humanizada.
“Assim como na gestão anterior, nós continuaremos crescendo em infraestrutura, mas entramos em uma fase de pertencimento e de entender que o crescimento da Polícia Civil depende de cada um de nós, de como queremos a nossa representatividade no ponto de vista institucional”, disse o diretor.
Fonte: PJC MT
POLICIAL
Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil
Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados
O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.
Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.
De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.
Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.
Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.
Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.
A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.
Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.
Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.
A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.
As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.
Veja fotos da operação

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