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Operação Cruciatus cumpre nove mandados de prisão e de buscas contra membros de organização criminosa

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A Delegacia de Alto Taquari deflagrou, nesta terça-feira (23.04), a Operação Cruciatus para cumprimento de nove mandados de prisão e de buscas contra membros de uma facção criminosa.

Foram expedidos quatro mandados de prisão e cinco de buscas contra os alvos apontados em investigação como autores dos crimes de tortura mediante sequestro e associação criminosa.

A equipe da Delegacia de Alto Taquari cumpriu duas prisões e quatro mandados de busca e apreensão em diversos endereços da cidade. Dois alvos não foram localizados e novas diligências são realizadas no intuito de encontrá-los.

Salves

No início deste ano, a Polícia Civil foi procurada por uma vítima que relatou ter sido mantida em cárcere privado por criminosos, que lhe torturaram por ela supostamente pertencer a uma facção rival. A vítima foi brutalmente agredida pelos autores e teve lesão corporal grave.

Posteriormente, ainda no início deste ano, a Delegacia de Alto Taquari recebeu a informação de outro caso de tortura aplicado contra um usuário de drogas, em razão de crimes contra o patrimônio praticados por ele. A segunda vítima também foi mantida em cárcere e agredida fisicamente pelos membros da facção, para confessar a prática dos crimes e como forma de castigo pessoal.

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Os autores da tortura foram identificados e todos ostentam registros criminais por tráfico de drogas, associação ao tráfico e tortura.

A palavra cruciatus significa tortura em latim, termo usado na literatura com maldição que causa à vítima intensa dor física.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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POLICIAL

Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil

Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados

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O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.

Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.

De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.

Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.

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Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.

Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.

A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.

Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.

Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.

A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.

As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.

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Veja fotos da operação 

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