POLICIAL
Operação Asfixia cumpre mandados contra suspeitos de integrar facção criminosa em Cocalinho
Raquel Teixeira/Polícia Civil-MT
A Polícia Civil deflagrou nesta quarta-feira (09.03) a Operação Asfixia, no município de Cocalinho, região leste do estado, para cumprimento de nove mandados de busca e apreensão contra investigados por integrar uma organização criminosa.
Três pessoas foram presas em flagrante pelos crimes de posse irrregular de arma de fogo de uso permitido e tráfico de drogas.
De acordo com o delegado Valmon Pereira da Silva, os investigados integram uma facção criminosa envolvida com diversos crimes, entre eles o tráfico de entorpecentes.
Durante o cumprimento dos mandados contra os alvos investigados, um homem de 34 anos reagiu à ação policial e foi a óbito. Ele estava com uma arma tipo Beretta, que foi apreendida e será encaminhada à perícia.
A operação envolveu a atuação de 37 policiais civis das Delegacias da Regional de Água Boa, de Barra do Garças e da Gerência de Operações Especiais (GOE).
Apreensões
Um dos flagrantes foi registrado contra um homem de 34 anos, na zona rural de Cocalinho, detido por posse irregular de arma de fogo de uso permitido. Ele teve fiança arbitrada em R$ 10 mil, pagou o valor e foi liberado em seguida.
Outros dois suspeitos foram presos em flagrante por tráfico de drogas. Na residência de um deles, de 36 anos, os policiais civis apreenderam entorpecentes já embalados para o comércio, balança de precisão, R$ 1.175,00 em dinheiro, material para embalar as porções das substâncias entorpecentes, motocicleta e um aparellho celular. O suspeito confessou a prática do comércio de drogas.
Em outro endereço de um dos investigados, de 56 anos, as equipes policiais apreenderam 1.200 reais em dinheiro e tabletes de maconha.
POLICIAL
Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil
Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados
O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.
Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.
De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.
Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.
Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.
Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.
A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.
Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.
Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.
A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.
As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.
Veja fotos da operação

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