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Justiça acata representação da Polícia Civil e determina internação de menor considerado de alta periculosidade

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Uma ação conjunta entre a Polícia Civil e Militar de Santa Cruz do Xingu resultou na decretação de internação provisória por 45 dias de um adolescente de 16 anos, que foi conduzido neste sábado (26.7), ao Sistema Sócioeducativo.

O adolescente havia sido apreendido na última quarta-feira (23), durante ação policial. O menor é apontado como um dos líderes de uma facção criminosa, envolvido em casos de tortura, tráfico de drogas e associação criminosa.

A medida foi motivada pela alta periculosidade do menor, conforme representação feita pela Polícia Civil, e acolhida pelo Ministério Público e pela Justiça. De acordo com a investigação, o adolescente coordenou a ação que resultou na tortura de um morador local, agredido com ripas de madeira e fios elétricos, após ser amarrado e submetido a espancamento por aproximadamente uma hora. A motivação teria sido uma dívida de R$ 350 relacionada ao tráfico de entorpecentes.

O grupo criminoso também teria realizado uma videochamada com a liderança da facção, durante a execução do chamado “salve” — forma de punição interna aplicada por organizações criminosas. No local das agressões foram apreendidos entorpecentes, dinheiro, celulares, uma máquina de cartão e objetos usados na sessão de espancamento.

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A Justiça considerou ainda o histórico de reincidência do adolescente, que já responde por outros atos infracionais graves, incluindo tráfico de drogas, ameaça e resistência.

Com a nova decisão, o adolescente foi transferido para o Centro de Atendimento Socioeducativo de Barra do Garças. A Justiça entendeu que a medida foi necessária para garantir a ordem pública, interromper o vínculo com o crime organizado e proteger a integridade do próprio menor.

Outros envolvidos na ação permanecem respondendo criminalmente pelos crimes de tortura, sequestro, tráfico de drogas, associação para o tráfico e corrupção de menores. O caso continua sob apuração da Delegacia de Polícia Civil de Santa Cruz do Xingu.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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POLICIAL

Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil

Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados

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O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.

Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.

De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.

Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.

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Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.

Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.

A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.

Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.

Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.

A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.

As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.

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