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PF deflagra a 2ª fase de operação contra fraudes à Previdência Social

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Nova Iguaçu/RJ. Na manhã desta quinta-feira, 7/7, a Polícia Federal deflagrou a 2ª fase da Operação Desquite, com o objetivo de desarticular associação criminosa especializada no cometimento de crimes e fraudes contra a Previdência Social.

Na ação de hoje, cerca de 30 policiais federais, com apoio da Coordenação Geral de Inteligência Previdenciária e Trabalhista, por meio do Núcleo Estadual – NUINT/RJ, cumprem dois mandados de prisão preventiva e nove mandados de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara Federal de São João de Meriti/RJ, nas residências dos alvos, na Baixada Fluminense. Além disso, foram decretadas medidas cautelares diversas da prisão, tais como: pedido de arresto/sequestro de bens, bloqueio de contas bancárias e afastamento de sigilos.

As investigações, iniciadas em 2021, apuraram grande esquema criminoso, em que o grupo realizava separações de fato e divórcios fraudulentos de pessoas que eram efetivamente casadas ou que conviviam em união estável, para fins de requerer e obter ilicitamente, em prejuízo do INSS, benefícios assistenciais de prestação continuada ao idoso e ao portador de necessidades especiais (BPC-LOAS). Além disso, para comprovar a falsa separação, comprovantes de residência forjados eram apresentados nos processos concessórios junto ao INSS.

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Os integrantes da associação criminosa, em sua maioria advogados e despachantes, atuavam em um escritório de advocacia de fachada, onde realizavam os atendimentos. Os contratos de prestação de serviços advocatícios eram, então, assinados e, mediante cobranças financeiras, realizavam-se os serviços irregulares.

Após a obtenção dos benefícios, os criminosos retinham os cartões magnéticos e senhas dos clientes, assim como os seus dados pessoais e cadastrais junto ao INSS, de modo que permaneciam sacando os benefícios fraudulentos por aproximadamente por um ano, em nome desses clientes.

Até o momento, as investigações indicam um desvio de cerca de R$ 1.6 milhão. Por outro lado, a operação deflagrada hoje evitou um prejuízo aos cofres públicos estimado em R$ 2.2 milhões, considerando a cessação dos pagamentos e a expectativa de vida dos titulares dos benefícios, a partir das Tabelas de Mortalidade do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em vigor.

Os investigados responderão pelos crimes de estelionato previdenciário, associação criminosa, falsidade ideológica e exercício ilegal da advocacia. As penas somadas ultrapassam a 12 anos de reclusão.

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O nome “Desquite” se deve à prática dos criminosos, que se valiam de falsas declarações de separação de fato e divórcio, de pessoas que eram na realidade casadas ou viviam em união estável, para obter ilicitamente o benefício assistencial.

Comunicação Social da Polícia Federal no Rio de Janeiro

[email protected] | www.gov.br/pf

(21) 2203-4404 / 4405 / 4406 / 4407

Fonte: Polícia Federal

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FICCO/MG prende foragido em Campos do Jordão/SP

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Uberlândia/MG. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Minas Gerais (FICCO/MG), com o apoio da FICCO/SP, da FICCO/RJ e da Polícia Militar de São Paulo, prendeu, neste sábado, 29/8, em Campos do Jordão/SP, um homem apontado como uma das principais lideranças da organização criminosa investigada na Operação Luxury.

Após a prisão, foram realizadas buscas na residência do foragido, em São Paulo/SP, onde foram apreendidos diversos itens de luxo, como relógios, joias, roupas e acessórios, além de documentos que indicam a continuidade das atividades criminosas.

O preso havia sido indiciado e, posteriormente, denunciado pelos crimes de tráfico interestadual de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Na sequência, ele foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Campos do Jordão, onde permanece à disposição da Justiça.

O investigado estava foragido desde a deflagração da operação, ocorrida em 15/5/2026, e utilizava identidades falsas para permanecer escondido em São Paulo.

Segundo as investigações, o preso exercia papel estratégico na logística do transporte interestadual de grandes quantidades de drogas, bem como na movimentação e na ocultação de recursos de origem criminosa.

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A Operação Luxury teve origem na apreensão de 1,1 tonelada de maconha em Frutal/MG, em abril de 2025. No decorrer da investigação, foram identificados ao menos oito eventos relacionados ao grupo, envolvendo aproximadamente seis toneladas de maconha.

A FICCO é uma força de atuação integrada, coordenada pela Polícia Federal e composta, em Minas Gerais, pela Polícia Federal, pela Polícia Civil de Minas Gerais, pela Polícia Militar de Minas Gerais e pelo Departamento Penitenciário de Minas Gerais.

Comunicação Social da Polícia Federal em Minas Gerais
Contato: (31) 3168-6342
E-mail: [email protected]

Fonte: Polícia Federal

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