POLÍCIA FEDERAL

PF combate crimes ambientais na fronteira entre Brasil e Argentina

Foz do Iguaçu/PR. A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (6/8), a Operação Duas Margens, com o objetivo de desarticular uma associação criminosa transnacional investigada pela prática de crimes ambientais na região de fronteira entre Brasil e Argentina.

Durante a operação, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em Santa Catarina, sendo quatro em Chapecó/SC e um em Guatambu/SC.

A investigação teve início em setembro de 2025, após a prisão em flagrante de cidadãos argentinos que realizavam pesca predatória em área protegida do Parque Nacional do Iguaçu, na margem brasileira, utilizando embarcações clandestinas e equipamentos proibidos durante o período noturno.

As diligências revelaram a existência de um grupo criminoso integrado por brasileiros e por argentinos, o qual é suspeito de promover, de forma habitual, a caça ilegal de animais silvestres e a captura de espécies ameaçadas de extinção em áreas de preservação ambiental localizadas nos dois lados da fronteira.

Os integrantes utilizavam armas de fogo sem registro, mantinham acampamentos clandestinos no interior da mata e contavam com uma rede de apoio formada por olheiros e por informantes.

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Durante o cumprimento dos mandados, uma pessoa foi presa em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. Além da prisão, foram apreendidos três armas de fogo, munições, celulares e demais itens de interesse para a continuidade das investigações.

Comunicação Social da Polícia Federal em Foz do Iguaçu
[email protected]
@pffoz

Canal para Denúncia
(45) 98821-4326
[email protected]

 

Fonte: Polícia Federal

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Desembargador Ricardo Almeida é um dos investigados sobre acordo de R$ 308 milhões envolvendo a Oi

Magistrado do TJMT é alvo de mandados de busca por suspeitas de peculato, lavagem de dinheiro e uso de informação privilegiada.

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (6), a Operação Heritage para investigar um suposto esquema envolvendo um acordo firmado entre o Estado de Mato Grosso e a operadora Oi, no valor de R$ 308 milhões. Entre os alvos da operação está o desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Ricardo Almeida, que teve mandados de busca e apreensão cumpridos em sua residência e em seu escritório, em Cuiabá.

Segundo a investigação, o caso apura possíveis crimes de peculato, lavagem de dinheiro, organização criminosa, crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e uso indevido de informação privilegiada. O ex-governador e atual candidato ao Senado, Mauro Mendes, também figura entre os investigados no inquérito conduzido pela Polícia Federal.

De acordo com as informações divulgadas, antes de ingressar no Tribunal de Justiça pelo Quinto Constitucional da OAB-MT, Ricardo Almeida atuava como advogado. A investigação aponta que ele adquiriu, em 2022, os direitos creditórios que a Oi possuía contra o Estado de Mato Grosso e, posteriormente, teria intermediado o acordo firmado entre a Procuradoria-Geral do Estado (PGE-MT) e a operadora, celebrado em abril de 2024, que resultou no pagamento de mais de R$ 308 milhões pelo Tesouro Estadual.

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A nomeação de Ricardo Almeida ao cargo de desembargador ocorreu em novembro de 2025, cerca de um ano e meio após a formalização do acordo, por indicação do então governador Mauro Mendes para ocupar a vaga destinada ao Quinto Constitucional da OAB-MT.

Ao todo, a Polícia Federal cumpre 25 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nos estados de Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará. Também foram determinadas medidas cautelares, como afastamento dos sigilos bancário e fiscal, bloqueio e indisponibilidade de bens de até R$ 316 milhões, recolhimento de passaportes e proibição de contato entre os investigados.

Segundo a PF, as apurações indicam que a operação financeira investigada pode ter sido utilizada para viabilizar o desvio de recursos públicos por meio de uma estrutura financeira composta por fundos de investimento e pessoas jurídicas interpostas, com o objetivo de ocultar a origem e a movimentação dos valores.

A investigação segue em andamento. Até o momento, a Polícia Federal apura os fatos e os investigados terão oportunidade de apresentar suas manifestações no curso do processo. Não há decisão judicial definitiva sobre as suspeitas apuradas.

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O outro lado 

Tentamos contato com a assessoria do desembargador, mas até o fechamento dessa matéria não tivemos retorno o espaço segue aberto para manifestação.

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