ELEIÇÕES 2026

Max Russi descarta disputar o governo e condiciona apoio à indicação do vice na chapa; Elson Ramos é o nome indicado

Presidente da Assembleia Legislativa reafirma que não será candidato ao Palácio Paiaguás, mantém o Podemos em diálogo com diferentes grupos políticos e coloca o empresário Elson Ramos como principal indicação da legenda para ocupar a vaga de vice-governador em uma eventual composição.

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso e do Podemos, deputado Max Russi, descartou nesta segunda-feira (3) qualquer possibilidade de disputar o Governo do Estado nas eleições de 2026. A declaração encerra as especulações sobre uma candidatura própria e reforça que a prioridade do partido é participar das articulações políticas por meio de uma composição construída em consenso.

Apesar de afastar seu nome da disputa ao Palácio Paiaguás, Max deixou claro que o Podemos pretende integrar uma chapa majoritária e condicionou o apoio a um projeto político à indicação da vaga de vice-governador. Entre os nomes colocados pelo partido, o empresário Elson Ramos aparece como a principal indicação da legenda para ocupar o posto.

Segundo o parlamentar, o Podemos segue sendo procurado tanto pelo grupo liderado pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos) quanto pelo senador Wellington Fagundes (PL). As conversas continuam, mas a definição dependerá do espaço que a legenda terá em uma eventual aliança.

Max também afirmou que foi procurado por lideranças de diferentes grupos políticos, entre elas a deputada estadual Janaína Riva e o senador Jayme Campos, mas ressaltou que nunca trabalhou para construir uma candidatura de última hora ao governo. De acordo com ele, qualquer decisão precisa respeitar o diálogo, a organização partidária e o entendimento entre os principais atores políticos.

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Ao comentar a aproximação entre PL e MDB, o presidente do Podemos afirmou que respeita as estratégias das demais siglas e reiterou que o partido continuará conversando com todos os grupos antes de definir qual projeto apoiará nas eleições de 2026.

Nos bastidores, o posicionamento do Podemos é considerado estratégico para a formação das chapas majoritárias. Com boa capilaridade política e estrutura partidária, a legenda busca garantir protagonismo nas negociações e fortalecer sua participação no próximo pleito, mantendo abertas as conversas tanto com a base governista quanto com a oposição.

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POLÍTICA MT

Medeiros reage à aliança entre PL e MDB, critica decisão nacional e expõe divisão no bolsonarismo em Mato Grosso – veja o video

Deputado federal afirma que permanecerá no PL, mas diz que acordo que oficializou apoio à candidatura de Janaina Riva ao Senado foi imposto “de cima para baixo” e sem diálogo com a militância.

A oficialização da aliança entre o PL e o MDB em Mato Grosso provocou forte reação dentro do próprio bolsonarismo. Homologado como candidato ao Senado pelo Partido Liberal, o deputado federal José Medeiros divulgou um vídeo nesta segunda-feira (3) criticando duramente a decisão da direção nacional da legenda de apoiar a deputada estadual Janaina Riva (MDB) na chapa majoritária.

Em sua manifestação, Medeiros afirmou que a definição foi tomada “de cima para baixo”, sem consulta às lideranças e à militância bolsonarista do Estado. Segundo o parlamentar, a forma como o acordo foi conduzido enfraquece o grupo político e se distancia das bandeiras que, segundo ele, marcaram a trajetória do bolsonarismo.

Apesar das críticas, Medeiros deixou claro que permanecerá filiado ao PL e manterá sua candidatura ao Senado, ressaltando que respeitará a decisão da executiva nacional, embora discorde tanto do conteúdo quanto da condução do acordo político.

O posicionamento ocorre um dia após Janaina Riva anunciar que o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, oficializou o apoio da legenda à sua candidatura ao Senado. De acordo com a parlamentar, a articulação em Brasília contou com a participação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro.

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Durante o pronunciamento, Medeiros afirmou que sua atuação continuará alinhada ao ex-presidente Jair Bolsonaro e defendeu que os apoiadores da direita deveriam ter sido ouvidos antes da formalização da aliança. Para ele, a falta de diálogo pode comprometer a unidade do grupo político em Mato Grosso.

O deputado também voltou a defender Bolsonaro e afirmou que seguirá na legenda sem esconder sua discordância em relação ao acordo. Ao encerrar a manifestação, reafirmou seu compromisso com o movimento bolsonarista e disse que continuará atuando dentro do partido, mesmo mantendo posição contrária à decisão tomada pela direção nacional.

As declarações evidenciam um novo capítulo das divergências internas no PL em Mato Grosso, justamente no momento em que os partidos intensificam as articulações para a formação das chapas que disputarão as eleições de 2026. A reação de Medeiros amplia o debate sobre os efeitos da aliança entre PL e MDB e sinaliza que o acordo ainda deverá provocar desdobramentos políticos nos próximos dias.

Veja o video 

 

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