POLÍCIA FEDERAL

PF e CGU apuram fraudes em procedimentos fisioterápicos custeados por plano de saúde

Brasília/DF. A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (6/8), a Operação Fatura Exposta, com o apoio da Controladoria-Geral da União, para apurar fraudes envolvendo o faturamento de procedimentos fisioterápicos custeados pelo Plano de Assistência à Saúde do Serpro.

As investigações apontam prejuízo superior a R$ 8 milhões ao plano de saúde.

A apuração teve início a partir de denúncia e de auditorias realizadas em guias de atendimento apresentadas para reembolso, nas quais foram identificados indícios de faturamento de atendimentos inexistentes.

Ao todo, foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão. Também há suspeita de que o grupo tenha atuado para fraudar outros planos de saúde.

Os investigados poderão responder por crimes relacionados à obtenção fraudulenta de recursos, ao uso de documentos falsos, à associação criminosa e à lavagem de dinheiro.

Comunicação da Polícia Federal no Distrito Federal
Contato: (61) 2024-7557 / 2024-7666
E-mail: [email protected]

Fonte: Polícia Federal

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Conselheiro do CNJ afirma que atuação investigada ocorreu antes da nomeação e nega irregularidades em acordo da Oi

Ulisses Rabaneda divulga nota após diligência da Polícia Federal e sustenta que sua participação limitou-se à prestação de serviços advocatícios, antes de assumir cadeira no Conselho Nacional de Justiça.

O conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Ulisses Rabaneda, divulgou nota oficial nesta quinta-feira (6) para esclarecer sua relação com a Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal para investigar um suposto esquema de desvio de recursos públicos envolvendo um acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa de telefonia Oi S.A.

Na manifestação, Rabaneda afirma que sua atuação ocorreu exclusivamente quando ainda exercia a advocacia, antes de sua nomeação ao CNJ. Segundo ele, a participação restringiu-se à prestação de serviços jurídicos durante as negociações que culminaram no acordo envolvendo um crédito da empresa perante o Estado de Mato Grosso.

O conselheiro também sustenta que sua atuação esteve limitada ao exercício regular da advocacia e que os honorários recebidos decorreram de contrato formal, regularmente firmado entre as partes e declarado às autoridades competentes. Na nota, ele ressalta ainda que não há qualquer relação entre os fatos investigados e o período em que passou a exercer a função no Conselho Nacional de Justiça.

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A Operação Heritage foi deflagrada pela Polícia Federal para apurar suspeitas de crimes contra o sistema financeiro nacional, peculato, lavagem de dinheiro e uso de informação privilegiada. Ao todo, foram cumpridos cerca de 25 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará, além de medidas de bloqueio de bens, quebra de sigilos bancário e fiscal e outras medidas cautelares autorizadas pela Justiça.

De acordo com a investigação, o foco está na análise de um acordo celebrado entre o Governo de Mato Grosso e a Oi S.A. para restituição de valores decorrentes de uma disputa tributária. Conforme a Polícia Federal, há indícios de que a operação financeira tenha sido utilizada para viabilizar o desvio de mais de R$ 308 milhões em recursos públicos por meio de uma estrutura considerada complexa.

Até o momento, conforme a nota divulgada por Ulisses Rabaneda, ele não figura como investigado por atos praticados no exercício do cargo de conselheiro do CNJ. O documento reforça que todos os fatos mencionados pela diligência dizem respeito exclusivamente à sua atuação profissional como advogado em período anterior à nomeação para o Conselho Nacional de Justiça.

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As investigações seguem em andamento sob supervisão do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pela autorização das medidas cautelares relacionadas à operação.

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