ELEIÇÕES 2026
Medeiros reage à aliança entre PL e MDB, critica decisão nacional e expõe divisão no bolsonarismo em Mato Grosso – veja o video
Deputado federal afirma que permanecerá no PL, mas diz que acordo que oficializou apoio à candidatura de Janaina Riva ao Senado foi imposto “de cima para baixo” e sem diálogo com a militância.
A oficialização da aliança entre o PL e o MDB em Mato Grosso provocou forte reação dentro do próprio bolsonarismo. Homologado como candidato ao Senado pelo Partido Liberal, o deputado federal José Medeiros divulgou um vídeo nesta segunda-feira (3) criticando duramente a decisão da direção nacional da legenda de apoiar a deputada estadual Janaina Riva (MDB) na chapa majoritária.
Em sua manifestação, Medeiros afirmou que a definição foi tomada “de cima para baixo”, sem consulta às lideranças e à militância bolsonarista do Estado. Segundo o parlamentar, a forma como o acordo foi conduzido enfraquece o grupo político e se distancia das bandeiras que, segundo ele, marcaram a trajetória do bolsonarismo.
Apesar das críticas, Medeiros deixou claro que permanecerá filiado ao PL e manterá sua candidatura ao Senado, ressaltando que respeitará a decisão da executiva nacional, embora discorde tanto do conteúdo quanto da condução do acordo político.
O posicionamento ocorre um dia após Janaina Riva anunciar que o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, oficializou o apoio da legenda à sua candidatura ao Senado. De acordo com a parlamentar, a articulação em Brasília contou com a participação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro.
Durante o pronunciamento, Medeiros afirmou que sua atuação continuará alinhada ao ex-presidente Jair Bolsonaro e defendeu que os apoiadores da direita deveriam ter sido ouvidos antes da formalização da aliança. Para ele, a falta de diálogo pode comprometer a unidade do grupo político em Mato Grosso.
O deputado também voltou a defender Bolsonaro e afirmou que seguirá na legenda sem esconder sua discordância em relação ao acordo. Ao encerrar a manifestação, reafirmou seu compromisso com o movimento bolsonarista e disse que continuará atuando dentro do partido, mesmo mantendo posição contrária à decisão tomada pela direção nacional.
As declarações evidenciam um novo capítulo das divergências internas no PL em Mato Grosso, justamente no momento em que os partidos intensificam as articulações para a formação das chapas que disputarão as eleições de 2026. A reação de Medeiros amplia o debate sobre os efeitos da aliança entre PL e MDB e sinaliza que o acordo ainda deverá provocar desdobramentos políticos nos próximos dias.
Veja o video
POLÍTICA MT
Max Russi admite pressão interna e mantém indefinição sobre apoio entre Pivetta e Wellington
Presidente do Podemos afirma que decisão será tomada na convenção do partido e diz que candidatos da sigla cobram definição para a formação da chapa majoritária.
O presidente estadual do Podemos, deputado Max Russi, afirmou nesta segunda-feira (3) que o partido ainda não definiu qual projeto apoiará na disputa pelo Governo de Mato Grosso nas eleições de 2026. Segundo ele, as conversas continuam tanto com o grupo do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) quanto com o do senador Wellington Fagundes (PL), e a decisão deverá ser anunciada durante a convenção da legenda.
Max revelou que vem sofrendo pressão interna dos próprios candidatos proporcionais do Podemos para concluir as negociações. De acordo com o parlamentar, o partido possui uma chapa competitiva para as eleições e precisa dar segurança aos pré-candidatos sobre o rumo que será adotado.
“Tenho que conversar bastante, organizar e discutir. Temos candidatos a deputado estadual e federal que estão me cobrando essa definição”, afirmou.
O presidente do Podemos também confirmou que foi procurado por lideranças do PL, entre elas o presidente estadual da legenda, Ananias Filho, e disse que continuará dialogando com todos os grupos políticos antes da decisão final.
Nos bastidores, a possibilidade de o Podemos integrar a chapa encabeçada por Wellington Fagundes ganhou força após a formalização da aliança entre PL e MDB. Entre as alternativas discutidas está a indicação de um nome do partido para compor como candidato a vice-governador, sendo o ex-prefeito Elson Ramos um dos nomes citados nas articulações.
Apesar das negociações avançadas, Max Russi evitou antecipar qualquer preferência e ressaltou que a definição dependerá da conclusão de outros entendimentos entre os partidos, incluindo a composição das coligações e a participação de outras siglas no projeto eleitoral.
Com a convenção marcada para esta terça-feira (4), o Podemos deverá decidir se caminhará ao lado de Otaviano Pivetta, de Wellington Fagundes ou se buscará uma alternativa diferente para a disputa ao Palácio Paiaguás, em uma decisão considerada estratégica para o cenário eleitoral de Mato Grosso.
-
POLÍTICA MT7 dias atrásMT DADOS: Pivetta ultrapassa Wellington Fagundes em nova pesquisa; Jayme Campos aparece em terceiro lugar
-
POLICIAL6 dias atrásGaeco investiga fiscais por suposta cobrança de propina para liberar obras em Sinop
-
MINISTÉRIO PÚBLICO MT7 dias atrásSemear e Colher
-
ESPORTES6 dias atrásAUTOMOBILISMO: Carretas com os carros que vão competir na NASCAR chegam e seguem para o Parque Novo Mato Grosso para a 1° etapa em Cuiabá – veja o video
-
POLÍTICA MT6 dias atrásJustiça nega pedido do Partido Liberal para deletar posts de Pivetta
-
AGRONEGÓCIO6 dias atrásBrasil pode unificar rastreabilidade para blindar soja e carne à China e à União Europeia
-
POLÍTICA MT6 dias atrásBuzinaço de motoboys: Paulo Araújo reúne multidão, prefeitos e cúpula governista; Republicanos projeta eleger cinco deputados estaduais – veja o video
-
PICANTES6 dias atrásXuxa faz declaração emocionante em aniversário de Sasha: ‘Amor da minha vida’

