NACIONAL
Wolney Queiroz: “Governo está reembolsando o que foi roubado do aposentado”
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, ressaltou nesta quarta-feira, 16 de julho, durante entrevista ao Bom Dia, Ministro, o início dos pagamentos a aposentados e pensionistas que sofreram descontos indevidos por entidades associativas entre março de 2020 e março de 2025. A devolução será feita a partir do dia 24 de julho sem a necessidade de ação judicial, desde que o beneficiário faça a adesão ao acordo firmado pelo Governo Federal.
Conseguimos montar um grande acordo, um pacto em favor dos aposentados. Para isso teve decisão política, agilidade e competência”
Wolney Queiroz, ministro da Previdência
A adesão pode ser feita de forma gratuita e sem envio de documentos adicionais, tanto pelo aplicativo Meu INSS quanto nas agências dos Correios em todos os municípios do país. “O aposentado tem direito. É direito dele receber. O governo não está dando nada. Está só reembolsando o que foi roubado, indevidamente, do bolso do aposentado”, disse.
PAGAMENTO — Segundo o ministro, o prazo para adesão ao acordo vai até 14 de novembro. Cerca de 100 mil pessoas serão pagas por dia, com a meta de atingir 1 milhão e meio de beneficiários em até 15 dias. “Hoje já temos 27% de adesão, é um número expressivo, mas o presidente Lula quer mais gente aderindo”, afirmou.
AUTOMÁTICO – Wolney lembrou que o pagamento é automático e cai na mesma conta onde o aposentado já recebe o benefício, mas é necessária a adesão: “Em menos de 15 dias, vamos zerar esse total de 1 milhão e 400 mil pessoas, mas é preciso que eles se desloquem até as agências dos Correios ou entrem no aplicativo Meu INSS para fazer o acordo com o governo”, explicou.
PACTO NACIONAL — O ministro ressaltou o esforço para construir a solução de forma rápida e eficaz. O plano de ressarcimento foi homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a partir de conciliação assinada entre várias instituições. Além do Ministério da Previdência Social e do INSS, assinaram o pacto a Advocacia-Geral da União (AGU), a Defensoria Pública da União (DPU), o Ministério Público Federal (MPF) e o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (CFOAB). “Conseguimos montar um grande acordo, um pacto em favor dos aposentados. Para isso teve decisão política, agilidade e competência”, pontuou Wolney.
PREVIDÊNCIA — Durante a entrevista, Wolney também reforçou o papel da Previdência Social como instrumento de proteção social e de dinamização da economia. “Nós não podemos encarar a Previdência como uma grande despesa, uma bomba que vai explodir, um problema. A Previdência Social é o maior distribuidor de renda e o maior instrumento de proteção social do planeta”, disse.
100 MILHÕES – O sistema brasileiro conta com 100 milhões de pessoas ligadas diretamente à Previdência, que existe há 102 anos. “É um espelho para muitos países do mundo. A nossa Previdência é algo que o brasileiro precisa ter um sentimento de pertencimento, de carinho. Ela só se apresenta na hora da dificuldade: na morte, na velhice, na doença, no nascimento.”
INJEÇÃO – O impacto na economia dos municípios também foi destacado durante a conversa com rádios e portais de diversas regiões do país. “São 78 bilhões de reais pagos a cada mês, 1 trilhão de reais por ano. Isso é injetado na economia das cidades. Em 65% dos municípios brasileiros, a Previdência é a maior fonte de renda. Nas outras 35%, é a segunda maior. Esse dinheiro movimenta o Brasil: vai para o mercadinho, a farmácia, o açougue”, resumiu.
Confira o passo a passo de como aderir ao acordo do governo

- Passo a passo de como aderir ao acordo de ressarcimento de descontos indevidos do INSS
QUEM PARTICIPOU — O “Bom Dia, Ministro” é uma coprodução da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Participaram do programa desta quarta-feira jornalistas da Rádio Nacional (DF), Rádio Nacional – Recife (PE), Portal A Tarde – Salvador (BA), Rádio CBN – Caruaru (PE), Rede Mais PB – João Pessoa (PB), Portal Correio do Povo – Porto Alegre (RS), Rádio Norte FM – Manaus (AM) e Rádio Sagres – Goiânia (GO).
NACIONAL
MME promove debate regional sobre redução de emissões de metano e desenvolvimento do biometano
O Ministério de Minas e Energia (MME), em parceria com a Organização Latino-Americana e Caribenha de Energia (OLACDE), promoveu, nos dias 8 e 9 de junho, a III Cúpula Regional do Metano. O encontro reuniu governos, organismos internacionais, empresas, centros de pesquisa e especialistas da América Latina e do Caribe para discutir estratégias de redução das emissões de metano e oportunidades para fortalecer a transição energética e o desenvolvimento sustentável na região.
A iniciativa buscou fortalecer a cooperação regional em torno de um dos temas mais relevantes da agenda climática global. Durante os dois dias de programação, foram realizados debates sobre gestão de emissões nos setores de petróleo e gás, monitoramento ambiental, avanços regulatórios e novas tecnologias para mitigação de emissões.
O metano é responsável por cerca de 30% do aumento da temperatura global desde a era pré-industrial e possui elevado potencial de aquecimento atmosférico. No setor energético, tecnologias já disponíveis permitem reduzir grande parte das emissões associadas à produção e ao transporte de combustíveis fósseis, criando oportunidades para aumentar a eficiência operacional e reduzir desperdícios.
Além dos debates técnicos, a Cúpula também teve como objetivo o fortalecimento do Observatório de Emissões de Metano para a América Latina e o Caribe (OEMLAC) e da Comunidade de Prática sobre Metano (COEMLAC), rede que reúne especialistas, representantes governamentais, empresas e instituições acadêmicas de diversos países para compartilhar experiências e promover soluções voltadas à redução das emissões.
Oportunidade para a transição energética
A III Cúpula Regional do Metano ocorre em um contexto de crescente demanda internacional por combustíveis com menor intensidade de emissões e maior transparência ambiental. Nesse cenário, a redução do metano tem se consolidado como uma das medidas mais eficazes para acelerar resultados climáticos no curto prazo e ampliar a competitividade energética da região.
Para a América Latina e o Caribe, o desafio também representa uma oportunidade econômica. Estimativas internacionais apontam que grande parte das emissões do setor energético pode ser reduzida com tecnologias já disponíveis, inclusive por meio da recuperação e aproveitamento do gás atualmente desperdiçado. A expectativa é que o encontro contribua para acelerar iniciativas que transformem esse potencial em ganhos ambientais, energéticos e econômicos para os países da região.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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