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Uma jornada de amor e fé pelas montanhas de São Paulo e Minas Gerais

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Inspirado no tradicional Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha, o Caminho da Fé nasceu para estruturar e dar suporte aos milhares de peregrinos que realizam a jornada rumo ao Santuário Nacional de Aparecida, em São Paulo. A marca oficial da trilha traz o contorno da clássica pegada de bota abraçando a imagem estilizada de Nossa Senhora Aparecida, simbolizando o turismo religioso e a união entre caminhos espirituais.

Considerando todas as suas ramificações, o Caminho da Fé possui uma extensão total de 2.500 quilômetros, entre as regiões de planície no centro do estado de São Paulo e as áreas de serra de Minas Gerais. O ramal “principal” conta com 320 quilômetros, geralmente percorridos em cerca de 12 dias de expedição. Desse total da rede, aproximadamente 400 quilômetros atravessam as montanhas da Serra da Mantiqueira, alternando entre trilhas de terra, bosques e trechos de asfalto. 

Inserida no bioma Mata Atlântica, a rota atinge pontos de até 1.024 metros de altitude. Essa diversidade de ambientes garante uma ampla oferta de atrativos, com paradas em mirantes e picos, além de excelentes oportunidades para a observação de aves e da fauna nativa. Durante a jornada, o peregrino cruza dezenas de Unidades de Conservação como os Parques Estaduais de Águas da Prata, Campos do Jordão e Porto Ferreira, além de diversas Áreas de Proteção Ambiental, como as da Serra da Mantiqueira, Sapucaí-Mirim, Ibitinga e Bacia do Rio Paraíba do Sul. 

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Experiência do viajante 

Em média, quem opta por fazer o roteiro a pé caminha de 25 a 30 quilômetros por dia, enquanto os ciclistas costumam cobrir cerca de 60 quilômetros diários, variando conforme o preparo físico de cada um.

Ao passar por dezenas de municípios paulistas e mineiros, a trilha impulsiona fortemente o turismo de base comunitária. A presença constante de viajantes estimula o desenvolvimento econômico e social de pequenas cidades e vilarejos. O visitante vivencia autênticas experiências rurais e visita cidades históricas, compreendendo a simplicidade e o acolhimento dos pontos de apoio e das hospedagens, o que propicia uma rica integração cultural entre os moradores locais e peregrinos de todas as partes do Brasil e do mundo.

Como chegar 

A organização prévia é uma das chaves para o sucesso na travessia. Como o caminho é dividido em vários ramais com características próprias, o roteiro pode ser desenhado com base nos dias disponíveis e no modal escolhido. O percurso tem como um de seus marcos iniciais a cidade de Águas da Prata (SP), mas as opções de começo abrangem diversas outras cidades.

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Quem vem de estados mais distantes pode desembarcar em qualquer aeroporto da capital paulista ou no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte. A partir dos grandes terminais rodoviários, como o do Tietê (SP) ou o da capital mineira, basta seguir de ônibus para a cidade do interior escolhida para iniciar a jornada. É recomendado simular o roteiro previamente e contatar os locais de hospedagem com antecedência.

Trilhas de Longo Curso

Atualmente, o Brasil conta com 246 trilhas, que passam por 327 Unidades de Conservação (UC). Juntas, têm mais de 25.000 km planejados, com cada trilha identificada por uma logomarca em formato de pegada, nas cores preta e amarela, que pode ser personalizada com sua logomarca, inserindo um desenho próprio que a represente, dentro do formato de pegada.

As atividades mais praticadas em uma trilha de longo curso são as caminhadas, mas não se limitando a essa prática. O visitante pode encontrar diversas outras atividades, como cicloturismo, canoagem, montanhismo, observação de aves, corridas, campismo, observação de fauna, flora ou formações geológicas, dentre outras.

Por Victor Mayrink
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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NACIONAL

Jovem de 28 anos morre após passar mal em festival de música em São Paulo

Pedro Higa Felizatto recebeu atendimento médico durante o ZIG Festival, na Barra Funda, mas não resistiu; participantes relatam calor intenso, superlotação e dificuldades de acesso ao palco principal

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Pedro Higa Felizatto, de 28 anos, morreu após passar mal durante o ZIG Festival, realizado no sábado (10), na casa de shows Audio, na Barra Funda, zona oeste de São Paulo. A morte foi confirmada pela organização do evento na terça-feira (13). Participantes relataram calor intenso, superlotação e dificuldades para acessar o espaço da apresentação principal.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP), a Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte. O caso foi registrado como morte suspeita no 2º Distrito Policial, no Bom Retiro.

De acordo com a organização do festival, Pedro foi levado ao posto médico do evento por um bombeiro civil por volta de 1h40, onde recebeu atendimento imediato. Em seguida, foi transferido em uma ambulância de suporte avançado para a Santa Casa de São Paulo, aonde chegou em menos de oito minutos, mas não resistiu.

A organização afirmou que o atendimento ocorreu antes do início da apresentação principal da noite, realizada pela cantora Slayyyter, por volta das 3h20. Segundo o comunicado, não houve outras ocorrências que exigissem remoção hospitalar durante o evento.

A Santa Casa informou que o jovem recebeu atendimento imediato no pronto-socorro, mas morreu após as tentativas de reanimação. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).

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Jovem trabalhava no Nubank

Formado em Matemática pelo Instituto de Matemática, Estatística e Ciência da Computação da Universidade de São Paulo (IME-USP), Pedro trabalhava no Nubank. Ele havia completado 28 anos em agosto.

O velório e o sepultamento ocorreram na terça-feira (13), no Cemitério da Paz Morumbi, na capital paulista.

Nas redes sociais, uma pessoa que se identificou como amiga da vítima criticou a organização do festival. Outro participante afirmou ter presenciado o atendimento prestado ao jovem.

Público relata calor e superlotação

Após a apresentação de Slayyyter, frequentadores recorreram às redes sociais para reclamar das condições do evento. Segundo os relatos, o show ocorreu em um galpão que funcionava como extensão da casa de espetáculos, com ventilação insuficiente e poucas saídas.

Outros dois palcos estavam distribuídos pelo espaço, mas, conforme os participantes, apresentavam condições melhores de circulação de ar. Algumas pessoas disseram que não conseguiram entrar na área da apresentação principal, enquanto outras relataram ter acompanhado o show da região dos banheiros.

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A própria cantora Slayyyter comentou o calor durante a apresentação. “It’s hot in here, São Paulo” (“Está quente aqui, São Paulo”), afirmou.

Imagens compartilhadas na rede social X também mostraram paredes molhadas, com marcas de água escorrendo pela superfície durante o festival.

Organização lamenta morte e apura reclamações

Em comunicado, a organização do ZIG Festival lamentou a morte de Pedro e manifestou solidariedade aos familiares e amigos. A empresa também informou que está colaborando com as autoridades responsáveis pela investigação e que não comentará outros detalhes do caso.

“É com profunda tristeza que a ZIG Festival lamenta o falecimento de Pedro Higa, participante do evento realizado em 10 de outubro de 2026. Nos solidarizamos com seus familiares, amigos e com todos que tinham o Pedro por perto. Estamos profundamente abalados com o que aconteceu”, declarou a organização.

O Estadão informou que procurou a casa de shows Audio e a Deezer, patrocinadora do palco principal, mas não obteve resposta até a publicação da reportagem.

As circunstâncias da morte seguem sob investigação. Até o momento, não há confirmação de que as condições relatadas pelo público tenham relação direta com o falecimento.

Com Agência Estado.

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