NACIONAL
Governo define repartição da energia extra gerada pela Usina do Rio Madeira (RO)
O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou, nesta quarta-feira (1°/10), uma resolução que define a repartição interna da produção extra de energia da Usina Hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira (RO). A medida representa o cumprimento do Memorando de Entendimento assinado entre Brasil e Bolívia em 2024, que autorizou a elevação da cota de operação do reservatório para 90 metros, em regime constante ou ampliado.
Para o Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a decisão reforça o papel estratégico da cooperação regional e da expansão sustentável da matriz elétrica brasileira. “A repartição dos benefícios da operação otimizada da UHE Jirau é um passo decisivo para garantir segurança energética ao Brasil, respeitando acordos internacionais e ampliando a capacidade de resposta do nosso sistema elétrico. Essa decisão também reafirma a importância da integração com países vizinhos para o desenvolvimento sustentável da região amazônica”, destacou.
Entre 2023 e 2024, Brasil e Bolívia avançaram em aproximações diplomáticas para viabilizar o aumento da cota de operação do empreendimento. Com diálogo coordenado pelo MME foi possível assegurar um maior benefício energético para a UHE Jirau, consolidando ganhos adicionais para o sistema elétrico nacional.
Como contrapartida, o Memorando de Entendimento estabeleceu que um terço da energia adicional gerada será destinada à Bolívia, país que tem buscado estreitar o intercâmbio energético com o Brasil. Os dois terços restantes passaram a ser objeto da deliberação do CNPE, já que se tratam de benefícios energéticos resultantes do acordo diplomático firmado entre os países.
A usina passa a acrescentar, inicialmente, 121,1 megawatts médios (MWmed), e depois ao atingir a cota 90 m de forma constante, incorpora 236,5 megawatts médios (MWmed) ao Sistema Interligado Nacional (SIN), fortalecendo a resiliência dos sistemas do Norte, aumentando a segurança no atendimento em cenários hidrológicos desafiadores e ampliando o recolhimento da Compensação Financeira pela Utilização de Recursos Hídricos (CFURH). A medida também traz mais segurança jurídica à operação e reforça a atratividade do setor elétrico brasileiro para novos investimentos.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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NACIONAL
Jovem de 28 anos morre após passar mal em festival de música em São Paulo
Pedro Higa Felizatto recebeu atendimento médico durante o ZIG Festival, na Barra Funda, mas não resistiu; participantes relatam calor intenso, superlotação e dificuldades de acesso ao palco principal
Pedro Higa Felizatto, de 28 anos, morreu após passar mal durante o ZIG Festival, realizado no sábado (10), na casa de shows Audio, na Barra Funda, zona oeste de São Paulo. A morte foi confirmada pela organização do evento na terça-feira (13). Participantes relataram calor intenso, superlotação e dificuldades para acessar o espaço da apresentação principal.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP), a Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte. O caso foi registrado como morte suspeita no 2º Distrito Policial, no Bom Retiro.
De acordo com a organização do festival, Pedro foi levado ao posto médico do evento por um bombeiro civil por volta de 1h40, onde recebeu atendimento imediato. Em seguida, foi transferido em uma ambulância de suporte avançado para a Santa Casa de São Paulo, aonde chegou em menos de oito minutos, mas não resistiu.
A organização afirmou que o atendimento ocorreu antes do início da apresentação principal da noite, realizada pela cantora Slayyyter, por volta das 3h20. Segundo o comunicado, não houve outras ocorrências que exigissem remoção hospitalar durante o evento.
A Santa Casa informou que o jovem recebeu atendimento imediato no pronto-socorro, mas morreu após as tentativas de reanimação. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).
Jovem trabalhava no Nubank
Formado em Matemática pelo Instituto de Matemática, Estatística e Ciência da Computação da Universidade de São Paulo (IME-USP), Pedro trabalhava no Nubank. Ele havia completado 28 anos em agosto.
O velório e o sepultamento ocorreram na terça-feira (13), no Cemitério da Paz Morumbi, na capital paulista.
Nas redes sociais, uma pessoa que se identificou como amiga da vítima criticou a organização do festival. Outro participante afirmou ter presenciado o atendimento prestado ao jovem.
Público relata calor e superlotação
Após a apresentação de Slayyyter, frequentadores recorreram às redes sociais para reclamar das condições do evento. Segundo os relatos, o show ocorreu em um galpão que funcionava como extensão da casa de espetáculos, com ventilação insuficiente e poucas saídas.
Outros dois palcos estavam distribuídos pelo espaço, mas, conforme os participantes, apresentavam condições melhores de circulação de ar. Algumas pessoas disseram que não conseguiram entrar na área da apresentação principal, enquanto outras relataram ter acompanhado o show da região dos banheiros.
A própria cantora Slayyyter comentou o calor durante a apresentação. “It’s hot in here, São Paulo” (“Está quente aqui, São Paulo”), afirmou.
Imagens compartilhadas na rede social X também mostraram paredes molhadas, com marcas de água escorrendo pela superfície durante o festival.
Organização lamenta morte e apura reclamações
Em comunicado, a organização do ZIG Festival lamentou a morte de Pedro e manifestou solidariedade aos familiares e amigos. A empresa também informou que está colaborando com as autoridades responsáveis pela investigação e que não comentará outros detalhes do caso.
“É com profunda tristeza que a ZIG Festival lamenta o falecimento de Pedro Higa, participante do evento realizado em 10 de outubro de 2026. Nos solidarizamos com seus familiares, amigos e com todos que tinham o Pedro por perto. Estamos profundamente abalados com o que aconteceu”, declarou a organização.
O Estadão informou que procurou a casa de shows Audio e a Deezer, patrocinadora do palco principal, mas não obteve resposta até a publicação da reportagem.
As circunstâncias da morte seguem sob investigação. Até o momento, não há confirmação de que as condições relatadas pelo público tenham relação direta com o falecimento.
Com Agência Estado.
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