NACIONAL

Perícia Conectada recebe o Prêmio de Reconhecimento Profissional ColaboraGov 2025

A Perícia Conectada, iniciativa desenvolvida pela Secretaria de Regime Geral de Previdência Social do Ministério da Previdência Social (MPS), foi premiada na categoria Ideias Inovadoras do Prêmio de Reconhecimento Profissional ColaboraGov 2025. A Perícia Conectada é uma modalidade de atendimento remoto que tem o objetivo de ampliar o acesso da população à perícia médica, especialmente em regiões com escassez de profissionais peritos, reduzindo o tempo de espera e evitando que os segurados enfrentem longos deslocamentos para obter atendimento.

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, destaca a importância do projeto para os segurados mais vulneráveis que precisam do serviço pericial. “Políticas como essa são fundamentais para que o cidadão tenha mais facilidade no acesso aos serviços da Previdência Social. Tem idosos que percorrem muitos quilômetros para receber o que tem direito: atendimento para garantia do benefício. Estamos comprometidos em utilizar a tecnologia para melhorar a vida das pessoas e dar acesso a esse atendimento”.

A experiência da perícia médica com uso de tecnologia de telemedicina teve início em 2020, em cumprimento a uma decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), que determinou a realização de perícia médica com uso da teleavaliação. A primeira fase da experiência piloto foi executada em empresas privadas que formalizaram interesse na participação. Depois, a experiência foi expandida para entidades parceiras, como Prefeituras Municipais com alta demanda pelo serviço.

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Nas agências da Previdência Social, a Perícia Conectada começou em fevereiro de 2024 com 57 unidades de atendimento, na região Nordeste do Brasil. Contou com atuação de 30 peritos atendendo somente requerimentos de Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS) à pessoa com deficiência.

Hoje, mais de 190 mil pessoas foram beneficiadas com o atendimento remoto. A modalidade está presente em unidades de todas as regiões do país. Além das agências físicas, a Perícia Conectada também está presente em unidades itinerantes da Previdência Social como o PREVBarco.

O modelo de atendimento é utilizado em perícias iniciais para benefício por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) que não foram conformados em Atestmed, nas avaliações médicas de requerimentos de Benefício de Prestação Continuada (BPC) à pessoa com deficiência e nas revisões destes benefícios assistenciais (REVBPC).

Prêmio de Reconhecimento Profissional ColaboraGov 2025

Promovido pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), o prêmio valoriza iniciativas que fazem a diferença na Administração Pública Federal. O prêmio contempla quatro categorias: ideias inovadoras, desempenho funcional, jubileu de prata (25 anos de serviço) e jubileu de ouro (50 anos de serviço).

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A cerimônia de entrega acontecerá em 22 de outubro, como parte das comemorações do Dia do Servidor Público, reunindo profissionais de diferentes ministérios que contribuem diariamente para oferecer serviços de qualidade à sociedade.

O Ministério da Previdência Social parabeniza toda a equipe da Secretaria do Regime Geral de Previdência Social envolvida com o trabalho da Perícia Conectada:

Alvaro Friderichs Fagundes
Danilo Nobrega de Siqueira
Marcelo Graco Alves de Sousa
Cristiano Schuch Bertaso
Daniel Proença Feijó
Elson Romeu Farias
Esli Rosa de Souza
Fernanda Sofia da Rocha
Francisco Almicarde Lopes
Francisco Lucio Carneiro Lima
Georgeanne Santa Cruz Benevides
Ivam Sergio Schirmer
Leonardo Biscaia de Lacerda
Lisandra Carla de Agostini Beltramin
Luciana de Sousa Quinteiro
Malba Inajá Zanella
Marcelo Quintanilha Azevedo
Marcia Teresinha Jurach
Marcos Mitsuyoshi Mori
Marina Viegas Moura Rezende Ribeiro
Meire Gomes
Raquel Gonçalves Haerter
Sergio de Oliveira Monteiro
Valeria Tejada Neutzling Barbosa
Marcia Rejane Soares Campos

Fonte: Ministério da Previdência Social

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NACIONAL

Como escolas e famílias formam novos leitores

A formação de leitores começa muito antes da alfabetização. O contato com livros, histórias, brincadeiras e manifestações artísticas desde a primeira infância é um direito fundamental das crianças e uma etapa essencial para o desenvolvimento. Nesse contexto, a implementação de políticas públicas possibilita a ampliação do acesso à literatura e garante que mais crianças tenham oportunidades de vivenciar a leitura. Para fortalecer essas ações, o Ministério da Educação (MEC) está formando a Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância. Municípios, estados e o Distrito Federal podem aderir à iniciativa até 31 de julho. 

Coordenada pela Subsecretaria da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (SNPPI), a comunidade reúne gestores públicos responsáveis por políticas destinadas a bebês e crianças de até seis anos. A proposta busca fortalecer a implementação da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (PNIPI) por meio de cooperação entre os entes federados, troca de experiências e desenvolvimento de capacidades institucionais para planejar, executar, monitorar e avaliar ações voltadas à infância. 

A importância dessa articulação entre políticas públicas, escolas, famílias e comunidade destacou-se na 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). Ao longo da programação da Flipinha e da FlipEduca, educadores, escritores e artistas compartilharam experiências que mostram como o incentivo à leitura desde os primeiros anos de vida pode transformar a relação das crianças com a aprendizagem e a cultura. 

Para a atriz, educadora e pesquisadora em teatro, música, dança e literatura Cláudia Ribeiro, arte e educação caminham juntas no desenvolvimento infantil. Em seu trabalho, ela dirige grupos de teatro compostos por crianças, no contraturno escolar, que produzem espetáculos apresentados em escolas do município. A iniciativa aproxima os estudantes à literatura por meio da interpretação, criatividade e experiência artística, ao mesmo tempo em que incentiva a leitura e fortalece a participação das famílias no processo educativo. 

“Esse trabalho ajuda a formar a plateia e despertar o interesse das crianças ao incentivá-las a produzir arte e, principalmente, a entrar no mundo da leitura. No teatro, eu estou sempre incentivando o ato de ler, porque é importante ler o texto, entender o personagem, interpretar as intenções das falas. Quando as famílias entendem que esse processo de junção de arte e educação é muito produtivo e benéfico para as crianças, elas dão a mão para a gente, enquanto educadoras e artistas, e aí a criança só tem a ganhar com tudo isso”. 

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As experiências apresentadas na Flip reforçam que o acesso à literatura também passa pelo fortalecimento dos vínculos familiares. A escritora, poeta e produtora cultural Elisa Pereira, que vive em Paraty e é autora do livro infantil Quintal do Vô Benê, explica que o contato com os livros pode começar ainda na primeira infância – e até antes do nascimento. Em sua obra, ela escolheu retratar um avô como personagem central para destacar que o cuidado, o afeto e a transmissão de conhecimentos também fazem parte do papel dos homens na criação das crianças. 

“Eu acho que é fundamental. Eu cresci, na verdade, sem essa vivência. Eu não tive mãe ou pai que lessem para mim, mas eu percebo a diferença entre crianças que, desde pequenas – hoje em dia, a gente sabe que pode ler até para os bebês –, tiveram acesso à leitura, e crianças que não tiveram. Eu acho que é fundamental o papel da mãe, do pai e dos cuidadores, de uma forma geral, nessa formação de leitores”. 

A professora da rede municipal do Rio de Janeiro Glaucia Abreu, que atua com contação de histórias e literatura na infância, observa que muitas crianças têm seu primeiro contato sistemático com os livros no ambiente escolar. Segundo ela, o hábito da leitura nem sempre está presente no ambiente familiar, o que amplia o papel da escola em despertar a imaginação, a criatividade e o interesse pela literatura. Ao mesmo tempo, ela ressalta que esse trabalho alcança melhores resultados quando a família também participa desse processo. 

“Muitas das vezes, a escola introduz esse papel por meio de uma contação simples ou, às vezes, uma contação para dormir para crianças que não vivenciaram isso. Então, a escola está cumprindo um papel que é básico, que aflora a criatividade da criança, assim como a capacidade de ela desenvolver a imaginação e a fantasia, que faz parte do universo infantil. A gente precisa incentivar isso além das portas da escola. A gente precisa incentivar isso na base familiar”. 

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Cooperação – Os relatos apresentados durante a Flip dialogam com os objetivos da Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância, criada pelo MEC para fortalecer políticas públicas voltadas aos primeiros anos de vida. 

Instituída pela Portaria nº 540/2026, a comunidade reúne gestores públicos indicados pelos municípios, estados e Distrito Federal em uma rede de cooperação federativa. A iniciativa busca fortalecer as capacidades institucionais dos entes para planejar, executar, monitorar e avaliar políticas públicas destinadas a bebês e crianças de até seis anos, além de promover a troca de experiências, a difusão de conhecimentos técnicos e o aprimoramento contínuo das ações voltadas à primeira infância. 

A comunidade está estruturada em dois eixos. O primeiro, Pactuação e Articulação Federativa, prevê oficinas, encontros técnicos e seminários para discutir iniciativas, projetos e programas voltados à primeira infância e incentivo à cooperação entre os entes federativos. Já o eixo Desenvolvimento de Capacidades Institucionais contempla a criação de instrumentos de gestão, protocolos, sistemas de informação, monitoramento e avaliação, além da oferta de ações formativas voltadas ao fortalecimento das capacidades individuais e coletivas da gestão pública. 

As experiências compartilhadas por educadores, artistas e escritores na Flip mostram que formar leitores desde a primeira infância depende da atuação conjunta de escolas, famílias, espaços culturais e políticas públicas. Ao criar uma rede permanente de cooperação entre gestores, a Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância busca fortalecer essa articulação para que mais crianças tenham acesso a experiências de leitura, cultura e aprendizagem desde os primeiros anos de vida. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC 

Fonte: Ministério da Educação

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