NACIONAL
Ministério do Turismo anuncia incentivo de R$ 90,4 milhões para pacote de ações estratégicas para impulsionar o setor no Pará
O ministro do Turismo, Celso Sabino, anunciou nesta quinta-feira (10/07), uma série de ações voltadas ao fortalecimento da atividade turística no estado do Pará. Reunidas dentro do projeto “Turismo em Ação – Edição Pará”, as iniciativas têm como principal objetivo preparar o estado que tem se projetado no cenário nacional e internacional e recebe, a cada ano, um número maior de visitantes. A proposta também visa fomentar o emprego, a geração de renda e o fortalecimento da cadeia produtiva do turismo regional.
A cerimônia de lançamento, realizada no auditório da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), em Belém, contou com a presença de autoridades locais, prefeitos, parlamentares, representantes do trade turístico e lideranças comunitárias.
Para o ministro Celso Sabino, as ações representam um momento histórico para o turismo paraense. “Estamos diante de uma grande oportunidade de mostrar ao mundo o potencial do Pará, com sua rica diversidade cultural, ambiental e histórica. Essas iniciativas representam um compromisso concreto do governo federal com o desenvolvimento sustentável, inclusivo e democrático do turismo no estado”, afirmou.
Entre os principais anúncios está a destinação de R$ 73,1 milhões para obras de infraestrutura turística no estado. Os recursos serão aplicados em melhorias que vão ampliar a capacidade do Pará de receber turistas com mais qualidade, conforto e segurança.
Outro destaque foi o investimento de R$ 17,3 milhões em apoio a eventos que promovem o turismo e valorizam a cultura paraense. Mais de 20 municípios serão beneficiados com programações tradicionais, religiosas, culturais e agropecuárias — atividades que atraem visitantes, aquecem a economia local e fortalecem a identidade regional.
Ainda durante o evento, o ministro também assinou a Portaria MTur nº 19, de 10 de julho de 2025, que altera as normas do Novo Fungetur e estabelece a obrigatoriedade de que todas as operações de financiamento com recursos do fundo estejam em conformidade com a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015). A medida reforça o compromisso com um turismo mais acessível e inclusivo.
Outro marco da agenda foi o lançamento do Guia do Afroturismo no Brasil, uma publicação elaborada em parceria com a UNESCO que reconhece e valoriza o patrimônio cultural afro-brasileiro. A ocasião contou ainda com a participação da secretária-executiva do Ministério da Igualdade Racial, Roberta Eugênio. O material é fruto de um amplo processo de escuta e articulação com afroempreendedores e comunidades tradicionais de todas as regiões do país, e busca promover o turismo como instrumento de fortalecimento da cultura afro-brasileira. O estado do Pará está contemplado com duas iniciativas, a rota Terreiro de Mãe Herondina e Território Quilombola Laranjituba e África.
SINALIZAÇÃO TURÍSTICA – Dentro do pacote está prevista, ainda, a sinalização turística da capital paraense que conta com investimento de R$ 4,7 milhões para a instalação de 670 placas que serão fundamentais para receber bem os turistas nacionais e internacionais que desembarcarem na cidade.
Por Fabio Marques
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
NACIONAL
Como escolas e famílias formam novos leitores
A formação de leitores começa muito antes da alfabetização. O contato com livros, histórias, brincadeiras e manifestações artísticas desde a primeira infância é um direito fundamental das crianças e uma etapa essencial para o desenvolvimento. Nesse contexto, a implementação de políticas públicas possibilita a ampliação do acesso à literatura e garante que mais crianças tenham oportunidades de vivenciar a leitura. Para fortalecer essas ações, o Ministério da Educação (MEC) está formando a Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância. Municípios, estados e o Distrito Federal podem aderir à iniciativa até 31 de julho.
Coordenada pela Subsecretaria da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (SNPPI), a comunidade reúne gestores públicos responsáveis por políticas destinadas a bebês e crianças de até seis anos. A proposta busca fortalecer a implementação da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (PNIPI) por meio de cooperação entre os entes federados, troca de experiências e desenvolvimento de capacidades institucionais para planejar, executar, monitorar e avaliar ações voltadas à infância.
A importância dessa articulação entre políticas públicas, escolas, famílias e comunidade destacou-se na 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). Ao longo da programação da Flipinha e da FlipEduca, educadores, escritores e artistas compartilharam experiências que mostram como o incentivo à leitura desde os primeiros anos de vida pode transformar a relação das crianças com a aprendizagem e a cultura.
Para a atriz, educadora e pesquisadora em teatro, música, dança e literatura Cláudia Ribeiro, arte e educação caminham juntas no desenvolvimento infantil. Em seu trabalho, ela dirige grupos de teatro compostos por crianças, no contraturno escolar, que produzem espetáculos apresentados em escolas do município. A iniciativa aproxima os estudantes à literatura por meio da interpretação, criatividade e experiência artística, ao mesmo tempo em que incentiva a leitura e fortalece a participação das famílias no processo educativo.
“Esse trabalho ajuda a formar a plateia e despertar o interesse das crianças ao incentivá-las a produzir arte e, principalmente, a entrar no mundo da leitura. No teatro, eu estou sempre incentivando o ato de ler, porque é importante ler o texto, entender o personagem, interpretar as intenções das falas. Quando as famílias entendem que esse processo de junção de arte e educação é muito produtivo e benéfico para as crianças, elas dão a mão para a gente, enquanto educadoras e artistas, e aí a criança só tem a ganhar com tudo isso”.
As experiências apresentadas na Flip reforçam que o acesso à literatura também passa pelo fortalecimento dos vínculos familiares. A escritora, poeta e produtora cultural Elisa Pereira, que vive em Paraty e é autora do livro infantil Quintal do Vô Benê, explica que o contato com os livros pode começar ainda na primeira infância – e até antes do nascimento. Em sua obra, ela escolheu retratar um avô como personagem central para destacar que o cuidado, o afeto e a transmissão de conhecimentos também fazem parte do papel dos homens na criação das crianças.
“Eu acho que é fundamental. Eu cresci, na verdade, sem essa vivência. Eu não tive mãe ou pai que lessem para mim, mas eu percebo a diferença entre crianças que, desde pequenas – hoje em dia, a gente sabe que pode ler até para os bebês –, tiveram acesso à leitura, e crianças que não tiveram. Eu acho que é fundamental o papel da mãe, do pai e dos cuidadores, de uma forma geral, nessa formação de leitores”.
A professora da rede municipal do Rio de Janeiro Glaucia Abreu, que atua com contação de histórias e literatura na infância, observa que muitas crianças têm seu primeiro contato sistemático com os livros no ambiente escolar. Segundo ela, o hábito da leitura nem sempre está presente no ambiente familiar, o que amplia o papel da escola em despertar a imaginação, a criatividade e o interesse pela literatura. Ao mesmo tempo, ela ressalta que esse trabalho alcança melhores resultados quando a família também participa desse processo.
“Muitas das vezes, a escola introduz esse papel por meio de uma contação simples ou, às vezes, uma contação para dormir para crianças que não vivenciaram isso. Então, a escola está cumprindo um papel que é básico, que aflora a criatividade da criança, assim como a capacidade de ela desenvolver a imaginação e a fantasia, que faz parte do universo infantil. A gente precisa incentivar isso além das portas da escola. A gente precisa incentivar isso na base familiar”.
Cooperação – Os relatos apresentados durante a Flip dialogam com os objetivos da Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância, criada pelo MEC para fortalecer políticas públicas voltadas aos primeiros anos de vida.
Instituída pela Portaria nº 540/2026, a comunidade reúne gestores públicos indicados pelos municípios, estados e Distrito Federal em uma rede de cooperação federativa. A iniciativa busca fortalecer as capacidades institucionais dos entes para planejar, executar, monitorar e avaliar políticas públicas destinadas a bebês e crianças de até seis anos, além de promover a troca de experiências, a difusão de conhecimentos técnicos e o aprimoramento contínuo das ações voltadas à primeira infância.
A comunidade está estruturada em dois eixos. O primeiro, Pactuação e Articulação Federativa, prevê oficinas, encontros técnicos e seminários para discutir iniciativas, projetos e programas voltados à primeira infância e incentivo à cooperação entre os entes federativos. Já o eixo Desenvolvimento de Capacidades Institucionais contempla a criação de instrumentos de gestão, protocolos, sistemas de informação, monitoramento e avaliação, além da oferta de ações formativas voltadas ao fortalecimento das capacidades individuais e coletivas da gestão pública.
As experiências compartilhadas por educadores, artistas e escritores na Flip mostram que formar leitores desde a primeira infância depende da atuação conjunta de escolas, famílias, espaços culturais e políticas públicas. Ao criar uma rede permanente de cooperação entre gestores, a Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância busca fortalecer essa articulação para que mais crianças tenham acesso a experiências de leitura, cultura e aprendizagem desde os primeiros anos de vida.
Assessoria de Comunicação Social do MEC
Fonte: Ministério da Educação
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