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O grande roubo da campanha de Bolsonaro em 2018, orquestrado por um deputado federal e um senador

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Portal JK Jaime Sonza

Um dossiê que circula nos bastidores políticos traz à tona denúncias sobre um suposto esquema de arrecadação irregular durante a campanha presidencial de 2018 de Jair Bolsonaro.

O material aponta que um deputado federal e um senador teriam atuado paralelamente à estrutura oficial, levantando recursos que não teriam passado pela contabilidade da campanha.

De acordo com o conteúdo, integrantes da cúpula da campanha teriam tentado abafar o caso à época, tratando o episódio como prática de “caixa dois”. No entanto, divergências internas teriam levado membros do chamado núcleo duro a romper com o grupo e reunir informações detalhadas, que deram origem ao dossiê.

Durante o período eleitoral, o partido de Bolsonaro, o PSL, era presidido por Luciano Bivar, tendo como figura central na coordenação o então dirigente Gustavo Bebianno, responsável por articulações políticas e interlocução com empresários.
Segundo o relato, um senador que havia sido derrotado na eleição e um deputado federal teriam percorrido diversos estados a bordo de um jato executivo, realizando arrecadações em nome da campanha.

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Parte dos valores, no entanto, não teria sido registrada oficialmente.

Ainda conforme o dossiê, após suspeitas sobre o destino dos recursos, os dois teriam sido afastados do núcleo principal da campanha. A decisão teria partido de integrantes próximos à coordenação, ao tomarem conhecimento de possíveis irregularidades.

O documento também aponta que, mesmo após o afastamento, os envolvidos teriam continuado atuando de forma independente, alugando aeronaves por conta própria e mantendo agendas políticas. Há menções a gastos elevados, viagens internacionais e aquisição de bens de alto valor.

Outro ponto citado é a utilização de plataformas digitais e conteúdos online como ferramentas indiretas de movimentação financeira, o que pode ampliar o alcance das investigações caso o material venha a ser apurado oficialmente.

O caso ainda não foi confirmado por autoridades e não há, até o momento, posicionamento público dos citados no dossiê. Nos bastidores, no entanto, a avaliação é de que o conteúdo pode ganhar repercussão nacional.

Há também preocupação de que eventuais desdobramentos atinjam o ambiente político ligado à família Bolsonaro, incluindo o senador Flávio Bolsonaro.

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NACIONAL

Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

Multimídia

 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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