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MME promove workshop para fortalecer a governança dos reservatórios do Sistema Interligado Nacional

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O Ministério de Minas e Energia (MME) realizou, nessa segunda-feira (15/12), o workshop “Fortalecimento da Governança da Gestão Integrada dos Reservatórios do Sistema Interligado Nacional (SIN)”, com foco no aperfeiçoamento dos instrumentos de gestão, governança e monitoramento dos reservatórios por meio da proposição de atos legais e infralegais. A iniciativa integra o Plano de Recuperação dos Reservatórios de Regularização do País (PRR) e reforça os esforços institucionais para ampliar a coordenação, a previsibilidade e a segurança jurídica no uso dos recursos hídricos destinados à geração de energia elétrica.

Participando da abertura do evento, o secretário Nacional de Energia Elétrica Substituto, Fred Teles, destacou que os debates promovidos no workshop contribuem para as próximas etapas do PRR e para o fortalecimento da governança da gestão integrada dos reservatórios do SIN. “A gestão dos reservatórios exige coordenação entre políticas públicas e instituições para assegurar segurança energética, sustentabilidade e previsibilidade regulatória. Neste workshop, buscamos um diálogo técnico qualificado para identificar aprimoramentos e fortalecer a governança integrada dos reservatórios, contribuindo para as próximas etapas do PRR”, disse.

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O encontro buscou identificar oportunidades de melhoria no arcabouço legal e infralegal vigente, com foco no fortalecimento da coordenação interinstitucional, na redução de riscos de conflitos e judicialização e no aumento da segurança jurídica e operacional. 

A programação do workshop contou com dois painéis. O primeiro apresentou a perspectiva do mercado, com a participação de especialistas com experiência nos setores público e privado para discutir áreas de sobreposição, lacunas e potenciais conflitos entre instituições. Durante o debate, foram abordados temas como o licenciamento ambiental, a operação de reservatórios, as condicionantes operativas, os usos múltiplos da água e a insegurança jurídica. As contribuições apontaram caminhos para a redução de fricções institucionais e o aprimoramento dos mecanismos de coordenação.

Já o segundo painel, com participação de representantes da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e MME, destacou a visão institucional com foco nas possibilidades de revisão e aprimoramento de leis, decretos, resoluções e procedimentos, visando ampliar a clareza, a previsibilidade e a efetividade da gestão e da governança dos reservatórios. Também foram discutidos mecanismos para promover o alinhamento entre normas e bases de dados utilizadas nas decisões operativas, ambientais e regulatórias, além de instrumentos capazes de reduzir riscos de judicialização e conflitos recorrentes junto ao setor.

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A iniciativa integra o PRR e está diretamente associada à Ação CP-11, que trata do fortalecimento dos mecanismos de gestão e governança dos reservatórios, uma agenda estratégica para o setor elétrico brasileiro, especialmente diante dos desafios impostos pela variabilidade hidrológica, pelos eventos climáticos extremos, pela necessidade de flexibilidade operativa do sistema e pelo atendimento aos usos múltiplos da água.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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Estudo sugere que Bets prejudicam 2 milhões de estudantes

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O dinheiro destinado a apostas online pode fazer falta em outras áreas da vida. Na educação, levantamentos recentes mostram que os gastos com bets já aparecem relacionados a decisões de ingresso e permanência no ensino superior privado. As estimativas indicam que cerca de 2 milhões de brasileiros podem ter a trajetória acadêmica afetada pelo comprometimento da renda com apostas.

O número reúne dois grupos identificados em pesquisa da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), em parceria com a Educa Insights. Entre os potenciais ingressantes, 986 mil poderiam deixar de efetivar a matrícula em 2026, devido aos gastos em apostas. Entre estudantes que já estão na graduação, 14% dos entrevistados disseram ter atrasado mensalidades ou trancado o curso pelo mesmo motivo.

Considerando que a rede privada possui mais de 8 milhões de matrículas, a aplicação desse percentual representa uma ordem de grandeza superior a 1,1 milhão de estudantes. Somados os dois grupos, chega-se a cerca de 2 milhões de pessoas potencialmente afetadas. Outro levantamento, realizado pelo Instituto Semesp, identificou que 19,1% das instituições privadas pesquisadas afirmaram já ter observado relação entre apostas online e inadimplência de estudantes.

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Os dados não significam que as apostas sejam a única causa de dificuldades financeiras ou de interrupção dos estudos. Questões como renda familiar, emprego e outras despesas também interferem na capacidade de um estudante iniciar ou continuar uma graduação. As pesquisas apontam, especificamente, que os gastos com bets podem se somar a esses fatores e comprometer o orçamento destinado à educação.

Quando o comprometimento da renda chega à graduação – As apostas on-line podem se tornar uma barreira adicional ao acesso e à permanência no ensino superior, influenciando em comprovações de avaliação socioeconômica, inclusive entre estudantes que dependem de políticas de acesso e financiamento, como o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

O impacto pode aparecer antes mesmo do início das aulas. Para quem pretende ingressar em uma instituição privada, o comprometimento da renda pode pesar na decisão de efetivar a matrícula. Para quem já está estudando, pode significar dificuldades para manter em dia a mensalidade ou outras despesas relacionadas à formação.

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Mesmo com o apoio de uma bolsa ou de um financiamento, o estudante continua com outras despesas ao longo da graduação. Quando parte da renda é destinada às apostas online, é possível que haja menos recursos disponíveis para os custos relacionados aos estudos. O comprometimento da renda também pode trazer dificuldades para estudantes que precisam comprovar sua situação financeira para acessar ou manter benefícios educacionais, conforme as regras de cada programa.

Assessoria de Comunicação Social do MEC

Fonte: Ministério da Educação

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