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MME destaca a importância estratégica da parceria Brasil-Alemanha para impulsionar transição energética

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A parceria entre Brasil e Alemanha foi destacada como estratégica para o avanço da transição energética, especialmente por meio do desenvolvimento conjunto de projetos, tecnologias e soluções inovadoras, alinhadas às políticas públicas nacionais e aos desafios globais da sustentabilidade. A avaliação foi feita pelo representante do Ministério de Minas e Energia (MME), Marco Juliatto, durante a abertura da 4º edição do Dia de Energia Brasil-Alemanha, na última quarta-feira (18/06).

“Observamos resultados concretos, como a estruturação de propostas piloto para hidrogênio de baixo carbono, o apoio na criação de redes de eficiência energética em setores-chave – como edifícios públicos e a indústria –, e o suporte para desenho de iniciativas para encorajar o desenvolvimento de projetos Agrivoltaico (AgriPV) que combinam energia solar com atividades agrícolas, gerando renda e inclusão no meio rural”, afirmou Juliatto, diretor do Departamento de Transição Energética Substituto.

Ele também afirmou que a parceria tem atuado para ampliar a troca de experiências em planejamento de redes e expansão do sistema de transmissão fortalecendo a infraestrutura e resiliência brasileira. Outro ponto forte é o apoio para identificação de oportunidades voltadas à renovação de programa de conservação e uso racional de combustíveis.

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Liderança global

Na ocasião, Juliatto enfatizou que o Brasil está comprometido com a agenda global da transição energética: “Com uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo e um enorme potencial em fontes como hidroelétrica, solar, eólica, biomassa e, mais recentemente, o hidrogênio de baixo carbono, o país está singularmente posicionado para liderar e implementar soluções inovadoras para a indústria e para o combate às mudanças climáticas”.

Os esforços estão formalizados na Política Nacional de Transição Energética (PNTE), instituída em agosto de 2024. A PNTE define um roteiro claro para a transformação da matriz energética por meio de instrumentos, como o Plano Nacional de Transição Energética (Plante) e o Fórum Nacional de Transição Energética (Fonte).

Diálogos internacionais

O 4º Dia de Energia Brasil-Alemanha, realizado em Salvador (BA), reuniu mais de 150 participantes, representando mais de 80 instituições e empresas, para discutir caminhos estratégicos rumo à descarbonização da indústria e à transição energética. O evento foi organizado pela Parceria Energética Brasil-Alemanha, em cooperação com o programa H2Uppp, ambos os projetos implementados pela GIZ Brasil.

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O evento fez parte da programação do 41º Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA) e contou com a participação de destaque do MME na agenda de cooperação bilateral voltada ao setor energético.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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NACIONAL

Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

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 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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