NACIONAL

MME articula com o MCom e a AGU e avança em política nacional para regularização do compartilhamento de postes

O Ministério de Minas e Energia (MME) avançou, nesta terça-feira (19/5), nas tratativas para implementação da política nacional de compartilhamento de postes e para a regularização da infraestrutura utilizada pelos setores de energia elétrica e telecomunicações no país. A agenda foi discutida em reunião conduzida pelo secretário-geral de Consultoria e advogado-geral da União substituto, Flávio José Roman, com participação do ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, além de equipes técnicas das duas pastas. Durante o encontro, foram debatidos os próximos passos jurídicos e regulatórios para consolidação da medida, considerada estratégica pelo governo federal.

A iniciativa vem sendo conduzida pelo MME desde a publicação da Portaria Interministerial MCOM/MME nº 10.563/2023, que instituiu a Política Nacional de Compartilhamento de Postes que determinou à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a estruturação de um modelo específico para a regularização do compartilhamento da infraestrutura, e ganhou reforço com o Decreto nº 12.068/2024, que estabeleceu diretrizes para a modernização das concessões e renovação das distribuidoras de energia elétrica e determinou às concessionárias de distribuição o compartilhamento com o setor de telecomunicações.

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“O compartilhamento de postes é uma agenda estratégica para o Brasil. Estamos trabalhando para garantir o destravamento do sistema, a melhoria da infraestrutura digital, mais organização, segurança jurídica e equilíbrio regulatório, assegurando melhores serviços à população e mais eficiência para os setores de energia e telecomunicações”, defende o ministro Alexandre Silveira.

Durante a reunião, foram discutidos os próximos passos da resolução conjunta entre a Aneel e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), além do alinhamento institucional necessário para ampliar a segurança jurídica, promover a organização da infraestrutura urbana e melhorar a prestação dos serviços à população.

O decreto estabelece que as concessionárias de distribuição deverão ceder a exploração da infraestrutura compartilhada a pessoa jurídica distinta, em modelo orientado a custos e regulamentado conjuntamente pelas duas agências. A medida busca enfrentar o cenário de ocupação desordenada dos postes registrado em diversas cidades brasileiras.

As equipes também trataram do avanço do processo regulatório e da futura abertura da nova fase da Consulta Pública nº 73/2021, que debaterá a metodologia de cálculo do preço regulado para o compartilhamento dos postes.

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Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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NACIONAL

CNE institui diretrizes para graduação em enfermagem

O Conselho Nacional de Educação (CNE) publicou, nesta terça-feira, 19 de maio, a Resolução CNE/CES nº 1/2026, que institui as novas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) para os cursos de graduação em enfermagem bacharelado e licenciatura. 

A norma redefine princípios, competências e organização da formação na área, com foco na qualificação do ensino, na integração com o Sistema Único de Saúde (SUS) e no fortalecimento da formação humanista, ética, crítica e interprofissional. As novas diretrizes também ampliam a presença dos estudantes em cenários reais de prática desde o início da graduação e reforçam a articulação entre ensino, pesquisa e extensão. 

A publicação dessa resolução ocorre após 14 anos de debates entre as diversas associações de ensino e conselhos de classe da enfermagem. Dentro do CNE, o texto foi desenvolvido por uma comissão presidida pela conselheira Ludhmila Hajjar e relatada pela conselheira Beth Guedes. 

“As novas DCN’s de enfermagem são resultado de uma construção coletiva madura, conduzida em diálogo permanente com entidades científicas, profissionais, acadêmicas e representativas da área da saúde. Mais do que um texto normativo, elas expressam um processo contínuo de escuta, atualização e pactuação institucional em favor de uma formação conectada às transformações da sociedade, do SUS e do mundo do trabalho”, afirma Guedes. 

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Entre as principais mudanças está a definição de carga horária mínima de 4 mil horas para o bacharelado em enfermagem, exclusivamente no formato presencial, com tempo mínimo de integralização de cinco anos. O texto estabelece que as atividades teórico-práticas realizadas em serviços de saúde deverão corresponder a, no mínimo, 20% da carga horária total do curso. Já o estágio curricular supervisionado obrigatório deverá representar pelo menos 30% da carga horária total, sendo metade realizada na atenção primária à saúde e a outra metade na atenção hospitalar ou em serviços de média complexidade. 

Segundo a resolução, a formação deverá estar alinhada às necessidades sociais e sanitárias do país e aos princípios do SUS, contemplando promoção da saúde, prevenção de doenças, tratamento, reabilitação e cuidado integral das pessoas e comunidades. 

As novas diretrizes reforçam, ainda, conteúdos relacionados à diversidade, direitos humanos, relações étnico-raciais, gênero, sustentabilidade, educação ambiental, segurança do paciente e inclusão social, além da oferta de Libras no ensino, pesquisa e extensão. Também preveem o fortalecimento de metodologias ativas de aprendizagem e da integração ensino-serviço-comunidade, além da valorização da pesquisa científica e da educação permanente em saúde. 

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Na modalidade licenciatura, as diretrizes estabelecem formação voltada prioritariamente à atuação na educação profissional técnica de nível médio (EPTNM), especialmente na formação de técnicos e auxiliares de enfermagem. Outro ponto é a obrigatoriedade de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), além da manutenção do Núcleo Docente Estruturante (NDE) e da criação de programas de formação e desenvolvimento da docência em saúde nas instituições de ensino superior. 

Os cursos de graduação em enfermagem em funcionamento terão até 30 de junho de 2028, para adequar seus projetos pedagógicos e matrizes curriculares às novas diretrizes. Com a publicação da nova resolução, fica revogada a Resolução CNE/CES nº 3/2001, que orientava anteriormente os cursos de enfermagem no país. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do CNE 

Fonte: Ministério da Educação

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