TRANSPARÊNCIA NA ALMT

Paulo Araújo comemora decisão do TJMT que acaba com voto secreto em vetos na Assembleia

Deputado afirma que medida fortalece a democracia, amplia a transparência e aproxima a população das decisões do Parlamento Estadual

A decisão unânime do Órgão Especial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que declarou inconstitucional o voto secreto na análise de vetos do Governo do Estado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), foi comemorada pelo deputado estadual Paulo Araújo (Republicanos).

Segundo o parlamentar, a medida representa um avanço histórico para a democracia e para a transparência do Poder Legislativo, ao garantir que a população tenha acesso direto ao posicionamento dos deputados em votações consideradas estratégicas e de grande interesse público.

“Essa decisão do Tribunal de Justiça acaba com o voto secreto na ALMT e fortalece a transparência do processo legislativo. Sempre defendi esse entendimento, inclusive com apresentação de proposta para extinguir votações secretas. O voto aberto dá clareza para a população, fortalece a democracia e evita interpretações equivocadas sobre a atuação parlamentar”, declarou Paulo Araújo.

O TJMT entendeu que o trecho da Constituição Estadual que previa “escrutínio secreto” para derrubada de vetos contraria princípios constitucionais ligados à publicidade dos atos públicos, à transparência e à soberania popular.

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Paulo Araújo também relembrou que, ainda em 2019, apresentou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) defendendo o fim das votações secretas na Assembleia Legislativa. Na avaliação do deputado, a decisão do Judiciário reforça um movimento de modernização institucional e amplia o controle social sobre os mandatos parlamentares.

Nos bastidores políticos, a decisão é vista como um marco importante para aumentar a cobrança popular sobre os posicionamentos dos deputados estaduais, especialmente em matérias consideradas sensíveis ou de grande impacto político e administrativo.

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Gisela alerta para ‘desmonte dos Procons’ com retomada de PL que cria obstáculos às fiscalizações

‘Estamos falando de um projeto que enfraquece instrumentos essenciais de defesa da sociedade justamente nas situações que mais afetam o cidadão comum: fraudes, publicidade enganosa, alimentos contaminados, produtos vencidos e práticas abusivas’

A presidente do diretório do União Brasil em Cuiabá, Gisela Simona, fez um duro alerta sobre a possível retomada, na Câmara Federal, da votação do Projeto de Lei nº 2.766/2021, proposta que altera o Código de Defesa do Consumidor e que, segundo especialistas e órgãos de fiscalização, pode provocar um profundo enfraquecimento dos Procons em todo o país.

As declarações foram feitas durante entrevistas concedidas às rádios Metrópole e Jovem Pan, em Cuiabá, entre terça e quarta-feira (19 e 20 de maio), e reforçadas na abertura do Curso de Capacitação e Aperfeiçoamento de Fiscais de Defesa do Consumidor, que está sendo realizado na sede da Controladoria Geral do Estado (CGE-MT), com a presença de integrantes dos Procons de todo o Estado.

Para ela, que continua conhecida como ‘Gisela do Procon’, em razão de sua trajetória histórica na defesa do consumidor, mesmo nestes 33 meses de mandato na Câmara Federal, a retomada do PL preocupa, pois o texto sinaliza um grave retrocesso institucional e um desmantelamento do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor.

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“É muito clara a intenção do projeto quando reduz drasticamente a força das penalidades aplicadas às grandes empresas. Assim, quando o texto diz aos grandes conglomerados econômicos que a punição fica limitada ao teto de 60 salários mínimos, manda um recado claro que eles podem errar. Pois mesmo que sejam flagrados comercializando alimentos impróprios para consumo ou medicamentos vencidos poderão sofrer penalidades financeiras irrelevantes. Ou seja, totalmente desproporcionais ao tamanho das consequências que estas ações podem resultar”.

O projeto, de autoria do deputado Marco Bertaiolli (PSD-SP), estabelece que a atuação dos órgãos fiscalizadores passe a ter caráter ‘prioritariamente orientador’, criando obstáculos para autuações imediatas e impondo uma lógica mais branda na aplicação de penalidades contra empresas infratoras. Na prática, o texto prevê que, em diversas situações, os estabelecimentos sejam notificados à corrigir irregularidades antes de sofrer sanções administrativas.

Para Gisela, o impacto da proposta ultrapassa o aspecto administrativo e atinge diretamente a proteção cotidiana da população. “Estamos falando de um projeto que enfraquece instrumentos essenciais de defesa da sociedade justamente nas situações que mais afetam o cidadão comum: fraudes, publicidade enganosa, alimentos contaminados, produtos vencidos e práticas abusivas cometidas por grandes fornecedores. Transformar infrações graves em mero custo operacional é inverter completamente a lógica de proteção do consumidor”, criticou.

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A dirigente lembrou ainda que o Código de Defesa do Consumidor é a Bíblia do Consumidor e representa uma das maiores conquistas sociais do país e alertou para os riscos de flexibilizações que possam reduzir a capacidade de resposta do Estado diante de abusos econômicos. “Sempre defendi que o Código de Defesa do Consumidor é uma das legislações mais importantes da cidadania brasileira. Fragilizar a fiscalização e reduzir a efetividade das punições significa enfraquecer a proteção da própria população”, concluiu.

Ao longo dos 33 meses em que esteve na Câmara Federal, Gisela Simona manteve forte atuação na pauta consumerista, integrando a Comissão de Defesa do Consumidor e apresentando projetos relacionados a fraudes bancárias, crédito consignado, bets e proteção financeira de aposentados e pensionistas.

O projeto que estava previsto para entrar em votação nesta última terça, acabou sendo retirado de pauta, mas a matéria continua tramitando e rondando o plenário da Câmara, gerando debates intensos.

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