NACIONAL

Ministro Alexandre Silveira lança, em Minas Gerais, programa PotencializEE em nível nacional

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, assinou nesta quinta-feira (5/2), em Ipatinga (MG), durante o evento “Conexões MME”, convênio que amplia, em nível nacional, o Programa Investimentos Transformadores de Eficiência Energética na Indústria (PotencializEE), em parceria da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar), por meio do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI). A iniciativa contará com R$ 75 milhões em investimentos para promover medidas de eficiência energética voltadas a micro, pequenas e médias empresas (MPMEs).

O PotencializEE atua em todas as etapas necessárias para ajudar a indústria a gastar menos energia e, consequentemente, reduzir custos, a partir de projetos mais eficientes. O programa capacita profissionais especializados, identifica empresas que podem receber diagnósticos energéticos e apoia essas indústrias no acesso a linhas de crédito que viabilizam a adoção de medidas de eficiência energética.

Com isso, o projeto possibilita ampliar a competitividade e a eficiência operacional das empresas, assim como gerar dados estratégicos para subsidiar políticas públicas. A iniciativa também contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa no setor industrial, um dos maiores consumidores de energia da matriz energética brasileira, contribuindo diretamente para o atingimento de metas climáticas internacionais do país.

“Ao investir em micro, pequenas e médias empresas de todas as regiões do Brasil, impulsionamos a eficiência, a competitividade industrial e a redução de custos, ao mesmo tempo em que avançamos na descarbonização da economia nacional. São R$ 75 milhões destinados a transformar a indústria brasileira e consolidar operações comprometidas com a transição energética. O lançamento nacional do programa, aqui em Ipatinga, com tantos representantes da indústria reunidos, reforça o compromisso do nosso governo com a indústria brasileira e com o fortalecimento da economia verde”, afirmou o ministro Alexandre Silveira.

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Saldo positivo
Ao longo da primeira fase, realizado apenas no estado de São Paulo, o PotencializEE mobilizou R$ 150 milhões em financiamentos, realizou mil diagnósticos energéticos e avaliou tecnicamente 400 projetos, resultando na implementação de 250 iniciativas de eficiência energética. As ações contribuíram para a redução de 1.746 GWh no consumo de energia e evitaram a emissão de 445 mil toneladas de CO₂ equivalente. O programa também deixou um legado importante de capacitação, com a certificação de 450 consultores — ao menos 30 mulheres —, mentoria especializada, treinamento de gestores de instituições financeiras e o desenvolvimento de um catálogo com 22 categorias de tecnologias eficientes, criando bases sólidas para a expansão do programa em nível nacional.

“Os resultados da primeira fase comprovam que é possível estruturar soluções de eficiência energética em escala, com impacto real para a indústria e para o meio ambiente. Com o lançamento da segunda fase, o Procel amplia esse alcance, fortalecendo seu papel como indutor de políticas públicas que promovem competitividade, renovação tecnológica e a transição para uma indústria mais eficiente em todo o país”, pontua o diretor de Gestão de Programas de Governo da ENBPar, Miguel Marques.

A iniciativa conta com a parceria estratégica do SENAI Nacional e dos SENAIs regionais, com objetivo de atender, no mínimo, 1,5 mil MPMEs do setor industrial. Nessa segunda fase, novos diagnósticos energéticos serão subsidiados e realizados nas indústrias até o final de 2027, com recursos do Procel e suporte da Deutsche Gesellschaft für Internacionale Zusammenarbeit (GIZ), a partir da Mitigation Action Facillity (MAF).

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O programa
O programa PotencializEE surgiu a partir de um projeto aprovado com recursos da Mitigation Action Facility e é implementado pela Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH, sob coordenação do Ministério de Minas e Energia (MME).

A iniciativa parte do diagnóstico de que a baixa adoção de medidas de eficiência energética é uma das principais barreiras à competitividade da indústria brasileira.

Atualmente, os insumos energéticos representam mais de um terço dos custos de produção do setor. Diante desse cenário, o objetivo do MME foi testar na primeira fase um modelo de apoio técnico e financeiro voltado a estimular a eficiência energética em micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) industriais, com foco inicial no estado de São Paulo.

Para viabilizar a articulação com o setor produtivo e garantir a implementação do programa, foi fundamental a parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A execução também contou com a colaboração do SENAI, responsável por oferecer assistência técnica às indústrias participantes, com o objetivo de aumentar a competitividade das empresas atendidas e impulsionar um ciclo de descarbonização alinhado às metas climáticas do país.

Conexões MME - Ipatinga MG (05/02/2026)

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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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NACIONAL

Como escolas e famílias formam novos leitores

A formação de leitores começa muito antes da alfabetização. O contato com livros, histórias, brincadeiras e manifestações artísticas desde a primeira infância é um direito fundamental das crianças e uma etapa essencial para o desenvolvimento. Nesse contexto, a implementação de políticas públicas possibilita a ampliação do acesso à literatura e garante que mais crianças tenham oportunidades de vivenciar a leitura. Para fortalecer essas ações, o Ministério da Educação (MEC) está formando a Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância. Municípios, estados e o Distrito Federal podem aderir à iniciativa até 31 de julho. 

Coordenada pela Subsecretaria da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (SNPPI), a comunidade reúne gestores públicos responsáveis por políticas destinadas a bebês e crianças de até seis anos. A proposta busca fortalecer a implementação da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (PNIPI) por meio de cooperação entre os entes federados, troca de experiências e desenvolvimento de capacidades institucionais para planejar, executar, monitorar e avaliar ações voltadas à infância. 

A importância dessa articulação entre políticas públicas, escolas, famílias e comunidade destacou-se na 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). Ao longo da programação da Flipinha e da FlipEduca, educadores, escritores e artistas compartilharam experiências que mostram como o incentivo à leitura desde os primeiros anos de vida pode transformar a relação das crianças com a aprendizagem e a cultura. 

Para a atriz, educadora e pesquisadora em teatro, música, dança e literatura Cláudia Ribeiro, arte e educação caminham juntas no desenvolvimento infantil. Em seu trabalho, ela dirige grupos de teatro compostos por crianças, no contraturno escolar, que produzem espetáculos apresentados em escolas do município. A iniciativa aproxima os estudantes à literatura por meio da interpretação, criatividade e experiência artística, ao mesmo tempo em que incentiva a leitura e fortalece a participação das famílias no processo educativo. 

“Esse trabalho ajuda a formar a plateia e despertar o interesse das crianças ao incentivá-las a produzir arte e, principalmente, a entrar no mundo da leitura. No teatro, eu estou sempre incentivando o ato de ler, porque é importante ler o texto, entender o personagem, interpretar as intenções das falas. Quando as famílias entendem que esse processo de junção de arte e educação é muito produtivo e benéfico para as crianças, elas dão a mão para a gente, enquanto educadoras e artistas, e aí a criança só tem a ganhar com tudo isso”. 

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As experiências apresentadas na Flip reforçam que o acesso à literatura também passa pelo fortalecimento dos vínculos familiares. A escritora, poeta e produtora cultural Elisa Pereira, que vive em Paraty e é autora do livro infantil Quintal do Vô Benê, explica que o contato com os livros pode começar ainda na primeira infância – e até antes do nascimento. Em sua obra, ela escolheu retratar um avô como personagem central para destacar que o cuidado, o afeto e a transmissão de conhecimentos também fazem parte do papel dos homens na criação das crianças. 

“Eu acho que é fundamental. Eu cresci, na verdade, sem essa vivência. Eu não tive mãe ou pai que lessem para mim, mas eu percebo a diferença entre crianças que, desde pequenas – hoje em dia, a gente sabe que pode ler até para os bebês –, tiveram acesso à leitura, e crianças que não tiveram. Eu acho que é fundamental o papel da mãe, do pai e dos cuidadores, de uma forma geral, nessa formação de leitores”. 

A professora da rede municipal do Rio de Janeiro Glaucia Abreu, que atua com contação de histórias e literatura na infância, observa que muitas crianças têm seu primeiro contato sistemático com os livros no ambiente escolar. Segundo ela, o hábito da leitura nem sempre está presente no ambiente familiar, o que amplia o papel da escola em despertar a imaginação, a criatividade e o interesse pela literatura. Ao mesmo tempo, ela ressalta que esse trabalho alcança melhores resultados quando a família também participa desse processo. 

“Muitas das vezes, a escola introduz esse papel por meio de uma contação simples ou, às vezes, uma contação para dormir para crianças que não vivenciaram isso. Então, a escola está cumprindo um papel que é básico, que aflora a criatividade da criança, assim como a capacidade de ela desenvolver a imaginação e a fantasia, que faz parte do universo infantil. A gente precisa incentivar isso além das portas da escola. A gente precisa incentivar isso na base familiar”. 

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Cooperação – Os relatos apresentados durante a Flip dialogam com os objetivos da Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância, criada pelo MEC para fortalecer políticas públicas voltadas aos primeiros anos de vida. 

Instituída pela Portaria nº 540/2026, a comunidade reúne gestores públicos indicados pelos municípios, estados e Distrito Federal em uma rede de cooperação federativa. A iniciativa busca fortalecer as capacidades institucionais dos entes para planejar, executar, monitorar e avaliar políticas públicas destinadas a bebês e crianças de até seis anos, além de promover a troca de experiências, a difusão de conhecimentos técnicos e o aprimoramento contínuo das ações voltadas à primeira infância. 

A comunidade está estruturada em dois eixos. O primeiro, Pactuação e Articulação Federativa, prevê oficinas, encontros técnicos e seminários para discutir iniciativas, projetos e programas voltados à primeira infância e incentivo à cooperação entre os entes federativos. Já o eixo Desenvolvimento de Capacidades Institucionais contempla a criação de instrumentos de gestão, protocolos, sistemas de informação, monitoramento e avaliação, além da oferta de ações formativas voltadas ao fortalecimento das capacidades individuais e coletivas da gestão pública. 

As experiências compartilhadas por educadores, artistas e escritores na Flip mostram que formar leitores desde a primeira infância depende da atuação conjunta de escolas, famílias, espaços culturais e políticas públicas. Ao criar uma rede permanente de cooperação entre gestores, a Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância busca fortalecer essa articulação para que mais crianças tenham acesso a experiências de leitura, cultura e aprendizagem desde os primeiros anos de vida. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC 

Fonte: Ministério da Educação

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