NACIONAL

Ministério do Turismo cria câmara temática para aprimorar a qualificação profissional do setor

O Ministério do Turismo instituiu oficialmente a Câmara Temática de Qualificação, Capacitação e Formação no Turismo, no âmbito do Conselho Nacional de Turismo (CNT). A medida, publicada no Diário Oficial da União, cria um espaço específico estratégico para debater e propor melhorias na formação dos profissionais que atuam em toda a cadeia produtiva do setor no país.

A criação da câmara atende a uma demanda do setor por um fórum dedicado a alinhar a qualificação profissional às novas exigências do mercado, identificar lacunas na formação de profissionais e promover a educação para um turismo cada vez mais sustentável. A iniciativa é essencial para garantir que as políticas públicas de qualificação sejam construídas com ampla participação social.

O ministro do Turismo, Celso Sabino, ressalta que a qualificação é chave para o bom atendimento no ramo. “Qualificar nossos profissionais é o caminho mais seguro para um turismo mais competitivo e de alta qualidade. Com esta nova Câmara Temática, estamos unindo todo o setor para pensar o futuro da formação turística no Brasil, garantindo que nossos trabalhadores estejam preparados para as novas demandas do mercado”, destaca Sabino.

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Entre as principais competências do novo colegiado estão a divulgação de boas práticas de formação e certificação, a sugestão de estudos e pesquisas para o setor e a proposição de diretrizes para a formação de instrutores. Além disso, a câmara terá um papel fundamental em indicar estratégias que promovam a inclusão de pessoas com deficiência, mulheres, jovens, pessoas LGBTQIAPN+, idosos e grupos étnicos diversos nos processos de qualificação, ampliando o acesso ao mercado de trabalho.

A força da iniciativa reside na sua composição plural, reunindo mais de 30 integrantes. Participam do colegiado representantes do governo federal, do setor privado (agências, hotéis, restaurantes, guias etc.) e da academia, garante uma visão integrada das necessidades do segmento.

Confira AQUI a publicação no Diário Oficial da União.

Por Victor Mayrink
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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NACIONAL

Eólica offshore: publicada metodologia de seleção de áreas ofertadas no país

Está disponível no site do Ministério de Minas e Energia (MME) o procedimento padronizado para selecionar possíveis áreas para desenvolvimento de projetos de geração de energia eólica no mar (eólica offshore). A proposta está alinhada à Lei nº 15.097/2025, à Resolução CNPE nº 1/2026, e aos demais instrumentos normativos que orientam o planejamento do uso do espaço marinho do país.

A metodologia, elaborada pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), sob a coordenação do Ministério de Minas e Energia (MME), orienta a execução de um processo estruturado composto por três etapas. A primeira tem objetivo de identificar as regiões Potenciais (Etapa I), em que são aplicadas exclusões legais e tecnológicas para mapear regiões iniciais com menor conflito e maior viabilidade.

Em seguida, ocorre a Definição de Áreas de Interesse (Etapa II), que refina essas regiões considerando sensibilidades socioambientais e compatibilidade com outros usos e atividades do espaço marítimo. Por fim, a Priorização de Áreas (Etapa III) na qual é aplicada uma análise multicritério, incluindo critérios técnicos, econômicos, logísticos e socioambientais, para classificar e hierarquizar as áreas.

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A metodologia não define previamente quais regiões serão ofertadas, pois essa decisão permanece sob responsabilidade do poder concedente, que deverá considerar as políticas públicas vigentes, os objetivos de cada rodada de oferta e o contexto de desenvolvimento do setor.

A proposta incorpora na análise critérios legais, energéticos, econômicos, ambientais e sociais, com o objetivo de subsidiar a identificação de áreas adequadas à implantação de empreendimentos eólicos offshore, conciliando essa atividade com os demais usos do ambiente marinho. A construção do documento foi baseada na análise da regulamentação nacional, da experiência brasileira em planejamento espacial e das práticas adotadas por países com diferentes níveis de desenvolvimento desse segmento.

Mais sobre a Metodologia:

Resultado de um processo participativo, o documento incorpora contribuições de instituições governamentais integrantes do Grupo de Trabalho de Eólicas Offshore, instituído pela Resolução CNPE nº 18/2025 e da sociedade, apresentadas no âmbito da Consulta Pública nº 191/2025.

Entre as diretrizes previstas estão a flexibilidade para atualização dos critérios, acompanhando a evolução do mercado e a ampliação da base de informações disponíveis, além da previsão de mecanismos de participação institucional e social ao longo do processo de seleção.

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O documento também indica que a definição futura dos setores a serem ofertados deve considerar a coordenação com os processos de planejamento da infraestrutura necessária ao desenvolvimento dos projetos, incluindo instalações portuárias, sistemas de transmissão e demais estruturas de apoio, de forma articulada entre o governo e o setor produtivo.

Acesse aqui o documento na íntegra.

Fonte: Ministério de Minas e Energia

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