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Ministério de Portos e Aeroportos e TAP alinham estratégias para ampliar malha aérea internacional no Brasil

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Nesta quarta-feira (17), o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, se reuniu com o diretor da TAP Air Portugal para as Américas, Carlos Antunes, para tratar sobre a abertura de novas rotas e a descentralização da malha aérea para regiões estratégicas, como o Norte e o Nordeste.

A reunião consolidou o diálogo permanente entre o governo brasileiro e a companhia aérea, que tem gerado resultados para a economia nacional. Fruto dessa parceria e do aquecimento do mercado brasileiro, a TAP atingiu, em 2025, a marca histórica de 2.066.001 passageiros transportados nas rotas com o Brasil, o maior volume da história da empresa.

Encontro na MPor
Encontro no MPor

Outro ponto importante do encontro foi a discussão sobre a ampliação da conectividade no Norte e Nordeste. O ministro e o diretor TAP debateram estratégias de “conectividade criativa” para superar desafios logísticos e oferecer mais opções de voos, reduzindo a dependência de conexões no eixo Rio-São Paulo. Segundo Carlos Antunes, o plano para 2026 prevê um olhar atento para essas regiões.

Segundo o ministro Silvio Costa Filho, o governo federal, por meio do MPor, segue intensificando as articulações para ampliar a oferta de voos internacionais e fortalecer o turismo estrangeiro no Brasil. “Os números validam o esforço do MPor em criar um ambiente de negócios favorável à expansão das operações aéreas. Nossa missão é garantir que o Brasil esteja cada vez mais conectado ao mundo. Esse diálogo constante com a TAP é essencial para tirarmos do papel novas rotas, que fortaleçam o turismo e gerem emprego. O recorde de passageiros mostra que estamos no caminho certo, destacou.

“Nossa missão é garantir que o Brasil esteja cada vez mais conectado ao mundo” Silvio Costa Flho

Retomada em Curitiba

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Durante o encontro, o diretor da TAP confirmou a retomada da rota direta entre Curitiba (PR) e Lisboa, com início previsto para 2 de julho de 2026, com três frequências semanais. A medida atende a uma demanda antiga do estado e reforça a política do ministério de internacionalizar aeroportos fora do eixo Rio-São Paulo.

Carlos Antunes reafirmou que a interlocução com o MPor tem sido decisiva para o planejamento da companhia. “O Brasil é o nosso maior mercado global e queremos ampliar nossa presença. A parceria com o governo é fundamental para viabilizarmos esses novos voos”.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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NACIONAL

Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

Multimídia

 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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