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MEC visita projetos de competição do IFF Campos dos Goytacazes

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O Ministério da Educação (MEC) visitou, nesta terça-feira, 10 de março, o Campus Centro do Instituto Federal Fluminense (IFF) em Campos dos Goytacazes (RJ), com a presença do ministro da Educação, Camilo Santana. Durante a agenda, foram apresentados projetos de competições acadêmicas desenvolvidos por estudantes da instituição, que integram atividades práticas de ensino, pesquisa e inovação tecnológica. 

Para o ministro, é essencial conhecer projetos, conversar com a comunidade e fortalecer os institutos federais. “O que esses alunos mostram aqui revela que a nossa educação não é apenas formação técnica ou de graduação. Nós fazemos pesquisa, extensão e desenvolvemos trabalhos relevantes nas áreas de inovação, tecnologia e games. Aliás, essa é uma política importante para garantir a permanência dos jovens na educação”, afirmou Santana. 

Entre as iniciativas estão o Baja IFF, que desenvolve veículos off-road para competições de engenharia; o Sete Capitães – Barco Elétrico, voltado à criação de embarcações com propulsão elétrica; e a Goytacar E-Racing, que projetou um carro de corrida que participa da competição Fórmula SAE Brasil. 

A programação também incluiu a apresentação da equipe Goytaborgs, dedicada a projetos de robótica e automação; e do Ignis, iniciativa voltada ao desenvolvimento de protótipos e soluções tecnológicas em engenharia e inovação aplicada. 

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IFF – O Instituto Federal Fluminense possui 12 campi e um polo de inovação. Oferta 223 cursos e conta com 22.398 matrículas. Atualmente, a instituição conta com 661 servidores técnicos-administrativos em educação e 992 professores. 

O Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) prevê recursos para a melhoria da infraestrutura dos institutos federais em todo o país, com investimento de R$ 1,4 bilhão. Além disso, financia a expansão da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (RFEPCT), com a construção de mais de 100 novos campi de institutos federais em todo o Brasil. As novas unidades estão sendo construídas com investimento de R$ 2,5 bilhões. 

Para o IFF, estão sendo aportados R$ 38,5 milhões em ações, tanto de consolidação como de expansão. Entre 2023 e 2025, já foram repassados R$ 11,8 milhões, com previsão de outros R$ 1,7 milhão, totalizando R$ 13,5 milhões para investimentos na infraestrutura das unidades existentes. Também estão sendo investidos R$ 25 milhões na construção e aquisição de equipamentos do novo campus no município de Magé (RJ). 

Resumo | Mais educação para o Rio de Janeiro 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) 

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Fonte: Ministério da Educação

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NACIONAL

Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

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 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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