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MEC ouve mais de 57 mil educadores sobre educação matemática

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Em comemoração ao Dia Nacional da Matemática, celebrado nesta terça-feira, 6 de maio, o Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Básica (SEB), divulga o balanço parcial da Escuta Nacional de Professores e Professoras que Ensinam Matemática. O processo recebeu 57.080 contribuições de professores das 27 unidades da Federação e de 4.118 municípios, representando 24.165 escolas. 

Os dados completos serão amplamente publicados em julho, no intuito de fomentar reflexões sobre demandas dos professores que ensinam matemática e impulsionar a valorização da aprendizagem desse componente. Com a escuta, o MEC espera não só melhorar as práticas pedagógicas no país, mas também fortalecer as vozes dos educadores, garantindo sua valorização e considerando suas diferentes perspectivas na definição de uma política pública para o fortalecimento da aprendizagem em matemática. 

Perfil Os educadores participantes da pesquisa são pedagogos e licenciados em matemática que atuam nos anos iniciais do ensino fundamental (28.024 questionários respondidos); nos anos finais do ensino fundamental (21.517); no ensino médio (7.093); e na educação profissional e tecnológica (446). 

A escuta, realizada em parceria com o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), esteve aberta de 17 de março a 30 de abril, coletando, por meio de formulários online, as percepções de professores que ensinam matemática em todo o país 

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Os questionários aplicados na Escuta Nacional abordaram aspectos como perfil dos docentes; suas crenças e atitudes; percursos formativos; contexto em que atuam; clima escolar; currículos; e práticas pedagógicas. 

OBMEP Outro investimento do MEC para promoção do ensino e da aprendizagem da matemática, neste ano, foi o aporte de R$ 38,9 milhões para a realização da 20ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP). A competição estimula, de forma geral, estudantes, professores e toda a comunidade escolar no ensino e na aprendizagem da matemática. Além disso, a OBMEP promove a integração entre as escolas públicas, as universidades federais, os institutos de pesquisa e as sociedades científicas. Favorece, ainda, a inclusão social por meio da difusão de conhecimentos. 

Comemorando 25 anos em 2025, a OBMEP é um projeto nacional dirigido às escolas públicas e privadas brasileiras. A olimpíada é realizada pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), com o apoio da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), e é promovida com recursos do MEC e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). 

A competição tem como objetivos: estimular e promover o estudo da matemática; contribuir para a melhoria da qualidade da educação básica, possibilitando que um maior número de estudantes brasileiros possa ter acesso a material didático de qualidade; e identificar jovens talentos e incentivar seu ingresso em universidades nas áreas científicas e tecnológicas.    

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Os estudantes da rede pública e privada recebem medalhas de ouro, prata e bronze, bolsas de iniciação científica e certificados de menção honrosa. Já os professores ganham um diploma e um livro de apoio para formação matemática. As escolas são premiadas com kits esportivos, material didático e troféus. 

Impa Tech Ter um bom desempenho na OBMEP é um dos requisitos para o ingresso no Impa Tech, o primeiro curso de graduação do Impa, no Rio de Janeiro (RJ). O Impa Tech é gratuito e pretende capacitar os estudantes com uma formação teórica e prática sólida em Matemática da Tecnologia e Inovação para terem sucesso no mercado de trabalho. Localizado estrategicamente no Porto Maravalley, hub de inovação da cidade, e instalado em uma sede completamente reformada pela prefeitura do Rio de Janeiro, o instituto proporcionará aos alunos um ambiente cercado de startups e empresas do setor, contribuindo para o desenvolvimento de novas tecnologias.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB 

Fonte: Ministério da Educação

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NACIONAL

MME abre consulta pública para alocação do ERCAP para incentivar o consumo de energia fora do horário de pico do sistema

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O Ministério de Minas e Energia (MME) abriu, nesta segunda-feira (24/8), consulta pública para receber contribuições da sociedade e de agentes públicos e privados para aprimorar as regras de rateio dos custos da reserva de capacidade no Sistema Interligado Nacional (SIN). A proposta está alinhada à modernização do setor elétrico, promovida pela Lei nº 15.269/2025, e tem como objetivo incentivar o consumo de energia fora do horário de pico do sistema.

Atualmente, a regra de rateio do Encargo de Reserva de Capacidade (ERCAP) considera o pico máximo de consumo de cada consumidor ao longo do mês. Na prática, isso cria distorções, pois um consumidor paga o mesmo valor de encargo de reserva de capacidade independente se o seu pico de consumo acontece no maior período de geração (como solar no meio do dia) ou quando em domingos e madrugadas, quando a exigência sobre o sistema é baixa.

Com a nova proposta, o rateio do encargo passa a ser calculado com base no consumo verificado especificamente dentro do período de maior demanda máxima líquida do SIN. Esse período corresponde às horas em que o sistema efetivamente necessita de maior suporte de geração — em geral, no fim da tarde e início da noite de dias úteis, quando a produção solar diminui e a carga do país permanece elevada.

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A reserva de capacidade atua como uma garantia de segurança do fornecimento de energia. Por meio de leilões, as usinas são contratadas para atender o sistema, principalmente nos horários de maior demanda. As despesas dessas garantias são custeadas pelos agentes por meio do ERCAP.

A janela crítica compreenderá até quatro horas consecutivas em dias úteis, com horário exato a ser estabelecido pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). A metodologia permitirá atualizações dinâmicas à medida que a matriz elétrica e os hábitos de consumo evoluem.

Cultura de gestão do consumo

A mudança gera um sinal econômico claro para criar uma cultura de eficiência e gestão ativa da demanda. Consumidores com maior flexibilidade operacional — como indústrias, sistemas de refrigeração, bombeamento, infraestruturas de recarga de veículos elétricos e sistemas de armazenamento de energia — terão incentivos financeiros para transferir suas atividades para fora da janela crítica.

Ao aliviar o consumo no horário de maior demanda operacional, o consumidor reduz sua parcela no rateio e paga menos encargo. No longo prazo, essa resposta do consumo reduz a necessidade de contratar novos leilões de reserva de capacidade, barateando a conta de energia para toda a sociedade.

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Outros avanços regulatórios

A proposta de decreto também introduz outros aprimoramentos para modernizar a regulação do setor:

  • Participação de Geradores: regulamenta a inclusão de geradores no rateio do ERCAP nos casos previstos em lei, sob regulação da ANEEL;
  • Armazenamento de Energia: adapta as regras de contratação e constituição de lastro para reconhecer novas tecnologias, como baterias e armazenamento hidráulico. Por não gerarem energia nova, mas apenas moverem carga no tempo, essas soluções ganham diretrizes específicas por leilão;
  • Mecanismos de Resposta da Demanda: prevê a cobertura, via ERCAP, dos custos de mecanismos competitivos estruturados pela ANEEL para incentivar a resposta do consumo e a geração nos momentos críticos;
  • Flexibilização do Encargo de Energia de Reserva (EER): Retira a obrigatoriedade de apuração anual do EER, permitindo que a ANEEL estabeleça uma apuração mais dinâmica e ajustada à migração de consumidores para o mercado livre.

Acesse aqui o Portal de Consulta Pública do MME.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | (61) 99129-3578 (fins de semana e feriados)
E-mail: [email protected]

Fonte: Ministério de Minas e Energia

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