NACIONAL
MEC autoriza início das obras de novo campus do IFBA
O Ministério da Educação (MEC) autorizou, nesta quinta-feira, 19 de março, o início das obras do Campus Poções, do Instituto Federal da Bahia (IFBA), com investimento de R$ 15 milhões oriundos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). Outros R$ 10 milhões estão previstos para aquisição de mobiliário e equipamentos, quando a obra estiver em fase final de conclusão. A iniciativa integra as ações do governo federal para a expansão e o fortalecimento da educação profissional e tecnológica no país. Ao todo, o IFBA recebe investimento de R$ 110,7 milhões em obras do Novo PAC.
A solenidade aconteceu no município de Poções (BA) e contou com a presença do ministro da Educação, Camilo Santana. Na cerimônia, ele informou que a Bahia está recebendo R$ 2,5 bilhões de investimentos do Novo PAC para a educação. Segundo Santana, com o valor, serão construídas 134 novas creches e 62 escolas de tempo integral, bem como adquiridos 342 ônibus escolares para os municípios baianos.
“Com a construção dos novos campi na Bahia, vamos chegar a 46 campi de institutos federais no estado. A obra do campus de Poções já começou e aqui ao lado tem o prédio provisório, já reformado, bonito, onde já vai começar os cursos técnicos para atender à região. Seis ônibus saem daqui todos os dias para levar os estudantes para estudarem no Instituto Federal de Vitória da Conquista, mas agora Poções vai ter um instituto federal para não precisar que os alunos tenham que viajar para poder ter a oportunidade de estudar”, ressaltou.
A reitora do IFBA, Luzia Matos Mota, afirmou que a construção do novo instituto mostra a importância da cidade de Poções para o desenvolvimento da Bahia. “Essa sede provisória e a construção que está sendo anunciada é a prova de que o trabalho conjunto dá muito certo. É o trabalho do Instituto Federal da Bahia, com a prefeitura de Poções, com o governo do estado, com os parlamentares e com o governo federal. Esse trabalho colaborativo nos trouxe até aqui”, apontou.
A estudante Sofia Amaral de Souza, representante dos alunos da rede pública do estado, afirmou ser uma honra participar da cerimônia, que classificou como um dia histórico para a cidade de Poções. “Presenciar algo de tamanha grandiosidade só é possível com representantes competentes que tenham como prioridade a educação. Agora, teremos acessibilidade ao ensino superior e aos cursos técnicos. Vai ser muito mais fácil, não vamos ter que nos deslocar para as universidades vizinhas”, falou.
O novo campus contará com um prédio principal —pavilhão acadêmico e administrativo —, com cerca de 2,7 mil m², que abrigará salas de aula, laboratórios, auditório, biblioteca, espaços de coordenação e refeitório.
A autorização das obras se somará ao conjunto de investimentos destinados ao IFBA. Com 24 campi e um polo de inovação, a instituição atende mais de 31 mil estudantes em cursos técnicos, de graduação e de pós-graduação. O Campus Poções já funciona em sede provisória cedida pela prefeitura. O edital para seleção dos estudantes se inicia em 23 de março, com previsão de início das aulas em 15 de abril. Os cursos de qualificação profissional que serão ofertados são: microempreendedor individual; eletricista instalador predial de baixa tensão; eletricista de sistemas de energias renováveis; e operador de computador.
Consolidação e expansão – O Novo PAC também prevê recursos para a consolidação dos institutos federais, com investimento de R$ 1,4 bilhão. Essa ação tem como foco os campi que ainda não possuem infraestrutura completa. Durante a consolidação, as prioridades para investimento são a construção de restaurantes estudantis, bibliotecas, blocos de salas de aula e laboratórios, quadras poliesportivas e unidades em instalações definitivas. Para o IFBA, os investimentos na ação de consolidação somam R$ 10,8 milhões. Entre 2023 e 2025, já foram repassados R$ 4,6 milhões, incluindo R$ 651,9 mil em aditivo, com previsão de mais R$ 6,8 milhões.
Já para a expansão dos institutos federais, o governo federal está implantando mais de 100 novas unidades em todo o país, também com recursos do Novo PAC, totalizando R$ 2,5 bilhões. A previsão é criar mais de 142 mil novas vagas de educação profissional e tecnológica. Cada campus recebe investimento médio de R$ 25 milhões e terá capacidade de atender, em média, 1.400 estudantes. Para o IFBA, o investimento para expansão é de R$ 100 milhões, destinados à construção e à aquisição de equipamentos de novos campi em outros municípios além de Poções, como em Itabuna, Macaúbas e Salvador (BA).
Resumo | Mais educação para a Bahia
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec)
Fonte: Ministério da Educação
NACIONAL
Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência
A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026.
A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782.
No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas.
A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios.
Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso.
Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade.
Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”.
Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações.
A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais.
A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade.
“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”.
Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência.
A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção.
No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades.
A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão.
Multimídia
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi)
Fonte: Ministério da Educação
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