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Chefe de Gabinete do Ministério do Turismo participa de reuniões bilaterais durante o Tourism Innovation Summit 2025

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Representando o ministro Celso Sabino, a chefe de gabinete do Ministério do Turismo, Janara Braga, cumpriu agendas de reuniões bilaterais durante o Tourism Innovation Summit (TIS) 2025, realizado em Sevilha, na Espanha. O evento que se encerra nesta sexta-feira (24.10) é reconhecido como o principal encontro global dedicado à inovação, tecnologia e sustentabilidade no turismo, reunindo representantes de mais de 40 países.

Ao longo do TIS 2025, Janara participou de encontros com empresários espanhóis e representantes do setor tecnológico, em que foram apresentadas novas soluções digitais voltadas ao desenvolvimento de destinos turísticos mais acessíveis, conectados e sustentáveis. As reuniões abordaram temas como inclusão de pessoas com deficiência, parcerias público-privadas e modelos colaborativos entre Brasil e Espanha para o fortalecimento da infraestrutura e da gestão turística em destinos emergentes brasileiros.

“Essas reuniões reforçam o compromisso do Brasil em construir um turismo mais acessível, inovador e conectado ao mundo. As parcerias internacionais são fundamentais para que possamos compartilhar experiências e adotar soluções tecnológicas que tornem nossos destinos mais inclusivos e sustentáveis”, destacou a chefe de gabinete.

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Entre as propostas apresentadas, destacam-se ferramentas baseadas em inteligência artificial e realidade aumentada voltadas à melhoria da experiência dos turistas e à gestão inteligente dos destinos. As conversas também incluíram o intercâmbio de boas práticas internacionais e o estímulo à inovação aplicada ao turismo, com foco em soluções que tornem as viagens mais sustentáveis, inclusivas e personalizadas.

A participação do Ministério do Turismo no TIS reforça o compromisso do Brasil em acompanhar as tendências globais de transformação digital e fortalecer a cooperação internacional para impulsionar a competitividade e a sustentabilidade do setor.

PAINEL – Mais uma experiência brasileira foi debatida no painel “Overtourism vs Smart Tourism: Turning a Threat Into Value” que discutiu como o turismo inteligente pode transformar os desafios do excesso de visitantes em oportunidades de crescimento sustentável. Foram apresentados casos de sucesso, como Foz do Iguaçu (PR) que adotou um modelo de turismo de massa qualificado, e Bonito (MS), que utiliza plataformas digitais como o “Voucher Único” para controlar o número de visitantes e proteger o meio ambiente.

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A palestrante Patrícia Albanez, do Sebrae Paraná, destacou que o turismo inteligente vai muito além da tecnologia. “O turismo envolve planejamento estratégico, colaboração entre setores e protagonismo das comunidades locais”, explicou. O objetivo foi distribuir melhor os fluxos turísticos, melhorar a infraestrutura e valorizar novas experiências que descentralizem o turismo e reduzam a pressão sobre os destinos mais visitados.

Por Fábio Marques

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo 

Fonte: Ministério do Turismo

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Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

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 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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