NACIONAL

GARA encerra encontro com compromisso de fortalecer ações conjuntas na proteção da infância e adolescência no turismo

Publicados

em

Representantes de diversos países da América Latina e do Caribe, além de organizações internacionais como a OEA e a ECPAT, participaram nesta quinta-feira (05.06) do segundo dia da XVIII Reunião do Grupo de Ação Regional das Américas (GARA), em Foz do Iguaçu (PR), com o objetivo de construir e validar a missão, a visão e os objetivos do grupo para os próximos cinco anos.

Durante a abertura da Oficina de Planejamento Estratégico, o secretário nacional de Infraestrutura, Crédito e Investimento do Ministério do Turismo (MTur), Carlos Henrique Menezes Sobral, reforçou o compromisso do Brasil com um turismo cada vez mais ético, seguro e protetivo. Representando o ministro Celso Sabino, Sobral destacou o marco histórico dos 20 anos de atuação do GARA.

“Estamos diante do primeiro planejamento estratégico do grupo, que se consolidou ao longo de duas décadas como peça fundamental na proteção das nossas crianças e adolescentes. O turismo é uma força transformadora, mas carrega a responsabilidade de proteger os mais vulneráveis”, afirmou.

O secretário também celebrou o lançamento da Declaração das Cataratas, proposta pelo Brasil e aprovada por unanimidade pelas delegações. O documento reafirma o compromisso dos países com a erradicação da exploração sexual infantil e fortalece a cooperação regional.

Leia Também:  Webinários apresentam resultados de avaliações formativas

Sobral destacou ainda a sanção da nova Lei Geral do Turismo (LGT), que passou a incorporar a prevenção da exploração sexual como objetivo da Política Nacional de Turismo. “Também avançamos ao prever punições mais rigorosas para prestadores de serviços que facilitarem esse tipo de crime. É um passo essencial para garantir a proteção da infância no setor”, completou.

Rafael Queiroz, secretário-executivo do GARA, afirmou que o encontro marca um momento-chave para consolidar políticas públicas efetivas. “Nosso objetivo é que cada país implemente ações eficazes de prevenção à exploração infanto juvenil. O GARA oferece suporte para que cada nação desenvolva seus próprios códigos de conduta e estratégias de atuação”, explicou.

Ele destacou que o grupo definiu três eixos de trabalho para os próximos anos: fortalecimento institucional, fortalecimento da governança e desenvolvimento de ações estratégicas. A partir desses eixos, serão foram criados grupos de trabalho temáticos, com prazo até o dia 15 de julho para apresentarem propostas concretas.

Para a coordenadora-geral de Turismo Sustentável e Responsável do MTur, Carolina Fávero, o momento foi fundamental para alinhar diretrizes e promover o engajamento entre os participantes. “O mais importante foi o compartilhamento de informações. Muitos são novos no grupo, então era essencial garantir que todos estivessem na mesma página para seguirmos juntos, conhecendo nossas visões e objetivos comuns”, afirmou.

Leia Também:  Hidrovias conectam comunidades e sustentam a logística da região Norte

Ela ainda destacou o simbolismo de o Brasil sediar a reunião após duas décadas da criação do GARA. “Para o Brasil, foi uma oportunidade de reafirmar seu papel de protagonista nessa pauta. Fomos nós que propusemos a criação do grupo e, agora, 20 anos depois, promovemos um encontro de altíssimo nível. Saímos fortalecidos e reconhecidos como referência”, avaliou.

Sobre o Movimento Turismo que Protege, Carolina disse que a iniciativa foi bem recebida pelos países presentes e poderá, futuramente, ser adotada pelo GARA como ação coletiva. “É uma proposta que fortalece o grupo. Quando os países atuam juntos, ganhamos força. A ideia é construir algo compartilhado, ampliando o alcance da prevenção.”

Por Lívia Albernaz 

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo 

Fonte: Ministério do Turismo

Propaganda

NACIONAL

Fachin dá 24 horas para Mendonça retirar sigilo de documentos do caso Master

Presidente do STF acolheu pedido da PGR e determinou liberação de documentos relacionados à investigação da Operação Compliance Zero

Publicados

em

 

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Edson Fachin, determinou nesta sexta-feira (11) que o ministro André Mendonça, relator do caso Master, retire o sigilo de documentos relacionados à investigação. A decisão estabelece prazo de 24 horas para que o material seja encaminhado à Presidência e aos gabinetes dos demais ministros da Corte.

A determinação atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que solicitou acesso aos procedimentos relacionados à Petição 15.556 e à chamada Operação Compliance Zero. Na decisão, Fachin acolheu o requerimento e determinou que Mendonça encaminhe os documentos aos demais integrantes do Supremo.

O gabinete de Mendonça foi notificado da ordem às 16h25 desta sexta-feira. Com isso, o prazo para cumprimento da determinação termina no mesmo horário de sábado (12). Fachin, porém, estabeleceu uma exceção para diligências que estejam em andamento ou ainda não tenham sido realizadas e cuja divulgação possa comprometer a efetividade das investigações.

A Petição 15.556 reúne documentos e apurações relacionados à Operação Compliance Zero e ao caso Master. Ao acolher o pedido da PGR, Fachin determinou o compartilhamento dos procedimentos vinculados à investigação principal e o levantamento do sigilo dos autos, preservando apenas as diligências cuja divulgação possa prejudicar as apurações.

Leia Também:  Semana Nacional da EPT recebeu 30 mil visitantes

A PGR argumentou que a divulgação de apenas parte dos documentos poderia criar uma percepção equivocada de transparência. O órgão afirmou ainda que a relação de documentos anteriormente disponibilizada pelo relator não incluía diversos procedimentos relacionados ao núcleo principal da investigação da Operação Compliance Zero.

O pedido foi assinado pelo vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho. Ele e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, deverão atuar conjuntamente no caso.

O episódio também envolve um pedido do ministro Cristiano Zanin, que solicitou acesso a uma mídia específica relacionada ao caso Master. Segundo Zanin, o material é necessário para a análise de requerimentos apresentados pela PGR, que deverão ser apreciados pelo tribunal na próxima semana.

Outro ministro que se manifestou sobre o assunto foi Alexandre de Moraes. Ele defendeu o levantamento integral do sigilo dos procedimentos relacionados ao caso Master e criticou o que classificou como uma retirada seletiva dos documentos. Segundo Moraes, 180 documentos e arquivos digitais teriam sido excluídos do conjunto disponibilizado aos ministros, o que, na avaliação dele, prejudicaria a análise completa dos fatos investigados.

Leia Também:  Enem 2025: mais de 68 mil inscritos do Rio de Janeiro são concluintes do ensino médio público

Moraes também pediu que duas petições relacionadas ao caso sejam julgadas em conjunto. Uma delas trata de mensagens trocadas entre o ministro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, enquanto a outra reúne relatórios sobre a atuação de Mendonça em investigações.

A nova determinação de Fachin ocorre após Mendonça retirar, na quinta-feira (10), o sigilo de parte das principais apurações envolvendo o Banco Master e Vorcaro. Agora, com a decisão do presidente do STF, o acesso aos procedimentos deverá ser ampliado entre os ministros da Corte, enquanto permanecem sob sigilo apenas as diligências que possam ser comprometidas pela divulgação.

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA