NACIONAL

Webinários apresentam resultados de avaliações formativas

O Ministério da Educação (MEC) encerrou nesta quinta-feira, 7 de agosto, uma série de quatro webinários para apresentar os resultados do segundo ciclo da Avaliação Contínua da Aprendizagem do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA) e do Pacto Nacional pela Recomposição das Aprendizagens. Os encontros contaram com a participação de professores, coordenadores pedagógicos, gestores escolares, equipes técnicas das secretarias de educação, universidades, articuladores da Rede Nacional de Articulação de Gestão, Formação e Mobilização (Renalfa) e especialistas em educação.   

O último encontro da série abordou os  resultados dos testes de matemática do CNCA  e contou com a participação do diretor de Monitoramento, Avaliação e Manutenção da Educação Básica, Valdoir Pedro Wathier, que declarou que “é muito importante a gente conseguir entregar aquilo que se constitui como direito de aprendizagem nos tempos que essas crianças e esses jovens nos entregam de dedicação das suas vidas nas escolas”. 

Encontros – A série de webinários teve início na segunda-feira, 4 de agosto, e abordou os resultados de língua portuguesa nos anos finais. O encontro teve a participação da coordenadora-geral de Estratégia da Educação Básica, Ana Valéria da Silva Dantas, que destacou que a estratégia de acompanhamento e avaliação é uma das ações que compõe o Pacto Nacional pela Recomposição das Aprendizagens. “Essa é uma avaliação formativa que vai acompanhando progressivamente a evolução acadêmica dos nossos estudantes. Essa é uma informação muito importante pra que, efetivamente, a gente consiga realizar a recomposição e apoiar nossos estudantes na apropriação e na consolidação das habilidades e competências que eles precisam construir”. A coordenadora também apresentou o encontro sobre os resultados de ciências da natureza e matemática nos anos finais

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Os resultados dos testes de língua portuguesa do CNCA foram apresentados no segundo encontro da série, que ocorreu no dia 5 de agosto. No debate, o diretor de Monitoramento, Avaliação e Manutenção da Educação Básica, Valdoir Wathier, pontuou que a alfabetização é um projeto contínuo e que a cada momento se aprende uma palavra nova, um idioma novo, se familiarizando com pronúncias antes desconhecidas. “Claro que acontece de forma muito mais acentuada no primeiro e no segundo anos do ensino fundamental, mas precisamos vê-la como um processo contínuo e, como um processo contínuo, não podemos reduzi-lo a um momento de avaliação. A gente precisa acompanhar esse processo e nada melhor para acompanhar isso do que com avaliações formativas, que vão ajudando gestores e professores a entenderem como as aprendizagens estão acontecendo, positiva ou negativamente”.  

Na quarta-feira, 6 de agosto, foi a vez de apresentar os resultados das áreas de ciências da natureza e matemática nos anos finais, como parte do Ciclo II da Avaliação Contínua da Aprendizagem. O evento apresentou uma análise técnica dos dados e propôs caminhos pedagógicos para apoiar professores e redes de ensino na recomposição das aprendizagens, a partir dos diferentes níveis identificados. O encontro teve a presença da coordenadora-geral de Estratégia da Educação Básica, Ana Valéria da Silva Dantas, que destacou a importância de os professores e gestores compreenderem os resultados e, a partir deles, tomarem as melhores decisões pedagógicas.   

A série de encontros integram o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada e o Pacto Nacional pela Recomposição das Aprendizagens, que são políticas estratégicas coordenadas pelo MEC para apoiar estados e municípios na garantia da alfabetização das crianças e na superação das defasagens educacionais ampliadas durante a pandemia. A ação fortalece a implementação integrada de políticas públicas estratégicas voltadas à garantia do direito à aprendizagem. Os dados apresentados nos webinários servirão como subsídios técnicos e pedagógicos para orientar o planejamento de intervenções nas redes de ensino nos anos iniciais e finais do ensino fundamental.   

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A série de transmissões foi organizada em parceria com o Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (CAEd) e a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). A iniciativa também conta com o apoio da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e do Conselho Nacional de Secretários de Educação das Capitais (Consec).   

Recomposição – O Pacto Nacional pela Recomposição das Aprendizagens é uma política pública instituída pelo Decreto nº 12.391/2025, que articula esforços entre União, estados, Distrito Federal e municípios para enfrentar as defasagens de aprendizagens dos estudantes da educação básica. A iniciativa tem como prioridade o atendimento a estudantes com maiores defasagens de aprendizagem, assegurando o seu direito à aprendizagem com equidade.   

Criança Alfabetizada – O Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA) é realizado em regime de colaboração entre a União e os entes federados. O objetivo é garantir que 100% das crianças brasileiras estejam alfabetizadas ao final do 3º ano do ensino fundamental, conforme previsto na Meta 5 do Plano Nacional de Educação (PNE). O programa busca, ainda, garantir a recomposição das aprendizagens, com foco na alfabetização de 100% das crianças matriculadas entre o 3º e o 5º ano, tendo em vista o impacto da pandemia para esse público.     

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB 

Fonte: Ministério da Educação

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MEC lança curso de IA para professores do ensino fundamental

O Ministério da Educação (MEC) lançou, nesta sexta-feira, 26 de junho, o curso “IA na prática docente: uso ético, criativo e pedagógico – ensino fundamental”. A iniciativa integra as ações da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec) e reforça o compromisso do governo federal com a qualificação dos professores para o uso ético e pedagógico das tecnologias digitais nas escolas públicas brasileiras. 

O curso é uma iniciativa da Secretaria de Educação Básica (SEB) em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), e é totalmente gratuito. A formação está disponível na Plataforma Mais Professores – ambiente virtual de aprendizagem do MEC. 

A iniciativa amplia uma ação que já apresentou resultados: em abril deste ano, o MEC disponibilizou a versão do curso voltada ao ensino médio, que alcançou mais de 22 mil cursistas – dado que evidencia o interesse crescente dos educadores pelo tema. Agora, os docentes dos anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano) também contam com uma formação estruturada e alinhada à realidade de suas turmas. 

Além de professores regentes, o conteúdo é voltado para os demais profissionais da educação, estudantes de pedagogia e de licenciaturas, coordenadores pedagógicos e demais profissionais da educação interessados em integrar a inteligência artificial (IA) às práticas pedagógicas de forma crítica e responsável. 

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Módulos – O curso está organizado em cinco módulos que articulam fundamentos conceituais, aspectos técnicos, implicações éticas e aplicações pedagógicas da IA. São eles: 

  • 1. Introdução à inteligência artificial: fundamentos históricos, conceituais e técnicos da inteligência artificial. Serão abordados temas como evolução da tecnologia, dados, algoritmos, aprendizado de máquina, redes neurais, ciclo de vida dos sistemas de IA e interação humano-IA. 
  • 2. Letramento em IA: parte de três eixos estruturantes, que são letramento em dados, letramento em algoritmos e letramento em modelos. Serão discutidos curadoria de dados, vieses, aprendizagem supervisionada e não supervisionada, funcionamento dos modelos de IA e suas limitações.  
  • 3. Sociedade e inteligência artificial: impactos da IA no mundo do trabalho, nas dinâmicas sociais e na sustentabilidade ambiental. Serão discutidos temas como indústria 5.0, equipes mistas humano-máquina, IA centrada no planeta, desigualdades e implicações políticas e sociais da adoção dessas tecnologias. O objetivo é ampliar a compreensão sobre o papel da escola na formação cidadã em uma sociedade digital. 
  • 4. Elementos pedagógicos: aplicação pedagógica da IA, com destaque para a IA generativa. Serão exploradas práticas como uso de chatbots, geração de textos, imagens, músicas e podcasts, elaboração de planos de aula, produção de avaliações acessíveis e revisão de textos.  
  • 5. Referencial curricular: referencial curricular proposto para a adoção da inteligência artificial na educação básica. Serão discutidas as dimensões, competências e habilidades organizadas para o ensino fundamental II e ensino médio, bem como orientações para implementação prática. 
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Diretrizes – A proposta formativa está alinhada ao referencial lançado pela Secretaria de Educação Básica, intitulado “Inteligência Artificial na Educação Básica: documento orientador sobre caminhos curriculares e práticas éticas de uso de IA nas escolas”. O documento trata sobre os conhecimentos, aprendizagens e dinâmicas significativas de uso da inteligência artificial na educação básica, assim como os usos que não contribuem com o processo de ensino e aprendizagem. 

Esse curso foi produzido no âmbito da implementação do projeto Escolas Abertas Habilitadas por meio das Tecnologias para Todos, desenvolvido globalmente pela Unesco com apoio da Huawei. Na primeira fase, o projeto foi realizado no Egito, na Etiópia e em Gana; já a segunda fase (2024, 2025, 2026) ocorre no Brasil e na Tailândia, com continuação no Egito. No Brasil, o projeto é implementado em parceria com o Ministério da Educação (MEC) e contribui para o avanço das políticas de educação digital e midiática, tendo como foco a formação de professores em competências digitais. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB  

Fonte: Ministério da Educação

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