NACIONAL
Fórum Nacional de Transição Energética aprova regimento interno
O Fórum Nacional de Transição Energética (Fonte) aprovou, nesta sexta-feira (30/1), durante reunião extraordinária, o seu regimento interno. O documento foi elaborado a partir de um processo de consulta direta aos membros do Fórum e estabelece diretrizes que orientarão a elaboração da carta de recomendações a ser encaminhada ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).
O secretário Nacional de Transição Energética e Planejamento, Gustavo Ataide, destaca que o processo de consolidação do regimento foi pautado pela escuta ativa do plenário. “O MME, por meio do Departamento de Transição Energética, tem atuado para assegurar um espaço permanente de debate e participação, promovendo a construção coletiva de soluções para o avanço da transição energética no país. Sendo assim, o documento resulta de um esforço conjunto entre governo, setor produtivo e sociedade civil”, afirmou.
Para a elaboração do regimento interno, foi disponibilizado um formulário para a coleta de contribuições no período de 4 a 24 de novembro de 2025, por meio do qual foram recebidas 122 sugestões de 23 instituições. Em dezembro, o Ministério de Minas e Energia (MME) realizou um webinar com o objetivo de debater as propostas apresentadas e consolidar o texto-base. Nesta oportunidade, foram colhidas mais 21 contribuições de 8 instituições.
O objetivo central de um regimento interno para um fórum consultivo é estabelecer regras claras e previsíveis, garantindo um funcionamento ordenado, transparente e eficiente. O regimento deve estar em conformidade com a legislação que instituiu o fórum, definindo a estrutura organizacional e as responsabilidades dos membros. O documento também estabelece as competências do Fórum e os procedimentos para debates e deliberações. Dessa forma, assegura a participação justa de todos os envolvidos.
Na reunião também foram debatidas as Câmaras Temáticas e os próximos passos do Fórum.
Criado pelo MME no âmbito da Política Nacional de Transição Energética (PNTE), o Fonte visa à promoção do debate plural e democrático sobre a transição energética no Brasil. O novo regimento irá orientar como o plenário deve atuar no apoio à formulação, implementação e monitoramento da PNTE e do Plano Nacional de Política Energética (Plante).
Confira abaixo a composição e o funcionamento do Fórum:

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: [email protected]
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NACIONAL
MEC amplia prazo de participação no Diagnóstico de Equidade Racial
O Ministério da Educação (MEC) ampliou o prazo de participação no Diagnóstico Equidade 2026. Agora, redes estaduais e municipais de ensino terão até o dia 15 de julho para preenchimento e envio das informações. O Diagnóstico faz parte da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq) e está disponível no módulo Pneerq do Sistema Integrado de Monitoramento Execução e Controle do Ministério da Educação (Simec). Até o momento, 89% dos questionários foram enviados (totalizando 4.967 municípios e 23 estados); 2% de preenchimento em andamento e 8% de questionários não foram iniciados.
O Diagnóstico tem o objetivo de mapear os avanços e desafios das redes na implementação da Lei nº 10.639/2003, alterada pela Lei nº 11.645/2009, que tornou obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira, africana e indígena nas escolas.
O mapeamento busca subsidiar políticas públicas voltadas à superação das desigualdades étnico-raciais e do racismo nas escolas. O diagnóstico também tem a proposta de monitorar a implementação da educação para as relações étnico-raciais (Erer), da educação escolar quilombola (EEQ) e da educação escolar indígena (EEI) nas redes públicas de ensino de todo o Brasil.
Os eixos do diagnóstico estão organizados em dez dimensões temáticas: fortalecimento do marco legal; formação de gestores e profissionais da educação; gestão educacional; materiais didáticos e paradidáticos; currículo; financiamento; indicadores, avaliação e monitoramento; gestão democrática e mecanismos de participação social; educação escolar quilombola; e educação escolar indígena.
Pneerq – A Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola, criada pela Portaria nº 470/2024, objetiva implementar ações e programas educacionais voltados à superação das desigualdades étnico-raciais e do racismo nos ambientes de ensino, bem como à promoção da política educacional para a população quilombola.
São compromissos dessa política: estruturar um sistema de metas e monitoramento; assegurar a implementação do art. 26-A da Lei nº 9.394/1996; formar profissionais da educação para gestão e docência no âmbito da educação para relações étnico-raciais (Erer) e da educação escolar quilombola (EEQ); induzir a construção de capacidades institucionais para a condução das políticas de Erer e EEQ nos entes federados; reconhecer avanços institucionais de práticas educacionais antirracistas; contribuir para a superação das desigualdades étnico-raciais na educação brasileira; consolidar a modalidade educação escolar quilombola, com implementação das Diretrizes Nacionais; e implementar protocolos de identificação e resposta ao racismo nas escolas (públicas e privadas).
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi
Fonte: Ministério da Educação
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