ELEIÇÕES 2026

Fábio Garcia desiste de disputar vice de Pivetta e deve buscar novo mandato na Câmara

Deputado federal deverá anunciar decisão nesta terça-feira; escolha do novo nome para a vice-governadoria ficará sob responsabilidade de Pivetta

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O deputado federal Fábio Garcia (União Brasil) deverá anunciar nesta terça-feira (11) a decisão de não disputar o cargo de vice-governador na chapa encabeçada por Otaviano Pivetta (Republicanos). Com a mudança, Garcia deverá concentrar sua atuação eleitoral na busca pela manutenção de sua cadeira na Câmara dos Deputados.

A definição ocorre após uma série de conversas entre as principais lideranças que integram o grupo político do governador. O entendimento também envolve mudanças na estrutura do Governo do Estado, entre elas a saída de Mauro Carvalho do comando da Casa Civil.

Pivetta terá liberdade para indicar substituto

Com a desistência de Garcia, a escolha do novo candidato a vice-governador deverá ficar a cargo de Otaviano Pivetta, que terá liberdade para avaliar os nomes que poderão integrar a composição.

Entre as alternativas que passaram a ser consideradas estão a deputada federal Gisela Simona (União Brasil), a primeira-dama de Rondonópolis, Alessandra Ferreira (Podemos), e o ex-secretário estadual de Fazenda Rogério Gallo.

A definição ainda depende das articulações políticas e das conversas com os partidos que participam da composição.

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Mudança ocorre após novas conversas

A decisão de Fábio Garcia foi construída a partir de entendimentos envolvendo Pivetta e o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil). As conversas buscaram estabelecer os próximos passos da composição eleitoral para 2026.

Garcia vinha sendo apontado como um dos nomes cotados para ocupar a vice na chapa de Pivetta. Com a nova definição, o parlamentar deverá voltar suas atenções para a disputa proporcional e para a tentativa de permanecer na Câmara dos Deputados.

A alteração também abre espaço para que Pivetta avalie uma nova composição para a chapa majoritária, levando em consideração os diferentes cenários políticos e partidários para a eleição do próximo ano.

Próximos passos

A expectativa agora é pela formalização da decisão de Garcia e pelo início das conversas para definição do novo candidato a vice-governador.

A escolha deverá ser anunciada posteriormente, após as negociações entre Pivetta, os partidos aliados e as demais lideranças que participam da construção da chapa para as eleições de 2026.

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Pivetta cobra Wellington após promessa de renúncia: “Vai renunciar ou mentiu de novo?”  

Governador leva para a reta final da campanha registros de incentivos fiscais concedidos a empresa ligada ao filho do senador; Wellington havia declarado que deixaria a disputa caso fosse comprovado benefício envolvendo familiares diretos

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A política de incentivos fiscais voltou ao centro da disputa pelo Governo de Mato Grosso às vésperas do debate da TV Centro América. O governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), passou a cobrar publicamente Wellington Fagundes (PL) depois que reportagens apontaram benefícios tributários concedidos a empresas com vínculos empresariais com um dos filhos do senador.

Antes do debate, Pivetta publicou nas redes sociais uma provocação ao adversário: “Será que o Wellington vai anunciar a renúncia dele no debate daqui a pouco ou mentiu de novo?”

A cobrança faz referência a uma declaração dada por Wellington no domingo (28). Questionado sobre incentivos fiscais, o senador afirmou que ele, a esposa e os filhos nunca haviam recebido benefício dessa natureza e vinculou sua permanência na disputa à veracidade da afirmação.

“Eu renuncio à minha candidatura se a minha afirmativa não fosse verdade”, declarou Wellington, acrescentando que se referia à sua “família direta”, incluindo mulher e filhos.

O ponto de confronto surgiu com os registros envolvendo a Zootec Indústria e Comércio de Produtos Agropecuários Ltda. Segundo levantamento baseado em informações da Secretaria de Estado de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz-MT), a empresa registrou R$ 1.081.177,90 em benefícios fiscais de ICMS entre 2019 e 2025.

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Consulta ao Quadro de Sócios e Administradores citada pelas reportagens aponta que a Zootec tem entre seus integrantes societários a João Antônio Fagundes Participações Ltda., cujo representante é João Antonio Fagundes Neto, filho de Wellington. A empresa tem sede em Rondonópolis e atua principalmente na fabricação de alimentos para animais.

Há, porém, uma distinção importante: os registros apontam benefícios fiscais concedidos à pessoa jurídica vinculada empresarialmente ao filho de Wellington, e não pagamento direto do incentivo à pessoa física de João Antonio Fagundes Neto. Os documentos, por si só, também não demonstram irregularidade na concessão do benefício.

O caso ganha peso político justamente pelo alcance da declaração feita pelo próprio candidato do PL, que mencionou expressamente os filhos ao prometer renunciar caso sua afirmação sobre os incentivos fosse desmentida.

Vice também entrou na discussão

A controvérsia começou a ganhar força quando Wellington foi questionado sobre empresas relacionadas ao candidato a vice-governador de sua chapa, Reinaldo Morais (Novo). Levantamento publicado pelo Olhar Direto aponta pelo menos R$ 96,7 milhões em renúncias de ICMS entre 2019 e 2025 envolvendo empresas declaradas por Reinaldo à Justiça Eleitoral.

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Wellington sustentou que o caso de seu vice seria diferente porque Reinaldo construiu sua trajetória empresarial antes de ingressar na política e afirmou que sua crítica está relacionada ao eventual uso de influência política para obtenção de benefícios.

O próprio Wellington também vem usando o tema para atacar Pivetta. Em setembro, afirmou que a Natural Pork Alimentos S.A., apontada por ele como historicamente ligada ao governador, acumulou cerca de R$ 491,97 milhões em renúncias fiscais entre 2019 e 2025. Na ocasião, Wellington igualmente disse que renunciaria caso os dados apresentados por ele não fossem verdadeiros.

Agora, na reta final da eleição, a discussão sobre incentivos fiscais deixa o campo exclusivamente econômico e se transforma em um dos confrontos políticos entre as duas campanhas. Pivetta tenta colocar Wellington diante da promessa pública de renúncia, enquanto Wellington sustenta críticas ao modelo de concessão de benefícios adotado pelo Estado.

Com o debate da TV Centro América, a expectativa é que os dois candidatos sejam novamente confrontados com os números, os vínculos empresariais apontados nos registros e, principalmente, com as declarações que cada um fez publicamente durante a campanha.

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