NACIONAL

Clínica veterinária da Unir oferece atendimentos gratuitos

Desde o início do ano, a população de Rolim de Moura, em Rondônia (RO), passou a contar com um novo serviço de clínica veterinária, oferecido pela Universidade Federal de Rondônia (Unir). A unidade é voltada ao ensino prático dos estudantes e realiza atendimentos a animais dos mais variados portes, de cães e gatos a vacas e cavalos. O trabalho da clínica é dividido em três vertentes: formar profissionais capacitados e preparados para o mercado; fazer o controle populacional de animais e reduzir as zoonoses; e promover campanhas de conscientização da população para a posse responsável.

Encarregada do funcionamento da clínica, a professora Mayra Araguaia explicou como o espaço mudou a realidade do ensino e das atividades para estudantes e professores. Segundo ela, “a inauguração da unidade representou uma mudança para as atividades do campus, principalmente porque permitiu que todas as obrigações dos estudantes ficassem concentradas em um único lugar. Antes, eles precisavam se deslocar com os professores para clínicas parceiras para conseguir fazer exames, cirurgias e demais procedimentos. Agora, eles conseguem fazer tudo na faculdade, o que facilita a organização do trabalho e melhora o aprendizado”.

Para a aluna do 7° período de medicina veterinária, Giovana Holanda, a clínica permite colocar em prática os conhecimentos teóricos que recebe em sala de aula. “Nós temos uma rotina de atendimentos que nos permite realizar, em média, cerca de 25 atendimentos ambulatoriais e aproximadamente dez procedimentos cirúrgicos por semana, de animais domésticos e silvestres. A clínica possibilita que a gente aprenda sobre toda a rotina de um atendimento, desde o exame pré-operatório e a preparação do paciente até a anestesia, os cuidados de antissepsia e o pós-operatório”, completou. 

Veterinária
Atendimento a ave silvestre na clínica veterinária da Unir. Foto: Divulgação/Unir
Leia Também:  MME apresenta resultados pioneiros de energia solar na indústria de bebidas

Ela também ressaltou a importância da clínica no crescimento dos estudantes como pesquisadores. Como exemplo, ela destacou a iniciativa que utiliza a pele do peixe tambaqui no tratamento de feridas em cães e gatos. Esse tratamento é uma alternativa utilizada em feridas de difícil cicatrização e feridas extensas, principalmente aquelas em que não é possível fazer uma cirurgia reconstrutiva, já que a pele apresenta grande quantidade de colágeno e de fibras espessas. Por ser uma espécie nativa, o uso do tambaqui também é uma iniciativa sustentável, já que a pele é um subproduto pouco utilizado da indústria do pescado.

Serviços oferecidos – Neste primeiro momento, a clínica está funcionando com uma capacidade reduzida, mas já oferece serviços gratuitos nas seguintes áreas: clínicas médicas de cães e gatos, de animais silvestres e de grandes animais ou de produção; laboratórios de patologia clínica, de biologia molecular e parasitologia e de reprodução animal; bromatologia; atendimento domiciliar; internação; e cirurgia. Está prevista a ampliação da estrutura da unidade até o início do próximo ano.

Leia Também:  MME abre consulta pública para antecipação de contratos e reforço da segurança do SIN

Além dos serviços descritos, os profissionais da clínica realizam diversos projetos de extensão no local, como a castração de animais com tutores de baixa renda; o atendimento a animais lotados no centro de zoonoses, no qual são feitos os serviços de check-up geral, exames médicos, castração e microchipagem, com a finalidade de deixar o animal pronto para ser adotado; e a parceria com os bombeiros, que oferece atendimento 24 horas para resgate de animais silvestres que sofreram algum tipo de acidente.

Clínicas Veterinárias – Assim como a Unir, diversas outras universidades federais de todo o país oferecem serviços de clínica veterinária. Na maioria dos casos, o serviço é 100% gratuito, mas, em outros, os tutores precisam arcar com alguns custos, como exames de sangue e remédios. Para ter mais informações sobre as formas de atendimento e os serviços prestados é preciso entrar em contato com as universidades.

Universidades Federais – Para enviar as iniciativas e atividades desenvolvidas em sua instituição, basta responder ao formulário da Secretaria de Educação Superior (Sesu) do MEC. Nele, as universidades devem incluir um texto explicativo sobre o projeto e sua relevância para o atendimento público, bem como fotos e vídeos que ajudem a ilustrar as atividades.

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu)

Fonte: Ministério da Educação

Propaganda

NACIONAL

Mercado Livre de Energia: entenda como funciona a migração e as regras para contratação de energia

O Mercado Livre de Energia é a modalidade em que os consumidores habilitados podem escolher de quem comprar energia elétrica e negociar condições contratuais diretamente com fornecedores, geradores ou comercializadores, ampliando a competitividade. Nesse ambiente, é possível definir aspectos como preço, quantidade de energia contratada, prazo de fornecimento, forma de pagamento e, em alguns casos, a origem da energia adquirida.

Todos os consumidores conectados em média e alta tensão, classificados no Grupo A (tensão igual ou superior a 2,3 kV), já estão aptos a migrar. Se a carga individual do consumidor for menor que 500 kW, a participação exige a intermediação de um agente varejista, que gerencia a compra e assume a representação do consumidor junto à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Esse formato simplifica toda a gestão da comercialização no mercado livre para consumidores com pequenas cargas.

No Brasil, a comercialização ocorre em dois ambientes:

  • Ambiente de Contratação Regulada (ACR) – A energia é fornecida pelas distribuidoras com condições definidas pela regulação setorial.
  • Ambiente de Contratação Livre (ACL) – As condições comerciais são negociadas entre compradores e vendedores.

Como funciona a contratação?

Leia Também:  MME abre consulta pública para antecipação de contratos e reforço da segurança do SIN

No Mercado Livre de Energia, o fornecimento do serviço da entrega da energia para o consumidor continua utilizando a rede da distribuidora local, que permanece responsável pela entrega e manutenção do serviço de energia elétrica. A diferença está no modelo comercial, o consumidor segue pagando pelo uso da rede de distribuição (fio), mas ganha a liberdade de negociar o preço e as condições da energia diretamente com geradores, comercializadores ou produtores independentes.

Essa modalidade envolve diferentes agentes do setor elétrico:

  • Geradores – Responsáveis pela produção da energia elétrica;
  • Comercializadores – Realizam a compra e venda da energia;
  • Consumidores livres e especiais – Empresas e unidades consumidoras habilitadas a contratar energia no ACL;
  • Distribuidoras – Responsáveis pela operação e manutenção das redes de distribuição; e
  • Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – Entidade responsável pelo registro dos contratos e pela contabilização e liquidação das operações de mercado.

Quando os consumidores de baixa tensão poderão migrar?

A partir do final de 2027 os consumidores atendidos em baixa tensão (inferior a 2,3 kV), como pequenos estabelecimentos comerciais, propriedades rurais e indústrias de menor porte, hospitais e escolas, poderão exercer o direito de escolha do seu fornecedor de energia, de acordo com o Decreto nº 13.097/2026. Segundo o texto do regulamento, a abertura de mercado ocorrerá nas seguintes datas para esses consumidores: 

  • Em novembro de 2027 – Todos os consumidores industriais e comerciais com qualquer carga e tensão poderão começar a migrar para o mercado livre;
  • Em novembro de 2028 – Para todos os demais consumidores.
Leia Também:  PDDE Equidade: prazo para adesão ampliado até 3/7

O texto estabelece o prazo mínimo para que esses consumidores comuniquem à distribuidora a escolha de um novo fornecedor de energia elétrica, de acordo com as próprias necessidades, e determina as regras que precisarão ser obedecidas para fazer a migração para o Ambiente de Contratação Livre (ACL). Isso inclui requisitos para formalizar a opção, representação por agentes varejistas e prestação de informações aos consumidores. O texto também disciplina o chamado Supridor de Última Instância (SUI), que é quem vai garantir a energia elétrica ao consumidor, caso o novo fornecedor dele tenha algum problema.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | (61) 99129-3578 (fins de semana e feriados)
E-mail: [email protected]

Fonte: Ministério de Minas e Energia

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA