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Energias da Amazônia: mais de 500 mil consumidores já foram beneficiados com as interligações

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Lançado em 2023 pelo Governo do Brasil, o programa Energias da Amazônia já realizou 13 interligações ao Sistema Interligado Nacional (SIN), beneficiando mais de 500 mil consumidores na Amazônia Legal. Com o leilão de sistemas isolados realizado em 2025, foram contratados 50 megawatts de potência, com investimento de R$ 312 milhões, destinados a atender 30 mil pessoas em localidades remotas do Amazonas e Pará. A iniciativa busca acelerar a transição energética em sistemas isolados, substituindo fontes poluentes por soluções renováveis, como energia solar e sistemas híbridos.

Esses avanços do programa estão entre os destaques do Workshop Energias da Amazônia, promovido pelo Ministério de Minas e Energia (MME) nesta terça e quarta-feira (10 e 11/12), em Manaus (AM), junto à Aliança Global de Energia para Pessoas e Planeta (GEAPP) em parceria com a Fundação Amazônia Sustentável (FAS).

O workshop tem como objetivo compartilhar resultados, bem como ouvir representantes locais como atores e contribuintes da política pública. A programação também aprofunda o debate sobre a dimensão social da transição energética justa e inclusiva, além de consolidar lições aprendidas e encaminhamentos para o fortalecimento da bioeconomia amazônica.

Na abertura do evento, a secretária substituta de Transição Energética e Planejamento, Lorena Perim, destacou os avanços desde a implementação do programa com novos instrumentos e a construção de uma governança sólida. “A Amazônia apresenta desafios únicos, logística complexa, custos elevados e grande dispersão territorial, exigindo soluções específicas, integradas e mais sustentáveis. Avançamos na redução do uso de diesel e das suas emissões vinculadas com a melhoria da segurança do suprimento para milhões de brasileiros fora do SIN. O Energias da Amazônia demonstra que a transição energética é possível mesmo onde o atendimento é historicamente mais dificil”, afirmou.

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Segundo a diretora do Departamento de Transição Energética do MME, Karina Araújo, o programa Energias da Amazônia entra agora em uma fase decisiva: transformar planejamento em entregas concretas, consolidar resultados e ampliar, de forma permanente, seu impacto positivo. “Não se trata apenas de tecnologia, mas de melhorar a vida da população. Para isso, contamos com quatro instrumentos legais: os leilões de transmissão, o leilão dos sistemas isolados, a sub-rogação da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) e o Pró-Amazônia Legal, que orientam diferentes ações no horizonte. O foco é fortalecer as sinergias entre políticas públicas, promovendo o desenvolvimento econômico. É um programa que olha para a vida das pessoas”, pontuou.

Confira abaixo as interligações concluídas e previstas no ciclo 2023-2027.

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Workshop Energias da Amazônia 2026

Organizado em quatro blocos temáticos (desafios e oportunidades; planejamento; interligação de Sistemas Isolados e aprimoramentos regulatórios; e aspecto social das políticas públicas), o evento proporciona o diálogo sobre os resultados já alcançados, os desafios enfrentados e os caminhos futuros. A programação destaca os usos produtivos da energia como vetor de geração de renda e de fortalecimento da bioeconomia amazônica.

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O encontro é promovido pelo Ministério de Minas e Energia e pela Aliança Global de Energia para Pessoas e Planeta (GEAPP), como ação do Protocolo de Intenções assinado na COP30, em parceria com a Fundação Amazônia Sustentável (FAS). O workshop conta com a participação da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Agência Nacional de Energia Elétrica(ANEEL), Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Ministério do Meio Ambiente, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), PSR, entre outras instituições parceiras.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: [email protected]


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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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CadEJA integra estratégia de superação do analfabetismo

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O Brasil alcançou a menor taxa de analfabetismo da série histórica, de acordo com os dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). Em 2025, a taxa caiu para 4,9% entre a população com 15 anos ou mais, faixa etária incluída nas políticas de educação de jovens e adultos (EJA) nos estados da Federação. Em 2024, essa taxa era de 5,3%. A superação do analfabetismo no Brasil tem sido trabalhada pelo Ministério da Educação (MEC) por meio de uma série de ações vinculadas ao Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da EJA (Pacto EJA), conjunto de iniciativas colaborativas implementadas com a participação dos entes federativos, incluindo o Cadastro da Educação de Jovens e Adultos (CadEJA), plataforma virtual criada para facilitar o acesso de pessoas que não tiveram a oportunidade de concluir a educação básica na idade regular. 

Segundo o Censo Escolar de 2025, o país registra 2.252.069 estudantes matriculados na EJA, em 29.696 instituições de ensino.  

Instituído pela Portaria nº 275/2026, o CadEJA funciona como uma ponte entre pessoas interessadas em retomar os estudos e as oportunidades de EJA disponíveis. Na plataforma, as pessoas podem manifestar interesse em voltar a estudar e receber orientação para encontrar uma oportunidade de matrícula.  

A iniciativa também organiza a atuação das redes de ensino por meio de quatro diferentes perfis de acesso: usuários, operadores, agentes de cadastro e gestores. 

Usuário – É o estudante com 15 anos ou mais que deseja voltar a estudar. Na plataforma, basta clicar em “Quero voltar a estudar”, preencher os dados solicitados e aguardar o contato de um operador. 

Operador  É o responsável por acompanhar os cadastros realizados, entrar em contato com os usuários e auxiliá-los no encaminhamento para oportunidades de matrícula. 

Para atuar como operador, é necessário acessar o CadEJA utilizando os dados cadastrados na conta gov.br. No sistema, o operador terá acesso às demandas por região e poderá auxiliar os cidadãos no retorno aos estudos. 

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Agente de Cadastro – É o responsável por apoiar pessoas que enfrentam dificuldades para acessar a plataforma e registrar sua demanda por EJA. Esse agente deve ser servidor público em exercício nos governos federal, estadual, distrital ou municipal. Para atuar, é necessário realizar um cadastro individual e assinar um termo de responsabilidade. 

Gestor CadEJA – É o servidor público indicado pelo governo estadual, municipal, distrital ou por uma instituição federal de ensino para gerenciar as demandas de EJA registradas na plataforma. Por meio do gestor, o CadEJA organiza as demandas e facilita o encaminhamento dos interessados às instituições que ofertam a modalidade. 

Confira os números de escolas e matrículas da EJA por unidade da federação (UF) em 2025: 

Escolas da rede pública e privada com matrículas na EJA, por UF (2025) 

UF 

Escolas de EJA 

Matrículas na EJA 

Total de instituições de ensino 

Rede pública 

Total de matrículas nas instituições de ensino 

Rede pública 

Total 

29.696 

28.204 

2.252.069 

2.084.947 

Norte 

4.487 

4.337 

255.014 

233.101 

 Rondônia   

91 

80 

13.038 

12.647 

 Acre   

341 

334 

21.041 

20.535 

 Amazonas   

1.330 

1.315 

56.831 

54.986 

 Roraima   

88 

83 

6.367 

5.575 

 Pará   

2.219 

2.153 

131.380 

119.486 

 Amapá   

173 

161 

15.924 

11.756 

 Tocantins   

245 

211 

10.433 

8.116 

 Nordeste  

16.901 

16.753 

1.205.167 

1.185.878 

 Maranhão   

3.104 

3.070 

134.643 

131.896 

 Piauí   

1.306 

1.293 

98.975 

98.525 

 Ceará   

1.633 

1.603 

148.616 

144.271 

 Rio Grande do Norte   

652 

644 

46.335 

45.221 

 Paraíba   

1.402 

1.384 

89.977 

87.886 

 Pernambuco   

1.608 

1.591 

116.631 

114.429 

 Alagoas   

1.082 

1.078 

108.630 

107.965 

 Sergipe   

481 

477 

33.472 

33.382 

 Bahia   

5.633 

5.613 

427.888 

422.303 

 Sudeste  

5.027 

4.671 

493.690 

459.438 

 Minas Gerais   

1.937 

1.730 

125.517 

118.527 

 Espírito Santo   

317 

308 

31.486 

30.145 

 Rio de Janeiro   

1.145 

1.070 

150.054 

144.197 

 São Paulo   

1.628 

1.563 

186.633 

166.569 

 Sul  

2.287 

1.641 

192.944 

118.872 

 Paraná   

974 

565 

75.543 

42.770 

 Santa Catarina   

474 

393 

46.933 

29.442 

 Rio Grande do Sul   

839 

683 

70.468 

46.660 

 Centro-Oeste  

994 

802 

105.254 

87.658 

 Mato Grosso do Sul   

177 

122 

16.098 

12.573 

 Mato Grosso   

281 

209 

19.978 

12.645 

 Goiás   

413 

359 

46.571 

41.322 

 Distrito Federal   

123 

112 

22.607 

21.118 

Fonte: Censo Escolar da Educação Básica. IBGE/MEC, 2025. 

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Entre as estratégias desenvolvidas pelo MEC para a EJA consta também o Programa Nacional de Formação para a Docência na Educação de Jovens e Adultos (ProfEJA), que contribui para fortalecer a política nacional e aproximar a demanda da oferta educacional existente nas redes de ensino.  

Com o ProfEJA, o MEC cumpre o papel de contribuir para a formação continuada dos profissionais da educação que atuam na EJA e dos educadores populares vinculados ao Programa Brasil Alfabetizado (PBA) e a outras iniciativas voltadas à alfabetização de pessoas com 15 anos ou mais, conforme a Portaria nº 38/2026.  

Pacto EJA – O Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da EJA é uma política pública que tem como objetivos superar o analfabetismo e elevar a escolaridade de jovens, adultos e idosos; ampliar as matrículas da EJA nos sistemas públicos de ensino, inclusive entre os estudantes privados de liberdade; e ampliar a oferta da EJA integrada à educação profissional. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi)

Fonte: Ministério da Educação

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