ECONOMIA

6ª Reunião do FNEC debate reciclagem veicular e descomissionamento de plataformas e navios

A secretária de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria (SEV) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Julia Cruz, presidiu, na quinta-feira (07), a 6ª Reunião Ordinária do Fórum Nacional de Economia Circular (FNEC). Instituído em 2024, o colegiado reúne 46 instituições dos setores público e privado, além de organizações da sociedade civil, para discutir políticas e estratégias voltadas à economia circular no Brasil.

Com uma pauta composta por 15 itens, a reunião teve como destaque os debates sobre reciclagem veicular, contemplando instrumentos de reciclagem antecipada de materiais, e sobre descomissionamento e reciclagem de plataformas off-shore e navios.

Entre os temas apresentados estiveram os aspectos regulatórios e ambientais da Lei nº 14.902/2024 e do Programa Mover, além da criação de instrumentos econômicos voltados à circularidade no setor automotivo, como os créditos URV, baseados em lastro físico e rastreabilidade da reciclagem veicular.

A SEV/MDIC apresentou as perspectivas para o desenvolvimento de uma cadeia nacional de reciclagem naval e offshore, com potencial para geração de empregos qualificados, atração de investimentos e redução de emissões de carbono. As análises seguem em estudo por meio de grupo de trabalho instituído no âmbito do Fórum. O GT discutiu a adequação do marco regulatório brasileiro aos padrões internacionais da Convenção de Hong Kong, a ampliação da infraestrutura nacional para recebimento de navios e plataformas e a integração da reciclagem à indústria siderúrgica.

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“A economia circular é estratégica para a Nova Indústria Brasil. Estamos construindo instrumentos regulatórios e econômicos capazes de estimular inovação, competitividade e sustentabilidade em setores-chave da indústria nacional”, afirmou a secretária Julia Cruz.

Durante a reunião, também foram apresentados informes sobre a publicação da portaria que atualizou a composição do Fórum, projetos de industrialização de cooperativas, a assinatura de acordo de cooperação técnica no âmbito do projeto Inter Redes, além de atualizações sobre indicadores de economia circular e relatório MDIC-PNUMA sobre a integração da circularidade às NDCs. O encontro ainda destacou o evento Brasília Finlândia Circular: Impulsionando o Crescimento Sustentável no Brasil, que será realizado no dia 13 de maio, na ENAP.

Acesse a página do Fórum.

Confira, na íntegra, a pauta completa da reunião.

Clique aqui para acessar o álbum de fotos.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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ECONOMIA

Promulgado o acordo para facilitar comércio e reduzir burocracia entre países do Mercosul

Foi promulgado nesta sexta-feira (08/05), o Acordo sobre Facilitação do Comércio do Mercosul, que garante validade jurídica e aplicação do tratado no território brasileiro. O Decreto nº 12.958, de 7 de maio de 2026, foi publicado no Diário Oficial da União

O acordo já estava em vigor no plano internacional para Brasil e Argentina desde 9 de fevereiro de 2026. Com a promulgação, o tratado passa agora a produzir efeitos também no plano interno brasileiro. Na prática, significa que as regras do acordo podem ser aplicadas perante a administração pública e o Poder Judiciário brasileiro.

O compromisso estabelece medidas para simplificar e agilizar operações de importação, exportação e trânsito de mercadorias entre os países do Mercosul, com foco em redução de burocracia, maior transparência, harmonização de procedimentos e cooperação entre autoridades aduaneiras.

A iniciativa aproxima o Mercosul das melhores práticas internacionais em facilitação de comércio, em linha com os compromissos assumidos no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC), e fortalece a integração regional por meio de procedimentos mais simples, transparentes e previsíveis.

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Entre os instrumentos previstos estão o uso de tecnologias da informação, gestão de riscos, integração entre órgãos de fronteira, tramitação eletrônica de documentos e consultas periódicas com o setor privado.

A medida também está alinhada aos esforços conduzidos pelo governo brasileiro para modernização do comércio exterior, digitalização de processos e redução do chamado “Custo Brasil”.

A diretora do Departamento de Promoção das Exportações e Facilitação do Comércio (DPFAC) da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do MDIC, Janaína Batista Silva, afirmou que a promulgação representa mais um avanço na agenda de integração econômica do Mercosul e fortalece a previsibilidade para empresas que atuam no comércio regional.

“A entrada em vigor do acordo no plano interno reforça o compromisso do Brasil com a modernização do comércio exterior e com a construção de um ambiente mais transparente, eficiente e integrado no Mercosul. A medida reduz burocracias, amplia a segurança jurídica e facilita as operações para empresas que exportam e importam na região”, afirmou Janaína.

Mercosul e indústria brasileira

O comércio regional possui relevância estratégica para o Brasil, especialmente por concentrar exportações de maior valor agregado e maior participação da indústria de transformação. Em 2025, a corrente de comércio brasileira com os parceiros do Mercosul foi de US$ 44 bilhões, com saldo positivo de US$ 7,3 bilhões para o Brasil. Do total exportado pelo país ao bloco, 91,8% correspondem a produtos da indústria de transformação.

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Ao promover maior previsibilidade, transparência e eficiência nos processos administrativos e aduaneiros, o acordo cria condições mais favoráveis para a integração das cadeias regionais de valor, fortalecimento da integração produtiva e ampliação do fluxo comercial no Mercosul.

A redução de custos administrativos e de entraves operacionais tende a beneficiar especialmente micro, pequenas e médias empresas, ampliando sua capacidade de participação no comércio regional.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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