POLÍTICA MT
TV Assembleia expande sinal digital e fortalece comunicação pública em Rondonópolis e Sapezal
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) passou a integrar oficialmente a Rede Legislativa nos municípios de Rondonópolis e Sapezal, com a inauguração do sinal digital da TV Assembleia. As solenidades marcaram um avanço na democratização da comunicação pública, ampliando o acesso da população aos conteúdos institucionais do Parlamento estadual.
Em Rondonópolis, a inauguração ocorreu nesta quinta-feira (7), na Universidade Federal de Rondonópolis (UFR). Representando a ALMT, o secretário adjunto de Comunicação, José Marques Pereira Júnior, participou da cerimônia ao lado do superintendente da TV Assembleia de Mato Grosso (TVAL), Jaime Fernandes Costa Neto, além de autoridades locais, representantes da comunicação pública e instituições parceiras. O evento também marcou a inauguração da UFR TV, nova emissora pública educativa vinculada à Universidade Federal de Rondonópolis.
Com a implantação da Rede Legislativa, os moradores de Rondonópolis passam a contar com o sinal digital aberto da TV Assembleia MT no canal 10.2, além das transmissões da TV Câmara, TV Senado e TV Câmara Municipal. A iniciativa fortalece a transparência das ações legislativas e aproxima a população dos debates e decisões do Parlamento mato-grossense.
A chegada da programação da TV Assembleia ao município amplia o alcance das atividades desenvolvidas pela ALMT, incluindo sessões plenárias, audiências públicas, debates, programas jornalísticos e conteúdos institucionais voltados à cidadania e à prestação de serviços à população.
Foto: GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
O secretário adjunto de Comunicação da ALMT, José Marques, destacou o caráter histórico da expansão da comunicação pública por meio do Programa Brasil Digital e ressaltou o esforço da Assembleia Legislativa para levar a comunicação institucional a todas as regiões do estado.
“Esse é um momento muito especial, muito histórico, com a expansão da comunicação pública através do Brasil Digital. Nós, da Secretaria de Comunicação da Assembleia Legislativa, temos um trabalho muito árduo de levar a comunicação institucional até os quatro cantos de Mato Grosso. Já chegamos a 49 municípios e Rondonópolis é um município muito importante. Essa parceria com a Câmara de Vereadores, com a UFR TV e com o Brasil Digital é um momento muito especial para nós”, afirmou.
José Marques também destacou a importância da televisão pública para incentivar a participação popular junto ao Poder Legislativo e aproximar a comunidade acadêmica da população.
“A comunicação institucional acontece na TV, no rádio e em outros meios, mas principalmente na televisão, que é importante para incentivar a participação da população junto às decisões do Legislativo. A UFR TV também terá um papel fundamental ao mostrar o trabalho acadêmico e aproximar a população acadêmica de Rondonópolis e de toda a região de Mato Grosso”, declarou.
O deputado estadual Sebastião Rezende (União) destacou a importância da expansão do sinal da TV Assembleia para o interior do estado e afirmou que a iniciativa aproxima a população do trabalho desenvolvido pelos parlamentares.
“A descentralização do sinal da TV Assembleia permite que a população mato-grossense acompanhe mais de perto as ações dos deputados e os debates da Assembleia Legislativa, que é a grande caixa de ressonância da sociedade. Quero parabenizar a Mesa Diretora, a equipe da TV Assembleia e a Secretaria de Comunicação por esse trabalho de expansão para os municípios do estado”, afirmou.
O presidente da Câmara Municipal de Rondonópolis, Paulo Schuh (PL), destacou a importância da chegada do sinal da TV Assembleia ao município e afirmou que a iniciativa amplia o acesso da população às informações do Poder Legislativo.
“A chegada da TV Assembleia é muito importante para que a população acompanhe mais de perto os projetos e o trabalho desenvolvido pelos deputados estaduais. Esse canal aproxima o cidadão da política e dá mais transparência às ações da Assembleia Legislativa e dos parlamentares que representam Mato Grosso”, afirmou.
Além da Rede Legislativa, também entrou em operação a Rede Nacional de Comunicação Pública (EBC), com canais educativos e institucionais que passam a compor a programação digital disponível no município. A UFR TV transmitirá conteúdos científicos, culturais e informativos, incluindo programação da EBC, como TV Brasil, Canal Gov, Canal Educação e Canal Saúde, além de produções locais.
A reitora da Universidade Federal de Rondonópolis, Analy Castilho Polizel de Souza, afirmou que a implantação da UFR TV representa um marco histórico para a instituição e destacou que a emissora será um instrumento de transparência, divulgação científica e aproximação da sociedade com a universidade e o Poder Legislativo.
Segundo ela, a chegada da TV Assembleia também amplia o acesso da população às informações sobre os projetos e ações desenvolvidas pelos parlamentares estaduais, beneficiando cerca de 600 mil pessoas em 19 municípios da região sul de Mato Grosso.
O evento integrou o Programa Brasil Digital, coordenado pelo Ministério das Comunicações com apoio da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), voltado à expansão da TV digital pública, aberta e gratuita em todo o país.
Expansão da Rede Legislativa também chega a Sapezal – A expansão do sinal da TV Assembleia também contemplou o município de Sapezal, que inaugurou nesta sexta-feira (8) a TV Câmara Digital de Sapezal (canal 10.3), durante solenidade realizada no plenário da Câmara Municipal. Representando a ALMT, o superintendente da TV Assembleia de Mato Grosso, Jaime Fernandes Costa Neto, participou do evento ao lado de autoridades locais.
O presidente da Câmara Municipal de Sapezal, Antônio Rodrigues da Silva (PP), destacou a parceria com a Assembleia Legislativa para implantação do canal e ressaltou a importância da iniciativa para ampliar a transparência e aproximar o Legislativo da população.
“Esse canal vai levar mais transparência, informação segura e aproximar ainda mais o Poder Legislativo da população de Sapezal. A parceria com a Assembleia Legislativa foi fundamental para que esse projeto saísse do papel”, afirmou.
O superintendente da TV Assembleia, Jaime Neto, ressaltou que, com a chegada do sinal em Rondonópolis e Sapezal, a TV Assembleia alcança 49 municípios mato-grossenses e destacou o pioneirismo de Sapezal na comunicação legislativa municipal.
“Sapezal é a primeira emissora de Câmara Municipal no estado de Mato Grosso, com produção própria de programas e conteúdo no canal disponível para a população. Nos dois municípios, a TV Assembleia está no canal 10.2. É um grande avanço para a TV Assembleia e para a Assembleia Legislativa, ampliando o alcance da comunicação pública e garantindo mais transparência aos atos do Parlamento estadual”, afirmou.
Jaime Neto também adiantou que os próximos municípios previstos para receber o sinal da TV Assembleia são Lucas do Rio Verde e Tangará da Serra.
Confira os canais disponíveis em Rondonópolis:
Rede Legislativa
10.1 – TV Câmara
10.2 – TV Assembleia MT
10.3 – TV Câmara Municipal
10.4 – TV Senado
10.5 – Rádio Câmara
Rede Nacional de Comunicação Pública – EBC
1.1 – TV UFR/TV Brasil
1.2 – Canal Gov
1.3 – Canal Educação
1.4 – Canal Saúde
Confira os canais disponíveis em Sapezal:
Rede Legislativa
10.1 – TV Câmara
10.2 – TV Assembleia MT
10.3 – TV Câmara Municipal
10.4 – TV Senado
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA MT
Gisela diz que lista de ‘estupráveis’ mostra ódio às mulheres e exige reação imediata da sociedade
Para diretora-executiva do União Mulher em MT foi a ‘cultura da violência’ que levou cantora cuiabana a desistir da vida esta semana
“O que aconteceu dentro da Faculdade de Direito da UFMT não é apenas mais um episódio de misoginia universitária. É um retrato brutal de como a violência contra a mulher continua sendo banalizada até mesmo em ambientes que deveriam formar consciência, ética e civilidade”. Disse à imprensa e em suas redes nesta quinta-feira (07.05),a diretora-executiva do União Mulher em Mato Grosso e presidente do União Brasil em Cuiabá, Gisela Simona, ao reagir com profunda indignação à divulgação de uma lista produzida por estudantes que classificava calouras do curso de Direito da UFMT como “estupráveis”.
Para Gisela, quando o ódio às mulheres chega às universidades, então a sociedade tem a obrigação de reagir antes que a violência simbólica se transforme em violência física e, pior, seja naturalizada. “Causa profunda indignação este episódio envolvendo alunos do curso de Direito da UFMT que produziram uma lista classificando colegas calouras como estupráveis. Não existe qualquer espaço para banalizar um ato como esse. Isto não é brincadeira, não é humor universitário, nem sequer pode ser observado como exagero de interpretação. Esta lista é literalmente um ato de violência, porque pressupõe a aceitação do estupro. É a reprodução de uma cultura cruel que humilha mulheres, incentiva a misoginia e normaliza o medo dentro de um ambiente que deveria ser de acolhimento, respeito e formação cidadã”, afirmou.
A manifestação da dirigente ocorre em meio à forte repercussão do caso, que provocou revolta entre estudantes e levou centenas de universitários a protestarem no campus da UFMT, em Cuiabá, com cartazes e manifestações públicas de repúdio. O conteúdo veio à tona após denúncia do Centro Acadêmico de Direito (CADI/UFMT), que divulgou nota cobrando providências institucionais e acompanhamento rigoroso das investigações.
Após a repercussão, a Faculdade de Direito instaurou procedimento administrativo para apurar as condutas atribuídas aos envolvidos. A reitoria da UFMT também determinou o afastamento dos estudantes investigados.
Para Gisela Simona, contudo, a gravidade do episódio ultrapassa os limites de uma infração disciplinar universitária, pois expõe um nível alarmante de naturalização da violência sexual contra mulheres jovens. “O estupro é um dos crimes mais brutais que existem e deixa marcas permanentes em suas vítimas. Transformar isso em piada revela um nível assustador de desrespeito à dignidade humana e à segurança das mulheres. Nenhuma estudante entra numa universidade para ser exposta, constrangida ou tratada como objeto”, ainda declarou.
E ao cobrar rigor nas apurações e punição exemplar aos responsáveis, Gisela também fez um movimento que ampliou a dimensão humana do debate ao relacionar o caso da UFMT a uma tragédia que ocorreu esta semana na capital mato-grossense: a morte da cantora de rock, Vanessa Capelette.
A conexão entre as duas histórias não foi construída apenas pela coincidência temporal. Mas pelo elo invisível e devastador que une mulheres marcadas pela violência sexual e pelo abandono emocional que frequentemente vem depois dela.
Ao comentar o caso, Gisela citou a repercussão do relato feito nas redes sociais pela cantora e compositora cuiabana Meire Pinheiro, que lamentou publicamente a morte de Vanessa. Em publicação emocionante, Meire relembrou a participação de Vanessa no projeto audiovisual “Viver Cultura”, realizado por meio da Lei Paulo Gustavo, ocasião em que a artista revelou ter sido vítima de estupro cometido por um padre, posteriormente preso sob acusações de abusos contra centenas de crianças.
Segundo relatos de pessoas próximas, Vanessa jamais conseguiu se libertar completamente das marcas emocionais deixadas pela violência sofrida na infância. As cicatrizes atravessaram décadas, afetaram sua saúde mental e, silenciosamente, corroeram sua relação com a própria vida.
Para Gisela, faz-se necessário ampliar o debate sobre as graves sequelas que o estupro deixa na vida de uma pessoa. Sobretudo, quando se observa o crescimento dos movimentos extremistas conhecidos como Red Pill que têm dado sinais claros de infiltração também dentro de ambientes universitários de Mato Grosso.
“Estamos falando de um trauma psicológico que destrói sonhos, destrói a saúde mental e, muitas vezes, destrói inteiramente o projeto de vida de uma pessoa. O estupro não termina no ato. Ele continua vivendo dentro da vítima por anos, às vezes pela vida inteira. Por isso precisamos deslocar o debate do terreno superficial das redes sociais para uma discussão muito mais profunda e mostrar uma sociedade que ainda insiste em minimizar violências que podem acompanhar mulheres até o fim da vida, inclusive, fazê-las desistir dela”.
Para a parlamentar, episódios como o da UFMT demonstram que Mato Grosso precisa enfrentar de forma mais séria o avanço de discursos misóginos que se espalham pelas redes sociais e passam a influenciar comportamentos concretos no cotidiano. “Quando o ódio às mulheres deixa a internet, entra nas universidades, e se alastra no tecido social, temos obrigação de reagir.”
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